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Por Timothy Gardner
WASHINGTON, 12 Out (Reuters) – O secretário de Energia dos
Estados Unidos defendeu o seu plano de recompensar usinas
nucleares com incentivos contra as críticas de que isso
manipularia os mercados, dizendo no Congresso nesta quinta-feira
que uma indústria nuclear doméstica forte reforça a segurança
nacional.
Rick Perry pressionou a Comissão Reguladora de Energia em 29
de setembro para adotar uma regra dentro de 60 dias que
premiaria usinas nucleares e a carvão antigas que armazenem 90
dias de combustível em suas instalações. Ele disse que essas
usinas devem ser apoiadas por sua capacidade de incrementar a
confiabilidade da rede elétrica dos EUA.
Muitos parlamentares na sessão com Perry, incluindo o
democrata Frank Pallone, disseram que o plano favoreceria uma
indústria ultrapassada, acabaria com o livre mercado e
sobrecarregaria consumidores com contas de energia mais altas.
Outro parlamentar citou um estudo da consultoria ICF que diz que
as contas de energia poderiam aumentar em 800 milhões de dólares
ao ano se a comissão reguladora seguisse o plano de Perry.
Mas Perry afirmou que o governo federal negligenciou a
energia nuclear por décadas, o que seria um risco à segurança
nacional.
"Se perdermos a nossa cadeia de suprimento, se perdermos a
nossa cadeia intelectual de formação de brilhantes cientistas
porque nós basicamente recuamos com a indústria nuclear, nós
vamos perder o nosso papel de líder no que diz respeito à
energia nuclear no mundo", afirmou Perry.
Isso poderia prejudicar a capacidade do país de lidar com a
não proliferação nuclear, segundo ele.
Os EUA têm mais reatores nucleares do que qualquer outro
país do mundo. No entanto, a Rússia, a China e outros países
estão construindo usinas nucleares rapidamente, e alguns na
indústria estão preocupados que esses países possam se tornar os
principais inovadores do setor nuclear.
O plano de Perry dividiu a indústria de energia, com
interesses dos setores de carvão e nuclear concorrendo contra
gás natural, energia solar, energia eólica e grupos de
consumidores.
Até o momento, ainda não está claro o que a comissão
reguladora vai decidir sobre o plano.
((Tradução Redação São Paulo, 55 11 5644 7519))
REUTERS LC


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