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Por Gram Slattery
SÃO PAULO, 17 Abr (Reuters) – A Amazon.com está
negociando com a Azul Linhas Aéreas a entrega de
mercadorias no Brasil, disseram duas fontes com conhecimento do
assunto à Reuters, no mais recente sinal dos grandes planos da
varejista norte-americana no país.
A potencial parceria com a Azul, que atende mais de 50 por
cento dos destinos brasileiros atendidos pela rival mais
próxima, é o sinal mais forte de que a Amazon está alinhando a
distribuição para vender produtos diretamente a consumidores em
todo o país.
Também mostra que a empresa norte-americana de comércio
eletrônico está levando a sério a superação dos notórios
desafios logísticos do país, incluindo estradas de má qualidade,
problemas de segurança e um território nacional continental.
Representantes da Azul se recusaram a comentar o assunto.
A Amazon disse que não comenta "rumores ou especulações".
A gigante do comércio eletrônico tem entrado lentamente no
altamente competitivo mercado de varejo online do Brasil,
começando com as vendas de livros eletrônicos em 2012,
acrescentando livros físicos dois anos depois e oferecendo
vendas terceirizadas de produtos eletrônicos em outubro.
O e-commerce é responsável por cerca de 5 por cento das
vendas do mercado de varejo de 300 bilhões de dólares, cerca de
metade de sua participação nos EUA. No entanto, as vendas online
do Brasil dobraram em quatro anos e devem crescer a um ritmo de
dois dígitos nos próximos anos.
Atualmente, a Amazon depende de fornecedores terceirizados
para enviar produtos vendidos em seu site brasileiro, mas isso
parece estar mudando.
Em fevereiro, a Reuters publicou que a Amazon estava
procurando alugar um galpão de 50 mil metros quadrados nos
arredores de São Paulo, em um sinal de que o varejista pode
trazer armazenamento e distribuição internamente.
Em março, a Reuters informou que a empresa se reuniu com uma
série de fabricantes em São Paulo para discutir planos de
estocar e vender produtos diretamente.
Ambos os empreendimentos derrubaram as ações dos
concorrentes brasileiros de e-commerce, como Magazine Luiza
e B2W . O MercadoLivre também é
rival da Amazon no México e no Brasil.
Com uma parceria com a Azul, a Amazon obteria acesso
imediato a uma rede de mais de 100 aeroportos no Brasil, o que
indica que as ambições vão além da região metropolitana de São
Paulo.
A Azul acumulou uma participação de 18 por cento do mercado
brasileiro de viagens aéreas no Brasil na última década, ao
operar jatos regionais e aviões turboélice em cidades menores
não atendidas por outras operadoras.
A unidade de carga da Azul, Azul Cargo Express, aproveita o
a capacidade excedente em seus voos de passageiros para oferecer
entregas rápidas tantos em metrópoles quanto em cidades
distantes no país.
A empresa oferece serviço porta a porta em mais de 3.200
municípios, além de um serviço especializado de e-commerce,
conhecido como Azul Cargo E-Commerce. O hub da Azul, em
Viracopos, fica a cerca de 45 minutos de carro do armazém que a
Amazon está de olho, na Grande São Paulo.
As fontes, que pediram anonimato, não especificaram como as
conversas avançaram, nem disseram se a varejista também
conversou com rivais da Azul.
Aéreas rivais com operações de carga no país incluem a Latam
Airlines e a Gol . Nenhuma das duas respondeu
imediatamente a pedidos de comentário.
Na semana passada, a Azul anunciou que alugou duas aeronaves
de carga da Boeing "para apoiar o rápido crescimento de sua
unidade de negócios de carga".
(Reportagem de Gram Slattery)
((Tradução Redação São Paulo; + 55 11 5644-7712))
REUTERS AAP RBS


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