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14 Nov (Reuters) – Uma agência reguladora dos Estados Unidos
aprovou a primeira pílula digital com um sensor interno que
indica se o paciente está tomando o medicamento corretamente, um
passo significativo na convergência entre tratamentos de saúde e
tecnologia.
O medicamento é uma versão do Abilify, remédio consagrado da
Otsuka Pharmaceutical para esquizofrenia, bipolaridade e
depressão, que contém um mecanismo de rastreamento desenvolvido
pela Proteus Digital Health.
O sistema oferece aos médicos uma maneira objetiva de
avaliar se os pacientes estão ingerindo as pílulas de acordo com
a posologia, o que inaugura uma nova maneira de se monitorar a
adesão a tratamentos que pode ser usada em outras áreas
terapêuticas.
As ações da Otsuka subiram 2,5 por cento nesta terça-feira
em reação à liberação pela Food and Drug Administration (FDA),
agência que regula alimentos e medicamentos nos EUA, na noite de
segunda-feira.
A FDA disse que poder rastrear a ingestão de remédios
indicados para doenças mentais pode ser útil "para alguns
pacientes", embora a capacidade da pílula digital de melhorar a
adesão dos pacientes aos tratamentos não tenha sido comprovada.
"A FDA apoia o desenvolvimento e o uso de novas tecnologias
para drogas prescritas e está comprometida a trabalhar com
empresas para entender como a tecnologia pode beneficiar
pacientes e médicos", disse Mitchell Mathis, do Centro de
Avaliação e Pesquisa de Drogas da FDA.
O sistema funciona enviando uma mensagem do sensor da pílula
a um receptor usado no corpo, que em seguida transmite a
informação a um aplicativo para que o paciente possa monitorar a
ingestão do medicamento em seu smartphone.
Com o tamanho aproximado de um grão de sal, o sensor não tem
bateria nem antena e é ativado quando o suco gástrico o umedece.
Isso fecha um circuito entre revestimentos de cobre e magnésio
dos dois lados, o que gera uma pequena carga elétrica.
A longo prazo, tais pílulas digitais também podem ser usadas
para acompanhar pacientes com outras rotinas de medicamentos
complicados, como aqueles que sofrem de diabetes ou doenças
cardíacas.
(Por Vibhuti Sharma e Ben Hirschler)
((Tradução Redação São Paulo, +5511 5644 7719))
REUTERS MCP RBS


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