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Por Steve Holland e Pete Schroeder
WASHINGTON, 29 Jan (Reuters) – A equipe de segurança do
presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está analisando
opções para se contrapor à possibilidade de a China espionar
telefonemas nos EUA, entre as quais o governo construir uma rede
sem fio 5G superveloz própria, segundo uma autoridade de alto
escalão de Washington.
A autoridade, que confirmou uma reportagem do site
Axios.com, disse, no domingo, que a opção está sendo debatida
por enquanto em um escalão mais baixo do governo, e que só daqui
a seis a oito meses deve chegar às mãos do presidente.
A ideia de uma rede própria 5G tem por meta abordar o que
autoridades veem como uma ameaça chinesa à segurança cibernética
e econômica dos EUA.
A gestão Trump vem adotando uma postura mais rígida em
relação a políticas iniciadas pelo antecessor Barack Obama em
questões que vão do papel da China para conter a Coreia do Norte
ao empenho chinês para adquirir indústrias norte-americanas
estratégicas.
Neste mês a AT&T foi forçada a descartar um plano para
oferecer aos seus clientes telefones fabricados pela chinesa
Huawei porque alguns membros do Congresso fizeram lobby com
agências reguladoras federais contra a ideia, disseram fontes à
Reuters.
Em 2012, a Huawei e a ZTE Corp foram tema de uma
investigação dos EUA que analisou se seus equipamentos
proporcionavam uma oportunidade de espionagem estrangeira e
ameaçava, elementos cruciais da infraestrutura dos EUA.
Alguns membros do Comitê de Inteligência da Câmara dos
Deputados continuam preocupados com as ameaças de segurança
representadas pela Huawei e a ZTE Corp, de acordo com um
assessor do Congresso.
Nesta segunda-feira, a porta-voz do Ministério das Relações
Exteriores chinês Hua Chunying disse que a China proíbe todas as
formas de invasão cibernética, mas não tratou especificamente da
questão de segurança da rede 5G.
"Acreditamos que a comunidade internacional deveria, com
base no respeito e na confiança mútuos, fortalecer o diálogo e a
cooperação e somar esforços abordando a ameaça dos ataques
cibernéticos", disse Hua durante um boletim de rotina à
imprensa.
Um temor crescente mencionado na apresentação é a presença
cada vez maior da China na fabricação e operação de redes sem
fio. Um esforço governamental orquestrado poderia ajudar os EUA
a competirem nessa frente, de acordo com a apresentação.
(Reportagem adicional de Duston Volz, Suzanne Barlyn e David
Shepardson, e Michael Martina em Pequim)
((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 2223-7128))
REUTERS PF


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