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SÃO PAULO, 7 Dez (Reuters) – A fabricante de calçados
Vulcabras retomou investimento em seu parque fabril e
está se preparando para reativar sua marca voltada ao público
feminino Azaleia, aproveitando recursos de uma recente oferta de
ações e a recuperação da economia.
A companhia prevê investir cerca de 100 milhões de reais em
renovação de equipamentos de suas três fábricas, a maior parte
em 2018, algo que não era feito há cinco anos diante das
dificuldades financeiras que levaram o grupo a uma
reestruturação que culminou com uma oferta de ações de quase 700
milhões de reais no fim de novembro e a entrada da empresa no
segmento Novo Mercado da B3, disse o presidente-executivo, Pedro
Bartelle, em entrevista à Reuters.
A empresa, criada há 65 anos e controlada pela família de
Bartelle, acumula neste ano uma valorização na B3 de cerca de
250 por cento, atingindo no terceiro trimestre a maior margem de
lucro operacional do setor, de 24 por cento.
O desempenho marca uma virada gerada por plano de
reestruturação executado entre 2012 e 2015 em conjunto com a
consultoria Galeazzi, após a empresa ser pressionada por forte
volume de importações e competição de preços irracional
fomentada pela conjugação da Copa do Mundo de 2014 e as
Olimpíadas de 2016 no Brasil.
Entre 2011 e 2012, a dívida da Vulcabras, que disputa
mercado com grupos como Alpargatas e Grendene
, era de 1,1 bilhão de reais e a expectativa de
Bartelle, que assumiu como presidente-executivo em 2015, é que a
linha caia para perto de zero até o final de deste ano.
"Vamos começar a modernizar nosso parque fabril depois de
cinco anos e vamos ganhar em produtividade, vamos aplicar 100
milhões de reais, a maior parte em 2018… O nosso foco está em
crescimento sustentável", disse Bartelle, estimando que o
mercado brasileiro de calçados, quarto maior do mundo e que
comercializa 800 milhões de pares por ano, poderá dobrar de
tamanho no curto prazo.
As principais marcas da companhia são Olympikus, que é a
mais vendida de calçados esportivos do país, segundo dados de
levantamento Kantar Worldpannel citados por Bartelle, e Azaleia.
A primeira é responsável por cerca de 80 por cento do
faturamento do grupo, que apurou de janeiro ao fim de setembro
receita de 948 milhões de reais. A Azaleia produz menos que 20
por cento do faturamento do grupo.
"A Azaleia é uma marca adormecida que precisa ser
reativada… A Azaleia vende hoje cinco vezes menos que no
início dos anos 2000", disse Bartelle, citando que a estratégia
da companhia nesta recuperação da tradicional marca feminina
está centrada em mídia sociais e aceleração de renovação de
coleções.
A primeira coleção da marca após a reestruturação da
companhia será lançada no primeiro semestre de 2018, disse o
executivo, evitando comentar sobre expectativas sobre os
resultados da empresa no próximo ano.
Dentro do plano de crescimento, a Vulcabras deverá manter
seu foco sobre a América Latina, onde mantém 70 lojas na
Colômbia, Peru e Chile, disse Bartelle. A empresa não tem lojas
no Brasil, mas pode vir a investir em abertura de pontos de
venda no país no futuro, afirmou o executivo sem mencionar
prazo.
Segundo Bartelle, o Brasil tem cerca de 25 mil pontos
físicos de venda de calçados e a Azaleia está presente em menos
de 10 mil deles. Para ajudar no crescimento, a empresa criou
neste ano um departamento independente focado no desenvolvimento
da marca feminina, algo que deverá produzir "frutos no ano que
vem", com a chegada da nova coleção.
"No feminino, as marcas lançam coleções novas quase todos os
meses e estamos um pouco atrás nisso", disse Bartelle. Ele
acrescentou que atualmente o preço médio da Azaleia fica entre
70 e 100 reais e que a Vulcabras pretende reposicionar a marca
para ficar mais perto do topo da variação.

(Por Alberto Alerigi Jr., Edição de Maria Pia Palermo)
(([email protected]; 5511-5644-7753; Reuters
Messaging: [email protected]))

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