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SÃO PAULO, 2 Mai (Reuters) – A indústria brasileira perdeu
força no início do segundo trimestre e registrou o ritmo mais
fraco de expansão em três meses em meio ao enfraquecimento dos
novos pedidos, mostrou nesta quarta-feira a pesquisa Índice de
Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês).
No mês de abril, o PMI apurado pelo IHS Markit caiu a 52,3
de 53,4 em março. Apesar da perda de força, o indicador
permanece pelo nono mês seguido acima da marca de 50 que separa
crescimento de contração.
A diversificação de produtos e melhora da demanda as vendas
mantiveram o ritmo de recuperação, mas o crescimento foi contido
em abril pelas condições difíceis do mercado e pelo nível
elevado de desemprego no país.
Diante disso, o volume de novos pedidos registrados em abril
pelo setor industrial registrou o ritmo mais fraco de expansão
desde janeiro.
O aumento das vendas foi sustentado pela melhora da demanda
dos mercados externos, com a depreciação do real ajudando no
movimento.
Por outro lado, o enfraquecimeto da moeda levou os materiais
importados a ficarem mais caros para os fabricantes brasileiros,
e o aumento dos preços dos insumos, o mais forte em quatro
meses, foi impulsionado ainda pelas contas de energias e de
seguros.
Mesmo assim empresas ofereceram descontos devido às pressões
competitivas, o que compensou o repasse aos clientes das cartas
de custos e levou a taxa de inflação dos preços de vendas para o
nível mais fraco desde outubro.
Apesar da desaceleração do crescimento em abril, o IHS
Markit destacou que os empresários do setor industrial
permaneceram otimistas em relação ao futuro, com expectativas de
estabilidade política, planos de investimentos e oportunidades
para exportação.

(Por Camila Moreira; Edição de Iuri Dantas)
(([email protected]; 55 11 5644-7729; Reuters
Messaging: [email protected]))

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