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Por José Roberto Gomes
MATA DE SÃO JOÃO, Bahia, 23 Nov (Reuters) – As exportações
de café do Brasil devem fechar 2017 cerca de 5 por cento abaixo
do inicialmente previsto, refletindo uma colheita comercializada
lentamente por produtores à espera de preços mais atrativos,
disse na quarta-feira à noite o presidente do Conselho dos
Exportadores de Café do país (Cecafé), Nelson Carvalhaes.
Segundo ele, os embarques neste ano devem variar de 30
milhões a 31 milhões de sacas, também aquém das quase 33 milhões
de sacas do ano passado. Os volumes levam em conta cafés verde,
torrado & moído e solúvel.
"Isso não chega a impressionar… Houve menor oferta neste
ano. A produção não entrou agressivamente, porque o produtor
segurou (o café). Havia a expectativa de preços maiores, o que
não se concretizou", disse Carvalhaes à Reuters na noite de
quarta-feira.
Ao longo do segundo semestre, as torrefadoras observaram um
cenário de suprimento seletivo de café arábica, dado que os
produtores não estavam dispostos a comercializar nos preços
correntes a safra recém-colhida.
No caso do conilon, a situação foi a inversa, e na semana
passada a oferta da variedade atingiu o nível "normal" pela
primeira vez no ano.
Em outubro, as exportações totais de café do Brasil somaram
2,75 milhões de sacas, queda de 18,3 por cento ante igual mês de
2016, segundo o Cecafé.
"Em novembro e dezembro, (as exportações) devem se manter
nesta faixa, em torno de 2,8 milhões de sacas", avaliou
Carvalhaes, nos bastidores de evento da Associação Brasileira da
Indústria de Café (Abic) em Mata de São João, na Bahia.
Segundo ele, os exportadores de café do Brasil "reagem bem"
quando as cotações do arábica na Bolsa de Nova York estão entre
1,30 dólar e 1,40 dólar por libra-peso.

(Edição de Luciano Costa)
(([email protected]; 5511 5644 7519;
Reuters Messaging: [email protected]
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