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(Repete texto publicado na noite de terça-feira sem alterações)
LIMA, 28 Nov (Reuters) – Um juiz peruano descartou nesta
terça-feira uma investigação sobre o pagamento de subornos ao
ex-chefe da Odebrecht no país, Jorge Barata, que agora pode se
tornar um colaborador chave na Justiça em casos de corrupção no
país andino.
Barata, um dos 77 executivos da Odebrecht ODBES.UL que
recebeu redução de suas sentenças como parte de um acordo de
delação no Brasil, envolveu até dois ex-presidentes do Peru em
supostos subornos, mas seu depoimento não pode ser usado em
julgamento, uma vez que ele enfrenta processos no país andino.
O executivo, que trabalhou para a Odebrecht no Peru durante
quase duas décadas, estava sendo investigado num caso ligado à
construção de uma rodovia que liga o Brasil e o Peru, e no qual
ele foi processado por conluio.
"Serão suspensas todas as medidas cautelares que pesam
contra ele somente neste processo, a fim de não afetar o
desenvolvimento normal da colaboração efetiva", disse o juiz
Richard Concepción Carhuancho.
A exclusão foi pedida pelo promotor Hamilton Castro, chefe
de uma equipe de promotores que investigam a corrupção de
empresas brasileiras no Peru.
Barata afirmou, de acordo com o Ministério Público peruano,
que a Odebrecht financiou em 2011 a campanha eleitoral do
ex-presidente Ollanta Humala, que cumpre prisão preventiva.
Ele também afirmou que o ex-presidente Alejandro Toledo
recebeu suborno para a concessão de uma rodovia interoceânica no
sul do país, construída pela Odebrecht.
Há algumas semanas, o ex-presidente da Odebrecht Marcelo
Odebrecht disse a promotores peruanos, segundo a imprensa local,
que a Odebrecht financiou a campanha dos maiores candidatos do
Peru e que Barata conhece os detalhes.
O presidente Pedro Pablo Kuczynski e a ex-candidata Keiko
Fujimori negaram as acusações.
(Reportagem de Marco Aquino)
((Tradução Redação São Paulo; + 55 11 5644-7712))
REUTERS AAP TR


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