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TÓQUIO, 10 Nov (Reuters) – A Toshiba , desesperada
por dinheiro para evitar uma possível retirada de suas ações da
Bolsa de Tóquio, está considerando levantar cerca de 600 bilhões
de ienes (5,3 bilhões de dólares) com oferta de novas ações para
alocação de terceiros, informou uma pessoa com conhecimento no
assunto nesta sexta-feira.
O conglomerado japonês recebeu propostas de diversas
corretoras nacionais e estrangeiras para planos de levantar
capital por meio de uma oferta pública ou alocação para
terceiros e está analisando a opção de alocar ações
principalmente para investidores estrangeiros, disse a fonte.
Com os passivos decorrentes de sua falida unidade nuclear
nos Estados Unidos, a Toshiba firmou acordo para vender sua
unidade de chips Toshiba Memory, em setembro, a um grupo
liderado pelo Bain Capital por 18 bilhões de dólares. A empresa
precisa reforçar o seu balanço até o final do ano fiscal, que se
encerra em março, para evitar uma possível exclusão da Bolsa de
Valores de Tóquio.
A fonte disse à Reuters que a Toshiba quer finalizar o plano
de injeção de capital até o final de 2017 porque deve precisar
de aprovação dos acionistas, dependendo do preço de oferta e do
alcance da diluição das ações.
Em declaração, a Toshiba reafirmou sua posição de que espera
concluir a venda de seu negócio de chips até o final de março e
que nada específico foi decidido em relação a qualquer plano de
financiamento.
Durante a divulgação dos resultado trimestral na véspera, o
vice-presidente financeiro Masayoshi Hirata disse que a Toshiba
criou um grupo de trabalho para considerar várias opções para
aumentar o capital no caso de o negócio não ser concluído a
tempo, sem dar mais detalhes.
A Toshiba reportou resultados robustos no seu segundo
trimestre fiscal, com um salto de 76 por cento no lucro
operacional impulsionado pelo forte desempenho de sua unidade de
chips de memória.
Se a Toshiba não conseguir fechar a venda a tempo, a empresa
pode acabar com valor patrimonial líquido negativo pelo segundo
ano consecutivo, o que poderia levar a bolsa japonesa a deixar
de negociar suas ações.
(Por Taro Fuse)
((Tradução Redação São Paulo; +55 11 56447745))
REUTERS TH RBS


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