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FGV anuncia IPC-S com deflação de 0,18% em Julho

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Na semana passada, a Bovespa não conseguiu capturar momento mais ameno de mercados no exterior e acumulou perda de 0,9%, com o índice em 62322 pontos. Os mercados americanos tiveram pequena alta.

O lado político seguiu pesando no Brasil e piorou um pouco mais para o final da semana, mesmo com Temer no exterior, na reunião do G-20. Políticos de expressão começaram a falar abertamente sobre a saída de Temer e Alckmin declarou que o PSDB pode sair depois de aprovação de reformas e que o partido pode deixar cargos. Temer voltou do G-20 e fez reunião com líderes e seus ministros antes da leitura do parecer da denúncia na CCJ, o que deve ocorrer no início da tarde de hoje pelo relator Sérgio Zveiter. Fala-se que o parecer será pelo acatamento da denúncia da PGR, mas o governo parece ter votos suficientes para impedir, inclusive na própria plenária.

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Na economia, a pesquisa Focus semanal do Bacen veio tranquila, mostrando inflação em queda para 3,38% em 2017 e PIB em nova queda para 0,34% e produção industrial crescendo para 0,84% (anterior 0,66%). A FGV anunciou que o IPC-S da primeira quadrissemana de julho teve deflação de 0,18%, com o anterior em -0,32%.

Na sequência dos mercados, os DIs começaram o dia com queda de juros para os vencimentos mais líquidos e o dólar com viés de queda de 0,15% e cotado a R$ 3,279. A Bovespa deveria conseguir acompanhar alta externa, mas a queda do petróleo pesa sobre Petrobras, além da grave crise política.

No segmento externo, a China anunciou que a inflação de junho anualizada para o CPI (Consumidor) ficou em 1,5% e a medida pelo PPI (Produtor) em 5,5%, dentro do previsto e igual ao mês anterior. No Japão, o BOJ produziu relatório da economia otimista, mas caiu a aprovação do gabinete do primeiro ministro Shinzo Abe. Na Alemanha, o saldo comercial de maio trouxe superávit de 20,3 bilhões de euros, fruto de exportações crescendo 1,4% e importações em alta forte de 1,2%.

Nos EUA, Trump disse ser hora de trabalhar de forma construtiva com a Rússia e o secretário do Tesouro confirmou que não haverá alta de impostos para os mais ricos. Senadores americanos sugerem que a reforma da saúde de Trump está sendo sepultada, e ele tenta buscar apoio popular.

Na sequência dos mercados no exterior, o petróleo WTI negociado em NY mostrava queda de 2,68%, com barril cotado a US$ 43,75 e grande suspeita de oferta maior com aumento de produção da Líbia e Nigéria. O euro era transacionado em queda para US$ 1,138 e notes americanos de 10 anos com taxa de juros de 2,37%. Ouro e prata em boa queda na Comex e commodities agrícolas em alta na bolsa de Chicago.

Agenda do dia fica por conta da leitura do parecer da denúncia de Temer pela PGR e nos EUA a divulgação do crédito ao consumidor de maio.

Bom dia e bons negócios.

Alvaro Bandeira
Economista-Chefe Home Broker Modalmais
Fonte: https://www.modalmais.com.br/blog/falando-de-mercado


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