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SÃO PAULO, 4 Dez (Reuters) – Os estoques públicos de milho
do Brasil aumentaram em 859,6 mil toneladas, para 1,19 milhão de
toneladas, em razão do exercício de quase 32 mil contratos de
opção de venda lançados no primeiro semestre para produtores de
Mato Grosso, informou nesta segunda-feira a Companhia Nacional
de Abastecimento (Conab).
Apesar do crescimento, o total de milho estocado pelo
governo é pequeno perto do consumo nacional, estimado em quase 5
milhões de toneladas por mês, em média.
Os contratos são um dos mecanismos utilizados pela estatal
para dar sustentação aos preços da commodity, que em 2017 caíram
abaixo do mínimo no Centro-Oeste por causa de uma safra recorde,
de mais de 97 milhões de toneladas.
O apoio foi todo destinado a Mato Grosso, o maior produtor
nacional de milho.
As opções davam aos produtores a possibilidade de
vender milho ao governo federal, em 15 de setembro, ao preço de
17,87 reais por saca de 60 kg.
Foram realizados cinco leilões de contratos de opção em maio
e junho deste ano, nos quais o governo sinalizou com a compra de
999 mil toneladas de milho, com recursos da ordem de 298 milhões
de reais.
Em setembro, data do exercício, os adquirentes optaram por
vender um total de 859.572 toneladas para a Conab, aquém das 930
mil a 940 mil toneladas que chegaram a ser informadas à Reuters
por uma autoridade do Ministério da Agricultura em outubro.

OUTRAS AÇÕES
Além dos contratos de opção, o governo também realizou em
2017 a maior subvenção ao milho em quatro anos via operações de
Prêmio para o Escoamento (PEP), voltado para a indústria, e
Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (Pepro).
Desde abril, foram realizados 17 leilões de PEP e 17 de
Pepro. O total ofertado para o PEP foi para 3,95 milhões de
toneladas, com negócios efetivos de 1,93 milhão de toneladas.
Já para o Pepro, a quantidade total ofertada foi para 9,92
milhões, com apoio negociado para 7,2 milhões de toneladas.

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(Por José Roberto Gomes; Edição de Roberto Samora)
(([email protected]; 55 11 5644 7762; Reuters
Messaging: jose.roberto.reuter[email protected]))


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