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Tesouro Direto Taxa Zero 970×250

(Repete texto publicado na noite de quinta-feira sem
alterações)
SÃO PAULO, 10 Mai (Reuters) – A BRF teve prejuízo
líquido de 114 milhões de reais no primeiro trimestre, queda
ante o resultado negativo de 286 milhões registrado um ano
antes, apesar do aumento no preço do milho no período, impactos
de operação Trapaça, da Polícia Federal, em março, e redução dos
preços de produtos no Brasil.
A companhia teve geração de caixa medida pelo lucro antes de
juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) de 783
milhões de reais, um crescimento de 54,8 por cento sobre o fraco
desempenho de um ano antes.
Segundo a BRF, o impacto da operação Trapaça no Ebitda do
trimestre foi de 13 milhões de reais, ante 40 milhões gerados no
ano passado pela operação Carne Fraca.
A receita líquida subiu 5 por cento na comparação anual,
para 8,2 bilhões de reais, mas o preço médio dos produtos recuou
0,7 por cento, reduzindo o efeito de crescimento de 5,7 por
cento no volume vendido.
A BRF afirmou no balanço que apesar da alta dos grãos ter
ocorrido no primeiro trimestre, o impacto no custo da ração dos
animais que abate "será mais evidente a partir do segundo
trimestre, dada a inércia proveniente do ciclo de vida do animal
e dos estoques na cadeia".
Diante de dificuldades de exportação de carne de frango para
a Europa, a BRF elevou em 9,6 por cento as vendas em volumes no
Brasil no primeiro trimestre, com destaque para uma expansão de
25,3 por cento na comercialização de carne de frango in natura.
Em processados, produtos com margens maiores, houve aumento de
4,7 por cento nos volumes vendidos no Brasil.
Porém, o preço médio dos produtos da empresa vendidos no
país caiu 6,5 por cento no primeiro trimestre sobre um ano
antes, para 6,87 reais por quilo. A margem bruta recuou de 25,8
para 20,8 por cento, pressionada por ociosidade de instalações
produtivas e vendas maiores de carne in natura.
Com o aumento das vendas em volume, a participação
consolidada de mercado da empresa no Brasil subiu 1,1 ponto
percentual sobre o primeiro trimestre de 2017, para 45,7 por
cento ao fim de março. A BRF, que é dona das marcas Sadia e
Perdigão, afirmou que o crescimento ocorreu puxado pela
iniciativa de ampliar a oferta nos segmento de atacarejo, onde a
empresa já atua com uma terceira marca desde o início deste ano.
Na divisão OneFoods, que vende alimentos para público
muçulmano, houve alta de 25 por cento nas vendas em volume no
primeiro trimestre, com o preço médio avançando 11,6 por cento e
a margem bruta ganhando 4,5 pontos percentuais. Porém, a empresa
perdeu cerca de 4 pontos percentuais em sua participação de
mercado nos países do Golfo devido a "competidores mais
agressivos em preço".
Na Europa, as vendas em volume despencaram 57 por cento,
para 45 mil toneladas nos três primeiros meses deste ano. Por
outro lado, o preço médio da companhia disparou quase 40 por
cento.
"Os maiores entraves na sub-região da Europa, junto ao
embargo russo das exportações brasileiras de suínos, continuaram
impactando a indústria frigorífica, justificando, portanto, a
queda de 56,9 por cento de nossos volumes", afirmou a BRF no
balanço.

(Por Alberto Alerigi Jr., edição de Ana Mano)
(([email protected]; 5511-5644-7753; Reuters
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