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17 Mai (Reuters) – Após uma carreira que incluiu ajudar o
Google a construir centrais de processamento de dados e a Amazon
a entregar encomendas mais rápido aos clientes, Jim Miller está
fazendo o que muitos executivos do Vale do Silício fazem depois
de passarem por grandes empresas: andar de bicicleta.
Mas sua bicicleta é um pouco diferente. A Arevo, startup que
conta com a empresa de investimentos da agência de espionagem
dos Estados Unidos (CIA), da qual Miller assumiu o comando
recentemente, tem produzido o que diz ser a primeira bicicleta
de fibra de carbono do mundo que tem o quadro impresso em 3D.
A Arevo está usando a bicicleta para demonstrar sua
tecnologia de impressão e software de design, que espera usar
para produzir peças de bicicletas, aeronaves, veículos espaciais
e outras aplicações em que os projetistas precisam de força e
leveza da fibra de carbono, mas enfrentam o custo elevado de
produção do material.
A Arevo levantou nesta quinta-feira 12,5 milhões de dólares
em financiamento de risco de uma unidade das japonesas Asahi
Glass e Sumitomo e da Leslie Ventures. Antes, a empresa tinha
levantado 7 milhões de dólares da Khosla Ventures, que também
participou da rodada desta quinta-feira, e um valor não revelado
da In-Q-Tel, empresa de investimentos apoiada pela CIA.
Bicicletas de fibra de carbono tradicionais são caras porque
o material é produzido à mão por meio da adição intercalada de
camadas de fibra e resina. O produto final então é colocado em
um forno para derreter a resina e unir as camadas de fibra.
A tecnologia da Arevo usa uma cabeça de impressão montada em
um braço robótico para produzir o quadro da bicicleta em três
dimensões. A cabeça deposita as fibras de carbono nos locais
corretos e derrete um material termoplástico para colar as
fibras, tudo em uma etapa.
O processo quase não envolve participação humana, permitindo
a Arevo produzir quadros de bicicleta por 300 dólares, mesmo no
caro Vale do Silício.
"Estamos em linha com o que custa produzir um quadro na
Ásia", disse Miller. "Como o custo de trabalho é muito menor,
podemos trazer de volta a produção dos compósitos."
Miller afirmou que a Arevo está negociando com vários
fabricantes de bicicletas, mas a companhia espera fornecer peças
para a indústria aeroespacial. A tecnologia de impressão da
Arevo pode ser montada em trilhos para a produção de peças
maiores, o que evita a necessidade de grandes fornos para
produzi-las pelo processo tradicional.
"Podemos imprimir o tamanho que quisermos, de fuselagem a
asa de um avião", disse Miller.
(Por Stephen Nellis)
((Tradução Redação São Paulo, 55 11 56447753))
REUTERS AAJ AAP


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