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Tesouro Direto Taxa Zero 728×90

Por David Alire Garcia e Suman Naishadham
CIDADE DO MÉXICO, 14 Jun (Reuters) – O México pode impor
tarifas contra 4 bilhões de dólares em importações anuais de
milho e soja dos Estados Unidos, se o presidente Donald Trump
intensificar a disputa comercial com novas taxas, disseram
autoridades à Reuters esta semana, e o país está estudando como
reduzir o impacto de tal decisão.
No início deste mês, o México rapidamente retaliou quando
Trump impôs tarifas sobre metais, atingindo dezenas de
importações norte-americanas, incluindo aço, maçãs e suínos.
Porém não atingiu a classe mais lucrativa do setor agrícola
dos EUA: milho e soja, usados para fabricar ração para engordar
vacas, porcos e frangos no México.
A imposição de tais tarifas seria uma opção de última hora a
atingir o principal mercado de exportação de milho do mundo, e
tal medida prejudicaria o próprio setor do México.
Mas os mexicanos já vem aumentando suas importações de grãos
de fornecedores como o Brasil e a Argentina, o que poderia
diminuir o impacto.
"Esta questão é uma para a segunda fase", disse Bosco de la
Vega, que lidera o principal lobby agrícola do México, o
National Farm Council.
Ele disse que as tarifas sobre grãos foram discutidas em uma
reunião de 4 de junho. O ministro da Economia, Ildefonso
Guajardo, esteve presente no encontro, disse ele.
Raul Urteaga, diretor de comércio internacional do
ministério da agricultura do México, disse que o México "neste
momento" não está mirando os grãos dos EUA, mas se recusou a
descartar essa medida no futuro, e disse que o país está
procurando fornecedores alternativos.
Urteaga, um dos negociadores originais do Acordo de Livre
Comércio da América do Norte no início da década de 1990, citou
duas missões comerciais que ele organizou junto com 17
compradores mexicanos de grãos para o Brasil e a Argentina no
ano passado, visando diretamente o desenvolvimento de
fornecedores substitutos.
"Quero enfatizar que o milho amarelo e a soja representam
áreas de oportunidade muito interessantes para a Argentina e o
Brasil como fornecedores alternativos para6 nós", disse ele.
(Por David Alire Garcia e Suman Naishadham; reportagem
adicional por Dave Graham e PJ Huffstutter)
((Tradução Redação São Paulo, +5511 5644 7721))
REUTERS IM RS


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