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Tesouro Direto Taxa Zero 970×250

Por Marta Nogueira
RIO DE JANEIRO, 12 Abr (Reuters) – A mineradora brasileira
Vale prevê receber no fim deste mês o segundo navio
dos 32 Valemax de segunda geração da frota de cargueiros
gigantes previstos para entrar em operação até o fim de 2019.
O navio, que chega no próximo dia 27, será o segundo do tipo
Valemax de segunda geração a carregar minério de ferro no Porto
de Tubarão, em Vitória, neste ano, em uma demostração de como a
Vale trabalha para ganhar competitividade frente aos seus
competitidores, que estão mais perto dos principais clientes, na
Ásia.
As embarcações, com capacidade para transportar 400 mil
toneladas, pertencem a outras empresas, mas foram construídas a
partir de iniciativa da Vale. Os navios são os mais eficientes
do mundo em emissões de gases do efeito estufa, segundo
levantamento da mineradora –maior produtora e exportadora
global de minério de ferro.
Em entrevista à Reuters, o diretor da Cadeia de Valor de
Ferrosos, Vagner Loyola, afirmou que o aumento da frota a
serviço da empresa com embarcações mais eficientes faz parte de
uma estratégia para a entrega de sua crescente produção, com
menores emissões e com fretes competitivos.
Além disso, segundo o executivo, a empresa caminha para
concluir "em breve" negociações de contratos com armadores que
resultarão na construção de novos navios de 325 mil toneladas,
os chamados Guaíbamax.
"Os Valemax de segunda geração e também o Guaíbamax trazem
um ganho de eficiência, exatamente pelo ganho de escala… e
pelo menor consumo de combustível, com maior eficiência
energética, que é o que leva à menor emissão de gases do efeito
estufa", afirmou.
No caso do Guaíbamax, a opção por estimular a construção de
um navio com menor capacidade que o Valemax, apesar de ainda
prometer elevada eficiência energética, vem em função da
limitação para aportar os gigantes em determinados portos do
mundo.
"O Guaíbamax, a gente está no momento em negociação com
vários armadores, já fechamos com a maioria deles", adiantou,
evitando dar mais detalhes.

PRODUÇÃO CRESCENTE
O plano ocorre em meio ao desafio da companhia brasileira de
levar sua produção crescente aos seus principais clientes, na
Ásia.
O executivo não revelou expectativa de redução de custos ou
valores contratuais, por serem informações estratégicas.
A Vale planeja produzir 390 milhões de toneladas neste ano,
alta de 6,4 por cento ante 2017, e 400 milhões de toneladas por
ano entre 2019 e 2022.
Atualmente, de 250 a 300 navios fazem o transporte de
produtos da Vale, incluindo os 35 Valemax, VLOC (Very Large Ore
Carrier), de 1ª geração, que já operam desde 2011, também com
capacidade de até 400 mil toneladas.
"A Vale construiu a maioria (dos Valemax) da primeira
geração, mas depois optou por vendê-los… vendeu para
armadores, fez contatos de transporte marítimo com esses
armadores, e esses armadores alocam os Valemax que eles
compraram da Vale para fazer o transporte do nosso minério",
afirmou.
Por uma iniciativa estratégica, a Vale atualmente contrata o
volume de minério de ferro a ser transportado e as empresas que
decidem quais os navios que serão alocados.
A estratégia de não ser a próprietária dos navios, destacou
Loyola, foi colocada em prática entre 2015 e 2016, em meio a um
plano de desinvestimentos da Vale, e também em busca de
reorganização de custos. Segundo o executivo, a estratégia hoje
se mantém.
Entre 70 por cento e 74 por cento dos grandes navios que
transportam cargas da Vale, com capacidade acima de 180 mil
toneladas, fazem a rota para a China, país que está mais próximo
dos principais concorrentes na Austrália: BHP Billiton
e Rio Tinto .

Tesouro Direto Taxa Zero 300×250

EFICIÊNCIA
O novo modelo é o mais eficiente do mundo em emissões de
gases do efeito estufa, segundo um levantamento da Vale,
emitindo 41 por cento menos CO2 que um Capesize de 180 mil
toneladas, construído em 2011, e que serviu de base comparativa
para os Valemaxes de primeira Geração, até então os navios mais
eficientes.
Comparados com os capesizes mais novos, construídos em 2017,
o Valemax de segunda geração emite 28 por cento menos CO2.
O levantamento foi feito com base no Índice de Design de
Eficiência Energética (EEDI, na sigla em inglês), adotado pela
Organização Marítima Internacional (IMO, na sigla em inglês),
cujo cálculo considera a emissão de CO2 por tonelada de carga
vezes a distância em milhas náuticas.
"Essas iniciativas da Vale, de incentivar a construção
desses supergraneleiros que são… mais eficientes em termos de
emissão de gases do efeito estufa estão totalmente alinhadas com
essa grande tendência mundial", disse Loyola, destacando medidas
mundiais contra o aquecimento global.
Para confirmar a eficiência superior da embarcação, técnicos
da área de Navegação da Vale a compararam com uma base de dados
de 2.769 embarcações dos mais variados tipos.

(Edição de Roberto Samora)
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