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Por Aradhana Aravindan e Miyoung Kim
CINGAPURA, 21 Nov (Reuters) – O investimento bilionário do
Softbank no Uber Technologies UBER.UL abre a
possibilidade de uma combinação com outros ativos de transporte
urbano que o grupo japonês controla, em uma consolidação do
crescente negócio na Ásia, disseram fontes do setor.
O Uber disse em 12 de novembro que o planejado acordo com o
consórcio liderado pelo SoftBank e Dragoneer Investment Group
estava avançando. O consórcio planeja injetar entre 1 bilhão e
1,25 bilhão de dólares no Uber e comprar até 17 por cento das
ações existentes em uma transação secundária.
O SoftBank também tem sido um grande investidor nos rivais
do Uber em toda a Ásia, incluindo o Grab, do sudeste asiático, a
chinesa DiDi Chuxing e o indiano Ola, enquanto trabalha para
alcançar a visão do fundador Masayoshi Son de um futuro
impulsionado por inteligência e dispositivos interligados.
Ao mesmo tempo, as companhias de transporte urbano têm
competido ferozmente na Ásia para atrair motoristas e
passageiros com descontos e promoções que reduziram as margens.
"O SoftBank terá um papel consolidador", disse uma fonte
próxima ao Grab. "A participação do SoftBank no conselho de
administração de ambas as companhias (Uber e Grab) mudaria a
conversa fundamentalmente."
"Fazer um acordo e combinar os dois negócios no sudeste da
Ásia faz muito sentido", disse a fonte próxima ao Grab. "Ele (o
presidente-executivo do Uber) reduz seus prejuízos e obtém uma
parcela de um negócio que é, em sua perspectiva, mais do que
apenas transporte", disse a fonte, referindo-se à incursão do
Grab em outros mercados para pagamentos digitais ou sem
dinheiro.
Qualquer acordo provavelmente seria similar ao que o Uber
firmou com a Didi no ano passado, no qual assumiu uma parcela na
companhia chinesa e deixou seu próprio negócio, disse a fonte.
A fonte não quis se identificar devido à sensibilidade do
assunto.
Softbank e Grab não quiseram comentar.
(Por Aradhana Aravindan e Miyoung Kim; reportagem adicional
por Jeremy Wagstaff, Heather
Somerville e Sam Nussey)
((Tradução Redação São Paulo 56447764))
REUTERS NS RBS


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