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17 Abr (Reuters) – Cientistas do Reino Unido e dos Estados
Unidos anunciaram a criação de uma enzima devoradora de plástico
que no futuro poderá ajudar no combate à poluição.
A enzima é capaz de digerir polietileno tereftalato, ou PET
— uma forma de plástico patenteada nos anos 1940 e hoje usada
em milhões de toneladas de garrafas plásticas. O PET pode
persistir no meio ambiente durante séculos, e atualmente polui
vastas áreas de terra e mar no mundo todo.
Pesquisadores da Universidade de Portsmouth, no Reino Unido,
e do Laboratório Nacional de Energia Renovável do Departamento
de Energia dos EUA fizeram a descoberta quando examinavam a
estrutura de uma enzima natural que se acredita ter se
desenvolvido em um centro de reciclagem de dejetos do Japão.
Ao perceber que a enzima estava ajudando uma bactéria a
decompor, ou digerir, plástico PET, os pesquisadores decidiram
"mexer" em sua estrutura acrescentando alguns aminoácidos,
explicou John McGeehan, professor de Portsmouth que coliderou o
trabalho.
Isso levou a uma mudança imprevista nas ações da enzima que
permitiu que sua capacidade de devorar plástico se acelerasse.
"Fizemos uma versão aprimorada da enzima, melhor do que a
natural", contou McGeehan à Reuters em uma entrevista. "Isso é
realmente empolgante, porque significa que existe potencial para
otimizar a enzima ainda mais".
A equipe, cuja descoberta foi publicada na segunda-feira no
periódico científico Proceedings of the National Academy of
Sciences, trabalha agora para aprimorar a enzima ainda mais para
ver se consegue torná-la capaz de decompor plásticos PET em
escala industrial.
"É perfeitamente possível que nos próximos anos vejamos um
processo industrialmente viável de decompor o PET, e
potencialmente outros (plásticos), em seus elementos originais
para que possam ser reciclados de forma sustentável", disse
McGeehan.
((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 2223-7128))
REUTERS PF


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