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Por Michael Martina
DANANG, Vietnã, 10 Nov (Reuters) – As nações da região
Ásia-Pacífico devem "defender o multilateralismo", disse o
presidente da China, Xi Jinping, nesta sexta-feira,
contrapondo-se ao líder norte-americano, Donald Trump, que em
uma mensagem a uma cúpula disse que seu país evitará acordos
comerciais que sacrifiquem sua soberania.
A globalização é uma tendência irreversível, mas o mundo
precisa trabalhar para torná-la mais equilibrada e inclusive,
disse Xi aos líderes reunidos na cidade turística vietnamita de
Danang para a cúpula da Cooperação Econômica da Ásia e do
Pacífico (Apec, na sigla em inglês).
Ele fez seus comentários momentos depois de Trump dizer à
mesma plateia que os EUA não tolerarão abusos comerciais
crônicos de parceiros.
"Será que deveríamos conduzir a globalização econômica ou
estremecer e hesitar diante do desafio? Deveríamos impulsionar
conjuntamente a cooperação regional ou deveríamos seguir
caminhos diferentes?", indagou Xi.
"A abertura traz progresso, enquanto a autoexclusão nos
deixa para trás".
Durante o ano passado Xi posicionou a China como uma
defensora da globalização em discursos por todo o mundo,
diferenciando-se de Trump, que vem apostando em sua agenda "A
América Primeiro" e retirou seu país do acordo comercial
Parceria Transpacífico (TPP, na sigla em inglês).
Os antecessores de Trump viam o pacto como uma maneira de os
EUA, e não a China, redigirem as regras comerciais da Ásia.
Tendo encerrado na véspera uma visita de Estado à China,
Trump disse que os EUA estão dispostos a firmar um acordo
bilateral com qualquer país da região Indo-Pacífico, mas somente
na base do "respeito mútuo e do benefício mútuo".
Ele atacou a Organização Mundial do Comércio (OMC) e acordos
comerciais multilaterais, e alguns analistas acreditam que uma
ação mais dura da Casa Branca para combater os desequilíbrios do
comércio bilateral com Pequim, exacerbados pelo modelo econômico
de condução estatal, pode ser iminente.
Mas os esforços de Xi para assumir o manto do livre comércio
não comoveram os críticos da China, que argumentam que esta
ergue mais barreiras para o acesso de empresas estrangeiras a
seu mercado usando planos industriais de controle estatal do que
qualquer grande economia.
Em Danang, Xi disse que a China irá "facilitar
significativamente o acesso ao mercado" para companhias do
exterior e que todos os negócios registrados em sua nação serão
tratados como iguais.
Os 11 países que ainda integram o TPP estão buscando uma
maneira de levar o acordo adiante nos bastidores da Apec.
((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 2223-7128))
REUTERS PF PF


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