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Acompanhe o resumo dos principais resultados financeiros de empresas brasileiras referentes ao terceiro trimestre e acumulado do ano apresentados na noite de sexta-feira (11) e nesta segunda-feira (13).

B3 – A operadora de bolsas teve queda no lucro do 3T17, refletindo menor posição de caixa e o aumento do endividamento por causa da tomada de empréstimos para a fusão da Cetip com a BM&FBovespa. A receita líquida do 3T17 cresceu 20,3% na comparação anual, para R$ 1 bilhão, influenciada pelos aumentos de 19,9% e de 18,7% dos segmentos BM&F e Bovespa, respectivamente, que juntas respondem por metade do faturamento da companhia. O lucro líquido ajustado (retirados os ônus da fusão), do 3T17 atingiu R$ 445 milhões, recuo ante o 3T16 de 26,8%, pressionado pela queda de 58% das receitas financeiras com a queda do juro e o maior uso de caixa no período. Mesmo com o resultado final mais baixo, é inegável a melhora do lado operacional, com o forte crescimento das receitas observado nas principais linhas de negócios, refletindo em parte o aumento dos volumes transacionados nos mercados de renda variável e de renda fixa. Junto ao resultado, a B3 comunicou a revisão de algumas das previsões para 2017, sendo: a) A estimativa para despesas com depreciação e amortização caiu da faixa de R$ 790 milhões a R$ 840 milhões para R$ 710 milhões a R$ 750 milhões, movimento atribuído ao adiamento da entrada em operação de alguns projetos; b) A previsão para investimentos diminuiu do intervalo de R$ 250 milhões a R$ 280 milhões para o de R$ 230 milhões a R$ 250 milhões, explicada pela companhia por mudanças no pipeline de projetos; e c) O orçamento de investimentos não recorrentes foi reduzido para o intervalo de R$ 20 milhões a R$ 30 milhões, ante a previsão anterior de R$ 45 milhões a R$ 55 milhões no intervalo 2017/18.

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Cosan – A empresa de infraestrutura e energia Cosan reportou lucro líquido de R$ 500 milhões no 3T17, aumento de 53,4% na comparação com o mesmo período do ano passado. A melhora na lucratividade veio principalmente do melhor resultado da Raízen Energia, (uma joint venture da Cosan com a Shell na área de açúcar, etanol e cogeração). Além disso, a companhia registrou menor despesa financeira líquida com a queda do juro.

Minerva – A combinação entre a queda dos preços do boi gordo no Brasil, a incorporação dos frigoríficos adquiridos da JBS no Mercosul e o início de recuperação das vendas de carne no mercado interno impulsionou o desempenho da Minerva Foods ao longo do 3T17. Sua receita líquida totalizou R$ 3,4 bilhões entre julho e setembro, alta de 34,9% sobre os R$ 2,5 bilhões do 3T16. O Ebitda atingiu R$ 312 milhões, +25% sobre o 3T16, levando a uma margem Ebitda de 9,1%, queda de 0,7 ponto percentual na comparação com um ano antes. Tais fatores permitiram a contabilização de um lucro líquido de R$ 86 milhões, avanço de 80,9% ante os R$ 47,4 milhões do 3T16.

Eztec – A empresa apresentou bom resultado no 3T17, sendo que a receita líquida passou de R$ 115 milhões para R$ 692 milhões. Vale lembrar que a incorporadora alienou o prédio de padrão ‘triple A’ para a Brookfield, por R$ 650 milhões no período. Além do bom resultado via operações próprias, a Eztec teve seu resultado final beneficiado pelo resultado financeiro, sendo que o saldo líquido da incorporadora caiu 48% no trimestre, para R$ 11,4 milhões, devido à deflação do IGP-DI, base para atualização da carteira de unidades prontas. Assim, o lucro líquido da Eztec cresceu quase seis vezes no terceiro trimestre deste ano frente a igual período de 2016, totalizando R$ 280 milhões. No fim de setembro, a companhia tinha caixa líquido de com R$ 834 milhões.

Paraná Banco – A instituição está concluindo seu processo para fechar capital e sair da B3, mas divulgou normalmente os números de seu resultado do 3T17, quando registrou lucro líquido de R$ 75 milhões, uma alta de 269,7% na comparação com o mesmo período do ano passado. O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) foi de 25,8% e o seu índice de Basileia ficou em 21,4%. A carteira de crédito do Paraná Banco se manteve praticamente estável, em R$ 3,7 bilhões, na qual o crédito consignado para o setor público representou 90% e a provisão para devedores duvidosos encerrou o terceiro trimestre em R$ 184 milhões, aumento de 17,6% ante o 3T16.

CSU – Como esperado a CSU divulgou bom resultado no 3T17. Sua receita líquida do 3T17, considerando o crescimento orgânico da base de cartões na CSU.CardSystem e nos negócios em MarketSystem e Contact, atingiu R$ 123 milhões, +9,2% sobre o mesmo período de 2016. A geração operacional de caixa medido pelo Ebitda foi R$ 26,2 milhões, +22% sobre o 3T16 e o lucro líquido foi contabilizado em de R$ 11 milhões, +45% sobre o 3T16 e que teve como principais vetores a melhora operacional e principalmente a queda da taxa de juro sobre o seu resultado financeiro.

