Clicky

Tesouro Direto Taxa Zero 970×250

A Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais (Usiminas) divulgou nesta manhã seus resultados financeiros referentes ao quarto trimestre do exercício de 2016 (4T16) e do ano de 2016.

A companhia cresceu seu lucro operacional em R$389,7 milhões na comparação do 4T16 com o 3T16, saindo de um prejuízo de R$166,3 milhões para um lucro de R$223,4 milhões. Entretanto, foi contabilizado um prejuízo líquido de R$195,0 milhões no 4T16, contra R$107,1 milhões no 3T16, devido à provisão para perda de imposto de renda e contribuição social diferidos no valor de R$338,5 milhões no 4T16, enquanto no 3T16 houve provisão para perda de R$6,6 milhões compensada pela constituição de imposto diferido no valor de R$70,8 milhões.

Tesouro Direto Taxa Zero 300×250

No ano de 2016, a companhia apresentou prejuízo líquido de R$576,8 milhões, contra um prejuízo líquido de R$3,7 bilhões em 2015, uma redução de 84,4%.

A Usiminas atribuiu os seguintes fatores para a queda no lucro líquido: melhor resultado operacional das Unidades de Negócio de Siderurgia, Mineração e Transformação do Aço; impairment de ativos de R$2,6 bilhões em 2015 e reversão de impairment de ativos de R$343,0 milhões em 2016; e despesas financeiras de R$1,2 bilhão em 2015, em função da desvalorização cambial de 47,0% naquele ano, contra despesa de R$30,2 milhões em 2016, em função da valorização cambial de 16,5% neste período.

A receita líquida do 4T16 foi de R$2,1 bilhões, contra 2,3 bilhões no 3T16, uma redução de 6,4% devido ao menor volume de vendas em todas as Unidades de Negócio da companhia, destacando-se a redução de 41,9% na receita de exportação de aço. No ano de 2016, a receita líquida foi de R$8,5 bilhões, contra R$10,2 bilhões em 2015, uma redução de 17,0% em função de menor volume de venda de aço e minério de ferro, decorrente da retração de mercado enfrentada pelas Unidades de Negócio da companhia.

O EBITDA Ajustado do 4T16 foi de R$234,1 milhões, contra R$306,9 milhões no 3T16.  A margem no 4T16 foi de 11,0% contra 13,5% no 3T16.

No ano de 2016, o EBITDA Ajustado foi de R$660,4 milhões, contra R$291,5 milhões em 2015, principalmente devido ao melhor desempenho das Unidades de Negócio de Siderurgia, Mineração e Transformação do Aço. A margem de EBITDA Ajustado no ano de 2016 atingiu 7,8%, contra 2,9% em 2015.

O 4T16 apresentou despesas financeiras líquidas de R$87,1 milhões, contra R$159,3 milhões no 3T16, uma redução de 45,3%, principalmente em função de menores perdas com variação cambial, em decorrência da desvalorização cambial de 0,4% no 4T16 contra 1,1% no 3T16.  Em 2016, as despesas financeiras líquidas foram de R$30,2 milhões, contra R$1,2 bilhão em 2015, em função da valorização cambial de 16,5% em 2016, contra uma desvalorização cambial de 47,0% em 2015, o que gerou ganhos cambiais de R$639,1 milhões em 2016, contra perdas cambiais de R$1,1 bilhão em 2015.

“No Brasil, a atividade econômica manteve-se desaquecida, sugerindo que a recessão seguiu se aprofundando neste 4T16, após o recuo de 0,8% no 3T16 comparativamente ao trimestre anterior. O FMI e o Relatório Focus do Banco
Central do Brasil estimam recuo de 3,5% em 2016. Contudo, a aprovação de medidas de alcance fiscal e a política monetária do Banco Central permitiram que a inflação surpreendesse positivamente, abrindo espaço para a queda dos juros”, conforme comunicado da companhia.

O CAPEX totalizou R$225,2 milhões em 2016, 71,3% inferior quando comparado ao ano de 2015, resultado da estratégia da companhia de controle rigoroso de CAPEX. Os principais investimentos realizados foram com sustaining CAPEX. Do total dos investimentos em 2016, foram aplicados 79% na Unidade de Siderurgia, 15% na Mineração, 3% na Transformação do Aço e 3% em Bens de Capital, aproximadamente.

“Na indústria brasileira a situação foi ainda mais grave. A Produção Industrial que havia mostrado reação no 3T16 oscilou ao longo do 4T16, frustrando as expectativas de retomada da atividade industrial no período. A Produção Industrial encerrou o ano com um recuo de 6,6%. Os setores industriais intensivos no consumo de aço tiveram quedas ainda mais expressivas. A produção de bens de capital recuou 11,1% e a de bens duráveis, 14,7%”, diz o comunicado.


Assuntos desta notícia