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Por Gabriela Mello
SÃO PAULO, 15 Set (Reuters) – A precificação de cursos de
educação superior privada em 2017 está pelo segundo ano
consecutivo abaixo do Índice Nacional de Preços ao Consumidor
(INPC), o que sugere pressão sobre as margens das empresas,
segundo levantamento da plataforma Quero Educação divulgado
nesta sexta-feira.
Entre os fatores que limitam reajustes de preços por
instituições privadas, a pesquisa cita o encolhimento do Fundo
de Financiamento Estudantil (Fies) e o desemprego ainda elevado
no país.
A expectativa, contudo, é de que o setor de ensino superior
se depare com melhores oportunidades de precificação a partir do
segundo semestre, dados os primeiros sinais de recuperação da
economia brasileira.
As informações foram apuradas com base em dados do site
Quero Bolsa, que reúne as ofertas de mais de 1.000 instituições
de ensino superior privado e recebeu mais de 10 milhões de
visitantes no primeiro semestre deste ano.
Ainda segundo o levantamento, Direito continua sendo o curso
mais buscado entre os alunos que acessaram o site, mas
observa-se uma procura cada vez maior por cursos de saúde neste
ano.
"Já Engenharia civil e Arquitetura vêm perdendo posições no
ranking dos cursos mais buscados desde 2014", disse André
Narciso, diretor financeiro da Quero Educação, durante evento em
São Paulo.

(Edição Alberto Alerigi Jr.)
(([email protected]; 5511-5644-7753; Reuters
Messaging: [email protected]))

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