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O Banco Central mostrou em seu relatório nesta terça-feira, que no mês de julho, o estoque de reservas internacionais no conceito liquidez totalizou US$377,5 bilhões, aumento de US$809 milhões em relação ao mês anterior. O estoque de linhas com recompra atingiu US$8,2 bilhões, diminuição de US$4,4 bilhões em relação à posição de junho de 2016. A receita de remuneração das reservas somou US$257 milhões. O estoque de reservas recuou US$119 milhões em função das variações de preços dos ativos que compõem a carteira, e aumentou US$487 milhões por variações de paridade. No conceito caixa, o estoque de reservas atingiu US$369,3 bilhões em junho, aumento de US$5,2 bilhões em relação ao mês anterior.

Dívida externa

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A posição da dívida externa bruta estimada para julho de 2016 totalizou US$338,1 bilhões, aumento de US$3,4 bilhões em relação ao montante apurado em março de 2016. A dívida externa estimada de longo prazo atingiu US$274,1 bilhões, aumento de US$815 milhões, enquanto o endividamento de curto prazo somou US$64 bilhões, incremento de US$2,6 bilhões, no mesmo período.

Dentre os determinantes da variação da dívida externa de longo prazo no período, destacam-se as amortizações de empréstimos e de títulos de dívida do setor financeiro, US$3,6 bilhões; o aumento de preço dos títulos da República, US$2,9 bilhões, e variações por paridade, que aumentaram o estoque em US$885 milhões. A elevação do estoque de dívida externa de curto prazo no período é explicada, principalmente, pelas amortizações de empréstimos pelo setor financeiro de US$2,5 bilhões.

Investimentos

Os investimentos em carteira passivos registraram ingressos líquidos de US$3,4 bilhões em julho, compostos por receitas líquidas em ações, US$2,3 bilhões, em fundos de investimentos, US$611 milhões, e em títulos de renda fixa negociados no mercado externo, US$756 milhões, incluída a emissão do Global 47, realizada pela República, no valor de US$1,5 bilhão. As saídas líquidas em títulos de renda fixa negociados no mercado doméstico totalizaram US$328 milhões.

Os outros investimentos ativos cresceram US$3,9 bilhões, compreendendo redução de US$9,0 bilhões em depósitos de bancos brasileiros mantidos no exterior, concessão de US$4,1 bilhões em créditos comerciais e adiantamentos, e ampliação de US$1,0 bilhão em depósitos de propriedade de empresas não financeiras.

Os outros investimentos passivos apresentaram ingressos líquidos de US$1,6 bilhão. Os créditos comerciais e adiantamentos cresceram US$2,8 bilhões, fundamentalmente em operações de curto prazo. As amortizações líquidas de empréstimos de longo e de curto prazo atingiram, respectivamente, US$1,0 bilhão e US$31 milhões, no mês.


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