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Por MacDonald Dzirutwe
HARARE, 15 Nov (Reuters) – Os militares do Zimbábue tomaram
o poder no início desta quarta-feira visando "criminosos"
próximos do presidente Robert Mugabe, mas foram à televisão
nacional para garantir que o líder de 93 anos e sua família
estão "sãos e salvos".
Soldados e veículos blindados interditaram ruas que dão
acesso aos escritórios do governo, do Parlamento e dos tribunais
do centro de Harare, e táxis transportavam trabalhadores do
entorno da capital para seu empregos nas proximidades, disse uma
testemunha da Reuters.
Mugabe, a encarnação do 'Grande Velho' da política africana,
comandou o Zimbábue durante os últimos 37 anos. Contrastando com
sua condição privilegiada no continente, ele é repudiado no
Ocidente, que o vê como um déspota cujos manejo desastroso da
economia e disposição de recorrer à violência para se manter no
poder destruíram um dos Estados mais promissores da África.
"Só estamos visando criminosos ao redor dele (Mugabe) que
estão cometendo crimes que estão causando sofrimento social e
econômico no país para poder levá-los à justiça", disse o
major-general SB Moyo, chefe de logística do Estado-Maior, na
TV.
"Assim que tivermos realizado nossa missão, acreditamos que
a situação voltará à normalidade."
Nem Mugabe nem sua esposa, Grace, que vinha almejando
sucedê-lo como presidente, foram vistos, nem se tem notícias dos
dois.
O partido opositor Movimento pela Mudança Democrática pediu
uma volta pacífica à democracia constitucional, acrescentando
esperar que a intervenção militar leve ao "estabelecimento de um
Estado-nação estável, democrático e progressista".
Falando em nome da Comunidade de Desenvolvimento
Sul-Africana (SADC, na sigla em inglês), o presidente da África
do Sul, Jacob Zuma, expressou a esperança de que não ocorram
mudanças inconstitucionais de governo no Zimbábue, já que isso
seria contrário à posição da SADC e da União Africana.
Zuma exortou o governo e os militares do Zimbábue "a
resolverem o impasse político amistosamente".
((Tradução Redação São Paulo, +5511 5644 7719))
REUTERS RBS


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