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SÃO PAULO 13 Mar (Reuters) – A equipe do JPMorgan observou
forte otimismo com Brasil durante visita na semana passada a
investidores norte-americanos, que veem o país em uma trajetória
transformadora, com um mercado acionário que pode ter fortes
ganhos.

– "Nós estamos 'overweight' em Brasil no nosso portfólio
para América Latina, mas os investidores estavam muito mais
otimistas do que nós esperávamos", afirmou a estrategista de
ações do banco para América Latina e Brasil, Emy Shayo Cherman.

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– Em relatório a clientes distribuído no final da
segunda-feira, ela afirmou que passou a última semana visitando
investidores em Nova York, Boston, Atlanta, San Francisco e Los
Angeles, sendo a maior parte de fundos dedicados a mercados
emergentes, mas também de fundos de hedge e com contas globais.

– "O interesse absoluto estava no Brasil e na Argentina, que
são considerados mercados que podem ter ganhos fortes", notou,
acrescentando que investidores estão na sua maioria
'underweight' em México, enquanto havia algum interesse no Peru
e na Colômbia e praticamente nenhuma discussão sobre o Chile.

– No caso do Brasil, ela citou que a visão positiva está
atrelada a um recuo significativo nos juros, que tem o potencial
para impulsionar o consumo e os investimentos para um novo
patamar, similar ao observado no período de 2003 a 2007.

– Além disso, Shayo também escreveu que esses investidores
veem o Brasil como sendo um dos países com o maior potencial de
ganhos dentro dos mercados emergentes.

– Em relação a setores e ações, a estrategista destacou que
o segmento de commodities segue como uma importante
participação, sendo que a Petrobras foi a
ação mais discutida nos encontros.

– "Há enorme interesse no setor de papel e celulose no
Brasil também, mas menos convicção em Vale e
siderúrgicas", acrescentou. Ainda de acordo com o relatório,
investidores pareciam estar posicionados no rali do setor
financeiro do Brasil, embora muitos não tenham uma grande
convicção sobre o caso, pelo menos até que haja clareza de que
os empréstimos realmente vão crescer.

– Ela disse ainda que os principais varejistas, como a Lojas
Renner , continuam a ter uma participação fundamental
para os investidores, mas que alguns deles venderam ações do
setor para adicionar empresas do setor industrial no Brasil. "Os
investidores gostam também da Azul ", disse.

(Por Paula Arend Laier
Edição de Raquel Stenzel)
(([email protected]; +55 11 5644 7764; Reuters
Messaging: [email protected]))


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