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A Suzano Papel e Celulose divulgou na noite desta quarta-feira (03) os resultados referentes ao primeiro trimestre de 2017.

O lucro líquido da companhia foi de R$ 450 milhões no 1T17 em comparação ao lucro líquido de R$ 1,12 bilhão de igual período de 2016 e ao prejuízo líquido de R$ 440 milhões no 4T16. O resultado foi impactado pela deterioração do preço lista da celulose na comparação anualizada e da valorização do real ante o dólar na mesma base comparativa. A contínua melhora na estrutura de custos, contudo, mitigou parcialmente os efeitos provocados por essas variáveis exógenas.

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O Ebitda ajustado totalizou R$ 847 milhões e a geração de caixa operacional somou R$ 622 milhões entre janeiro e março. A companhia reportou ainda um custo caixa de produção de celulose de R$ 585 por tonelada, sem paradas, igualmente o melhor desempenho da indústria brasileira no período.

“Os números reforçam nosso compromisso em manter a estrutura de custos em patamares competitivos e, dessa forma, reduzirmos a influência dos fatores exógenos sobre nossos resultados”, afirma Walter Schalka, presidente da Suzano Papel e Celulose. Principal métrica de gestão adotada pela companhia, o retorno sobre o capital investido (ROIC) ficou em 10,6% no período de 12 meses até o mês de março.

A redução dos custos de produção de celulose foi sustentada pelo menor gasto com madeira e insumos, reflexo principalmente do melhor mix de abastecimento da madeira, do menor raio médio das florestas que abastecem as unidades do Maranhão e de São Paulo e de uma maior eficiência operacional fruto de investimentos industriais feitos ao longo de 2016.

A trajetória de queda do custo caixa, indicador que melhor dimensiona a competitividade de produção dos fabricantes de celulose, é condizente com a meta da companhia de atingir um patamar objetivo de R$ 475 por tonelada para o biênio 2021-2022.

As condições para que este número seja alcançado estão sendo construídas a partir de investimentos nas Unidades Imperatriz (MA) e Mucuri (BA), incluindo o desgargalamento da fábrica maranhense, com conclusão prevista para o terceiro trimestre deste ano, e à otimização do raio médio das florestas a partir do aproveitamento, com início em 2018, dos 75 mil hectares de terras adquiridos no Maranhão e no Tocantins no final do ano passado.

O balanço referente ao primeiro trimestre do ano também apresenta retração do custo dos produtos vendidos (CPV) e das despesas com vendas, gerais e administrativas (SG&A) por tonelada comercializada, em contraste à alta da inflação no período. O CPV por tonelada vendida caiu 0,65% na comparação acumulada em 12 meses, acompanhado por uma retração de 7,25% no SG&A por tonelada. No mesmo período, a inflação teve alta de 4,57%.

Além da Competitividade Estrutural, a Suzano Papel e Celulose também avançou em seus outros dois pilares estratégicos. Em Negócios Adjacentes, a construção de duas fábricas de tissue nas unidades Mucuri e Imperatriz segue o cronograma e o orçamento previstos. Já as exportações da Eucafluff, a primeira celulose fluff de fibra curta do mundo, continuam a ganhar mercado no exterior.

Na estratégia de Redesenho da Indústria, a companhia mantém a disciplina financeira que tem proporcionado o fortalecimento contínuo de seu balanço. A dívida líquida voltou a cair e, ao final do primeiro trimestre, estava em R$ 9,746 bilhões. A relação entre dívida líquida e Ebitda ajustado, por sua vez, alcançou 2,8 vezes, o menor nível de alavancagem da indústria nacional.

“A robustez financeira da Suzano foi reconhecida pelo mercado de capitais internacional por meio da emissão de US$ 300 milhões em um Bond com prazo de 30 anos e condições compatíveis com aquelas obtidas por empresas que possuem o grau de investimento”, salienta Marcelo Bacci, diretor executivo de Finanças e Relações com Investidores da companhia.

Após essa emissão, o prazo médio da dívida consolidada subiu para 62 meses e o custo médio da dívida em dólar terminou o primeiro trimestre em 4,9% ao ano.

Negócios

As vendas de papéis movimentaram 274 mil toneladas no primeiro trimestre de 2017, volume levemente inferior ao registrado no mesmo período do ano passado, e em linha com o volume produzido no trimestre. Vale relembrar que a companhia realizou uma parada programada na linha 1 da Unidade Mucuri durante o período. O Ebitda ajustado por tonelada terminou o trimestre em R$ 702.

No segmento Celulose, as vendas mantiveram trajetória de elevação e alcançaram 915 mil toneladas, acompanhando assim a tendência de crescimento da demanda mundial. O ambiente mais favorável no mercado internacional a partir do final do ano passado fez com que o preço da celulose continuasse a subir, movimento que também deverá impactar positivamente os resultados do segundo trimestre. O Ebitda ajustado ficou em R$ 723 por tonelada, novamente o melhor desempenho do setor no Brasil.

O balanço dos três primeiros meses deste ano também apresenta um total de investimentos de R$ 364,2 milhões no período, incluindo R$ 122,7 milhões destinados a projetos de Competitividade Estrutural e Negócios Adjacentes. O Capex da Suzano Papel e Celulose para 2017 é estimado em R$ 1,8 bilhão.


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