Senior Solutions – A empresa divulgou mais uma rodada de resultados trimestrais em crescimento. O movimento de aquisições segue refletindo o aumento de números, sendo que no 3T17 a Senior Solutions registrou receita líquida de R$ 33,5 milhões, +68% sobre o 3T16, refletindo como citamos ao crescimento inorgânico com a aquisição da attps em novembro do ano passado. O Ebitda ajustado, desconsiderando efeitos extraordinários com rescisões, totalizou recorde de R$ 6 milhões (+161,2% vs. 3T16), com margem Ebitda ajustada de 17,9%. O lucro líquido alcançou R$ 2,6 milhões (-2,3% vs. 3T16) com margem líquida de 7,6% (-5,5 p.p. vs. 3T16). Tal queda deve-se basicamente ao aumento da linha de Imposto de Renda e Contribuição Social para R$ 1,4 milhão (vs. R$ 0,3 milhão no 3T16), uma vez que no 3T16 houve crédito tributário devido ao pagamento de juros sobre capital próprio.

Randon – No resultado do 3T17, a Randon apresentou uma receita líquida consolidada de R$ 773,7 milhões, aumento de 35,7% no comparativo com o mesmo trimestre de 2016. A melhora do faturamento começa a refletir a recuperação da economia doméstica, principalmente no segmento montadoras, que obteve avanço de participação e que mostrou crescimento de 57,5% contra o 3T16 e que também puxou a receita no segmento autopeças. As maiores exportações também ajudaram na evolução da receita total. Já o saldo Ebitda consolidado do 3T17 somou R$ 94,7 milhões, crescimento de 376,1% em relação ao valor obtido no mesmo trimestre de 2016 sua margem Ebitda passou de 3,5% no 3T16 para 12,2% no 3T17, avanço de 8,8 pontos percentuais no comparativo. Além do efeito do faturamento, a Randon registrou bom nível de gestão em custos e despesas operacionais. A soma destes fatores levou a Randon a registrar lucro líquido de R$ 22,6 milhões no 3T17, contra prejuízo de R$ 16,0 milhões no mesmo trimestre de 2016. O percentual de margem líquida consolidada ficou em 2,9% no 3T2017, contra -2,8% no 3T2016.

Log-in – A empresa de modal marítimo, com destaque para armazenagem e transporte de contêiners e veículos apresentou os números de seu resultado do 3T17, tendo registrado faturamento líquido de R$ 202 milhões no 3T17, +9,4% sobre o 3T16. O Ebitda Ajustado totalizou R$ 18,6 milhões no 3T17, frente a um saldo negativo de R$ 0,5 milhão registrado no mesmo período do ano anterior, já a Margem Ebitda Ajustada foi de 8,4%, contra -0,2%. O crescimento do Ebitda Ajustado refletiu, principalmente, a evolução do Ebitda Navegação que, apesar do impacto de gastos pontuais com franquias de seguros que somaram R$ 4,0 milhões no 3T17, teve um incremento substancial, em função da maior eficiência operacional e do impacto negativo no 3T16, quando a Companhia passou a adotar postura mais conservadora em relação aos créditos de AFRMM e provisionou perdas no montante de R$ 11,3 milhões, referente ao benefício gerado em períodos anteriores que possuía características semelhantes a processos indeferidos. Vale destacar, que mesmo sendo beneficiada na linha do resultado financeiro com a menor taxa de juro, ainda assim, não reverteu o saldo negativo na linha final, que ficou representado por um prejuízo líquido de R$ 15 milhões no 3T17, contra também prejuízo de R$ 30 milhões no 3T16.

Iochpe Maxion – A empresa divulgou o resultado do 3T17, sendo que a receita operacional líquida consolidada alcançou R$ 1,9 bilhão no período, um crescimento de 21,1% em relação ao 3T16. O resultado foi influenciado positivamente pelo crescimento da produção de veículos no Brasil e na Europa, e também pelo crescimento da produção de veículos pesados no NAFTA; e de forma negativa pela queda da produção de veículos leves no NAFTA. O Ebitda atingiu R$ 220,3 milhões no 3T17, um crescimento de 15,3% em relação ao 3T16. O bom resultado operacional acabou sendo revertido pelo resultado financeiro líquido negativo de R$ 149 milhões no 3T17, que foi impactado em R$ 95,3 milhões pelo ajuste contábil, não caixa, proveniente da variação do valor justo dos bônus de subscrição relativos às debêntures simples da 7a emissão e principalmente da opção contida nas debêntures conversíveis da 6a emissão, esta última com vencimento em 1o de abril de 2018. Desta forma, a empresa apresentou prejuízo líquido de R$ 28,7 milhões no 3T17, uma piora em relação ao lucro líquido de R$ 4,9 milhões no 3T16. Excluindo-se os ajustes citados, a empresa teria apresentado um resultado líquido positivo R$ 43,4 milhões no 3T17, uma melhora de 404,3% em relação ao 3T16.
Todas as informações são da Corretora Magliano.


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