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SÃO PAULO, 16 Mai (Reuters) – O varejo brasileiro teve
expansão de 2,1 por cento em abril na comparação com o mesmo mês
de 2017, descontada a inflação do período, de acordo com o
Índice Cielo de Varejo Ampliado(ICVA), divulgado pela empresa
empresa de meios de pagamentos Cielo nesta
quarta-feira.
Ajustado ao efeito calendário, o índice deflacionado subiu
2,6 por cento, uma aceleração em relação à alta de 2,2 por cento
apurada em março no mesmo conceito.
Já em termos nominais, número que reflete o que o varejista
de fato observa na receita das suas vendas, o ICVA subiu 3,2 por
cento em relação a abril do ano passado.
"O ICVA vem mantendo a trajetória de aceleração e mostrando
uma recuperação consistente nos últimos meses, embora de forma
lenta", disse o diretor de Inteligência da Cielo, Gabriel
Mariotto, em nota.
No mês passado, todos os setores do varejo apresentaram
crescimento no conceito deflacionado com ajustes calendário. Na
comparação anual, a expansão foi puxada principalmente pelo
desempenho dos setores de supermercados e hipermercados, seguido
por móveis, eletrodomésticos e lojas de departamento. Por outro
lado, o segmento de vestuário e artigos esportivos mostrou
desaceleração no mesmo conceito.
Regionalmente, os destaques positivos foram as regiões
Centro-Oeste e Sul, que tiveram as maiores acelerações pelo ICVA
deflacionado com ajuste de calendário.
Pelo ICVA deflacionado sem ajustes de calendário, na
comparação com abril do ano passado, o varejo ampliado na região
Norte subiu 7,7 por cento. Na sequência vieram as regiões
Nordeste (+3,4 por cento) e Sul (+3,2 por cento). As regiões
Centro-Oeste e Sudeste tiveram altas de 1,9 por cento e 0,9 por
cento, respectivamente.
Já pelo ICVA nominal, que não considera o desconto da
inflação, o destaque foi a região Norte, com alta de 7,8 por
cento. Na sequência vieram as regiões Nordeste e Sul com
crescimentos de 4,6 por cento e 4,1 por cento, respectivamente.
As regiões Centro-Oeste e Sudeste tiveram altas de 3,4 por cento
e de 2,4 por cento, respectivamente.

(Por Flavia Bohone; Edição de Raquel Stenzel)
(([email protected]; 55 11 5644-7727; Reuters
Messaging: [email protected]))

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