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Por Paul Carrel e Leigh Thomas
BERLIM/PARIS, 11 Mai (Reuters) – As maiores economias da
Europa fizeram campanha nesta sexta-feira para proteger
investimentos de suas companhias no Irã, buscando manter vivo o
acordo nuclear com Teerã após Washington se retirar e ameaçar
impor sanções sobre companhias europeias.
A Alemanha e a França possuem relações comerciais
significativas com o Irã e permanecem comprometidas com o acordo
nuclear, assim com o Reino Unido, e os ministro das Relações
Exteriores dos três países planejam se encontrar na terça-feira
para discussões.
Isto é parte de uma série de atividades diplomáticas após a
saída unilateral na terça-feira do que o presidente dos Estados
Unidos, Donald Trump, chamou de “um acordo horrível e
unilateral”, uma ação acompanhada pela ameaça de punições contra
quaisquer companhias estrangeiras fazendo negócios no Irã.
A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, disse que maneiras
para salvar o acordo sem Washington precisam ser discutidas com
Teerã, enquanto o ministro das Finanças da França, Bruno Le
Maire, disse que Estados da União Europeia irão propor à
Comissão Europeia medidas para bloqueio de sanções.
“Nós aceitamos sanções extraterritoriais? A resposta é não”,
disse Le Maire a repórteres. “Nós aceitamos que os Estados
Unidos são os guardas econômicos do planeta? A resposta é não”.
“Nós aceitamos a vassalização da Europa em questões
comerciais? A resposta é não”.
A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, e Trump
concordaram em telefonema que conversas são necessárias para
discutir como sanções norte-americanas sobre o Irã irão afetar
companhias estrangeiras operando no país.
A porta-voz de May disse que a premiê afirmou a Trump que o
Reino Unido e seus parceiros europeus continuam “firmemente
comprometidos” em garantir que o acordo seja mantido como a
melhor maneira de impedir o Irã de desenvolver uma arma nuclear.
Tanto Le Maire quanto o ministro das Finanças da Alemanha,
Olaf Scholz, haviam falado ao secretário do Tesouro dos EUA,
Steven Mnuchin, pedindo para ele considerar isenções ou
adiamentos para companhias já presentes no país.
Le Maire disse estar buscando isenções concretas para
companhias já presentes no Irã, incluindo Renault, Total,
Sanofi, Danone e Peugeot. Scholz também pediu medidas concretas
para ajudar companhias alemãs, relatou o jornal Handelsblatt.
O acordo de 2015 entre grandes potências e o Irã estabeleceu
limites sobre suas atividades nucleares em troca de suspensão de
sanções. Europeus temem que um colapso do acordo pode
intensificar conflitos no Oriente Médio.
Alemanha, França e Reino Unido querem que conversas sejam
feitas em um formato mais amplo para incluir o programa de
mísseis balísticos do Irã e suas atividades militares regionais,
incluindo na Síria e no Iêmen.
“Até que ponto podemos manter este acordo vivo… é algo que
nós precisamos discutir com o Irã”, disse Merkel, que mais cedo
conversou com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, sobre o
assunto.
Divisões no Irã sobre como o país deveria responder à saída
norte-americana foram ilustradas nesta sexta-feira, quando o
clérigo sênior aiatolá Ahmad Khatami disse a fiéis na
Universidade de Teerã que não se pode confiar em nações
europeias.
O presidente Hassan Rouhani disse na terça-feira que Teerã
irá permanecer no acordo, desde que seus benefícios permaneçam
em vigor com signatários remanescentes.
O ministro das Relações Exteriores do Irã irá viajar a
Moscou em 14 de maio e se encontrar com o chanceler russo,
relatou a agência de notícias russa RIA, citando uma autoridade
do Ministério das Relações Exteriores da Rússia.
((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447765))
REUTERS TR


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