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FGV anuncia queda na confiança da indústria de 2,3 pontos

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Os mercados por aqui se ressentem principalmente do ambiente político cada vez mais complicado. Agora com retaliações por parte do governo e com estratégia de Janot de fatiar as operações e introduzir a possibilidade de punição menor para políticos envolvidos com caixa 2 não oriunda de propina. Isso pode provocar maiores pressões políticas contra Temer.

Hoje mercados foram fracos durante a madrugada na Ásia, o dia começou negativo na Europa, mas já começa a virar para positivo e praticamente estável nos índices futuros do mercado americano. No Brasil, vamos seguir dependentes do noticiário político e com largo foco na continuidade do julgamento no STF. Aparentemente a JBS será mantida com Fachin e as homologações de delações validadas.

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Durante a madrugada no Japão o governo melhorou suas previsões para a economia, situação que não ocorria desde dezembro último. Mas o Banco Mundial já tinha sinalizado com melhora do PIB de +0,9% para 1,6%. Na China o PBOC (BC chinês) segue sugerindo desvalorização do yuan na paridade de 6,8197 por dólar e a moeda fechou efetivamente em queda.

Na sequência dos mercados no exterior o petróleo WTI negociado em NY registrava alta de 0,47%, com o barril cotado a US$ 42,73. O euro era transacionado em queda para 1,117 e notes americanos de 10 anos com taxa de juros de 2,15%. O ouro e a prata estavam em alta na Comex e commodities agrícolas com leve viés de queda na bolsa de Chicago.
No segmento local o governo já admite atrasos na votação da reforma da Previdência e a janela de oportunidade parece ir se fechando. O relator da LDO (diretrizes orçamentárias) disse que irá manter o déficit previsto de R$ 129 bilhões. Acrescentamos que ontem o ministro Celso de Mello fez brilhante defesa da PGR, se contrapondo a declarações de Gilmar Mendes.

Na área economia a FGV anunciou a confiança da indústria em queda de 2,3 pontos em junho para 90,0 pontos e o Bacen divulgou o relatório trimestral de inflação. O relatório foi mais suave que o previstos, mas indicadores de conjuntura (exceto inflação e externo) seguem ruins, como por exemplo a formação bruta de capital fixo (FBCF) prevista em queda de 0,6%, contra anterior de -0,3%. A economia também está com forte índice de ociosidade, mas é esperada retomada gradual da atividade. Os gastos com juros também sobem para US$ 22,5 bilhões no novo RTI (anterior em US$ 21,4 bilhões) e o crescimento do PIB de 2017 mantido em +0,5%.

O dia começando com DIs em queda nos principais vencimentos e dólar abrindo em queda de 0,15%, cotado a R$ 3,326. A Bovespa pode ter dia de recuperação com petróleo em alta no mercado internacional e melhora nas bolsas externas.

Bom dia e bons negócios.

Alvaro Bandeira
Economista-Chefe Home Broker Modalmais
Fonte: https://www.modalmais.com.br/blog/falando-de-mercado


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