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Por Alexis Akwagyiram e Paul Carsten
ABUJA, 13 Mai (Reuters) – O ex-vice-presidente nigeriano
Atiku Abubakar irá privatizar partes da petroleira estatal do
país e permitir que a moeda naira flutue para atrair
investimentos estrangeiros se for eleito como chefe de Estado,
disse ele à Reuters.
Abubakar também confirmou que pretende concorrer na eleição
presidencial do ano que vem, tornando-se assim o maior
pesado-pesado da oposição a dizer que irá disputar contra
Muhammadu Buhari.
O vencedor da eleição de fevereiro irá comandar o maior
produtor de petróleo e país mais populoso da África, que é
central para a estabilidade regional, em um momento em que os
nigerianos lutam contra militantes islâmicos no nordeste do
país.
Abubakar, um ex-aliado importante do presidente Buhari cujos
recursos ajudaram a colocá-lo no poder, deixou o partido
governista em novembro e reingressou no Partido Democrático
Popular (PDP), de oposição, um mês depois.
Ele tem há tempos usufruído de apoio da elite empresarial em
Lagos por seus ideais conservadores-capitalistas e, como
vice-presidente em um governo do PDP de 1999 a 2007, implementou
um programa de liberalização em áreas incluindo o setor de
telecomunicações.

PRÓXIMOS PASSOS
Abubakar disse que irá ainda mais longe se for eleito
presidente.
"Eu também vou expandir isto para incluir o setor de
petróleo e gás, que não foi tocado de maneira nenhuma, e outros
setores importantes da economia, como mineração, minerais
sólidos", disse.
Abubakar disse que irá privatizar partes da Nigerian
National Petroleum Corporation (NNPC), que tem sido afetada por
décadas de má administração e é crucial para a economia do país
membro da Opep. Ele não especificou quais partes seriam
privatizadas.
"Eu acredito fortemente em um governo muito, muito pequeno e
também no setor privado", disse.
Uma queda nos preços de petróleo a partir do final de 2014
levou a Nigéria a sua primeira recessão em 25 anos em 2016,
provocando escassez crônica de dólares porque receitas de
petróleo compõem dois terços da receita do governo e são a maior
fonte de moeda estrangeira do país.
A economia saiu de recessão no ano passado, mas o
crescimento continua fraco e múltiplas taxas de câmbio continuam
em vigor, impostas pelo banco central para apoiar a insistência
de Buhari de que a naira não deveria ter permissão para flutuar.
"Eu irei permitir que a naira flutue porque eu acredito que
esta é uma das maneiras pelas quais o investimento estrangeiro
direto pode ser encorajado a entrar", disse Abubakar, que
espera replicar o feito de Buhari em 2015 de vencer uma eleição
presidencial na quarta tentativa.
((Tradução Redação São Paulo, 55 11 5644 7519))
REUTERS CS LC

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