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Por Luciano Costa
SÃO PAULO, 14 Mar (Reuters) – A fabricante chinesa de
turbinas para energia eólica Goldwind , terceira
colocada no ranking global do setor, conseguiu o primeiro
contrato para fornecimento de equipamentos no Brasil, disse à
Reuters um executivo da companhia.
O negócio marca a entrada do grupo chinês na maior economia
da América Latina, que fechou 2017 como o oitavo país em
capacidade instalada em parques eólicos no mundo, depois de um
crescimento exponencial da fonte na última década.
A chegada da Goldwind indica concorrência adicional para
gigantes globais do setor que já contam com unidades locais.
Já atuam no Brasil a dinamarquesa Vestas, associações de
empresas alemãs e espanholas, como Siemens-Gamesa e
Nordex-Acciona, e a germânica Enercon. A brasileira WEG também
passou a produzir turbinas eólicas para atender à demanda
doméstica.
"O primeiro contrato está assinado… o primeiro gerador
chegou ao Brasil recentemente", disse à Reuters o gerente-geral
da Goldwind para a América do Sul, Xuan Liang, sem detalhar o
valor e para quem foi destinado o equipamento.
A Goldwind já vinha analisando o mercado brasileiro há pelo
menos três anos, e no ano passado chegou a avaliar até mesmo a
possível aquisição de projetos eólicos como meio de garantir a
construção das primeiras usinas com suas máquinas no país.

A fabricante também chegou a disputar leilões promovidos
pelo governo brasileiro em dezembro passado para tentar obter
contratos de venda de energia que viabilizassem a implementação
de parques com seus equipamentos.
A empresa se associou à alemã Sowitec para a licitação, mas
a dupla não chegou a aparecer entre os vencedores dos leilões,
que registraram uma forte concorrência entre investidores que
derrubou fortemente os preços de compra da produção futura das
usinas.
A Goldwind agora avalia se disputará mais licitações com
projetos próprios no Brasil –já há um leilão marcado para 4 de
abril, para novos projetos renováveis, e um segundo certame deve
acontecer até agosto.
"Nós estávamos em associação com a Sowitec. No entanto, para
esse próximo leilão, não podemos divulgar nenhuma informação
neste momento", despistou Xuan.
O executivo comentou, no entanto, que o mercado brasileiro
tem se aquecido significativamente desde a reta final do ano
passado, com um grande aumento da concorrência entre
investidores para viabilizar seus projetos no país.
"Esses são excelentes sinais de que o mercado de energia
eólica vai continuar a crescer nos próximos anos. Nós
acreditamos que o próximo leilão será mais um sucesso para o
mercado brasileiro", afirmou ele.
Mesmo que decida não buscar mais participação direta em
projetos, como no leilão do ano passado, a Goldwind ainda poderá
tentar abocanhar uma fatia no concorrido mercado de equipamentos
eólicos no Brasil.
A disputa entre fornecedores se aqueceu em meio à redução no
ritmo de contratação de novos projetos em 2015 e 2016, devido à
crise econômica que derrubou a demanda por eletricidade no país.
Os investimentos dos fabricantes nas unidades locais vieram
durante uma fase de forte crescimento da energia eólica no país
na última década, fortemente impulsionada por financiamentos
atrativos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e
Social (BNDES).

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(Por Luciano Costa; edição de Roberto Samora)
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