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PARIS, 26 Mai (Reuters) – O principal partido de
extrema-esquerda francês, a radical central sindical CGT e
outras 80 organizações lideraram neste sábado milhares de
pessoas em protestos de rua no país contra as reformas do
presidente Emmanuel Macron no setor público.
Os organizadores esperavam que os protestos levassem a uma
onda de oposição contra as reformas de Macron no serviço público
francês e em algumas empresas públicas como a muito endividada
companhia ferroviária nacional, a SNCF.
Representantes sindicais e a polícia deram números bastante
diferentes para os protestos. A CGT afirmou que 80 mil pessoas
participaram da manifestação em Paris, e 250 mil estiveram nas
ruas em todo o país. A polícia, contudo, disse que o protesto
atraiu 21 mil pessoas em Paris.
A participação foi menor do que os 320 mil de um protesto
nacional em março.
"Nós vamos levar uma mensagem, e essa mensagem deve ser
ouvida pelo teimoso Emmanuel Macron", afirmou Jean-Luc
Mélenchon, líder da extrema-esquerda, em manifestação em
Marselha.
Mélenchon listou várias reivindicações, entre elas a falta
de funcionários em hospitais, a falta de vagas em universidades
e a falta de policiamento. O governo diz que não há recursos.
"Não acreditamos em você por que você está mentindo", disse
Mélenchon. Ele afirmou que o governo havia dado 4,5 bilhões de
euros em insenções fiscais para os ricos.
"O país é rico. O país deve compartilhar", declarou ele.
Manifestações eram esperadas em pelo menos 160 locais da França,
disse o Philippe Martinez, da CGT.
O ministro do Interior da França, Gérard Collomb, disse que
a polícia teve que intervir em Paris depois que um grupo de
manifestantes encapuzados tentou destruir um banco.
(Por Bate Felix, Caroline Pailliez e Emmanuel Jarry)
((Tradução Redação São Paulo, 5511 5644-7727))
REUTERS FB


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