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Por Sybille de La Hamaide
PARIS, 13 Jun (Reuters) – O maior sindicato agrícola da
França pediu nesta quarta-feira que seus fazendeiros suspendam
um bloqueio a refinarias e a depósitos de combustível que entrou
em seu terceiro dia, num protesto que tem como motivo as
importações de óleo de palma e a competição injusta, afirmou uma
autoridade do sindicato.
Os protestos que atingiram 18 localidades na França foram
provocados por uma decisão do governo francês em permitir que a
grande empresa de petróleo e gás Total usasse óleo de palma
importado em uma usina de biocombustível, uma alternativa mais
barata ao biodiesel feito com sementes oleosas de culturas
locais.
A autorização para o óleo de palma abalou as já frágeis
relações entre o maior setor agrícola da União Europeia e o
presidente francês, Emmanuel Macron.
Negociações entre o sindicato FNSEA que convocou o protesto
e o ministro da Agricultura francês, Stephane Travert, para
resolver a disputa mais recente progrediram nesta quarta-feira,
depois que o ministro enviou uma carta na manhã respondendo a
algumas das demandas da organização.
"Conseguimos avançar e vários encontros estão alinhados (com
o ministro). Pediremos que nossos membros suspendam
imediatamente o bloqueio dos diferentes estabelecimentos",
afirmou Jeremy Decerle, líder da juventude do FNSEA, a
jornalistas.
Decerle estava ao lado da líder do FNSEA, Christiane
Lambert, que disse mais cedo que houve avanços em alguns pontos
mas não em outros durante um encontro noturno com Travert.
O FNSEA pediu que os bloqueios fossem mantidos na manhã de
quarta-feira depois que as negociações terminaram, dizendo que
eles não tinham "conseguido o bastante".
Lambert, que disse que os sindicatos queriam garantias de
que a França defenderia os interesses dos fazendeiros de maneira
mais robusta em Bruxelas, sinalizou que os protestos poderiam
ser retomados se o governo não cedesse o bastante.
"Estamos pedindo a suspensão pois estamos falando sobre
questões que não podem ser resolvidas num piscar de olhos",
disse em entrevista coletiva.
"Se não tivermos reuniões nas próximas semanas sobre os
pontos que precisam ser resolvidos, nós voltaremos."
A Total se comprometeu a usar menos de 300 mil toneladas de
óleo de palma cru por ano em sua refinaria de biocombustível de
La Mede, que tem uma capacidade total de processamento de 650
mil toneladas. A empresa também disse que usaria 50 mil
toneladas de óleo de colza, cultivada localmente.
Lambert pediu que a Total use ainda mais a colza.
Macron deve se encontrar com o presidente da Total, Patrick
Pouyanne, ainda nessa semana, segundo afirmou o vice-diretor do
FNSEA Henri Bies-Pere depois da entrevista coletiva.
((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447759))
REUTERS ES


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