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Por Alex Lawler
LONDRES, 14 Mai (Reuters) – Um excedente de oferta global de
petróleo já foi praticamente eliminado do mercado, segundo dados
da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep),
graças em parte a um acordo para cortes de produção liderado
pelo grupo e em vigor desde janeiro de 2017, além da crescente
demanda mundo afora.
O pacto entre a Opep e países não produtores, liderados pela
Rússia, ajudou os preços do petróleo a se recuperarem e
atingirem 78 dólares por barril, o maior nível desde 2014.
Em relatório nesta segunda-feira, a Opep disse que os
estoques de petróleo em países desenvolvidos em março caíram
para 9 milhões de barris acima da média de cinco anos. Isso se
compara a 340 milhões de barris acima da média em janeiro de
2017.
"O mercado de petróleo foi sustentado em abril por renovados
problemas geopolíticos, estoques de produtos se estreitando e
uma robusta demanda global", disse a Opep no relatório.
"Um forte comprometimento da Opep e de participantes não
membros com seus termos de ajuste de produção… também
continuam a apoiar o mercado de petróleo", adicionou.
O objetivo dos cortes era reduzir os estoques para a média
de cinco anos, mas ministros de petróleo disseram que outras
métricas também devem ser consideradas, como o investimento na
indústria de petróleo, sugerindo que eles não estão com pressa
para acabar com essa política de contenção.
Além dos cortes voluntários da Opep, a queda na produção da
Venezuela devido à crise econômica do país e a saída dos Estados
Unidos de um acordo nuclear com o Irã também ajudaram a levantar
os preços.
A Opep sinalizou que está pronta para intervir caso
"desenvolvimentos geopolíticos" impactem a oferta.
"A Opep, como sempre, está pronta para apoiar a estabilidade
do mercado de petróleo, junto com os países produtores não
membros que participam da Declaração de Cooperação", afirmou o
grupo.
((Tradução Redação São Paulo, 55 11 5644 7519))
REUTERS LC JRG


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