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O baixo nível de atividade econômica continua impactando na redução do quadro de trabalho nas empresas. É o que mostra levantamento realizado pela VAGAS.com, empresa de soluções tecnológicas para recrutamento e seleção. De acordo com a pesquisa, foram anunciadas 45.670 novas vagas de trabalho nos quatro primeiros meses deste ano ante 52.176 ofertas de emprego no mesmo período de 2015, o que representa uma queda de 12,5%.Os dados foram divulgados nesta terça-feira.

“Constatamos quedas de ofertas de emprego em todos os níveis. Esse movimento acontece desde 2014, mas foi acentuado neste ano. Profissionais que atuam em posições de direção, gerenciais e de suporte à gestão foram os mais prejudicados. É um momento bastante delicado e que exigirá um esforço maior de quem não foi afetado pelos cortes”, explica Rafael Urbano, representante da área de Inteligência de Negócios da VAGAS.com.

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O levantamento foi realizado com base nas oportunidades de trabalho divulgadas no portal vagas.com.br pelas cerca de 3 mil clientes, 73 deles entre as 100 maiores empresas privadas do País. O ecossistema VAGAS administra em torno de 100 milhões de currículos e o VAGAS.com.br, maior site de carreira do Brasil, recebe uma média de 400 mil visitantes únicos por dia.

Juniores e trainees foram os mais atingidos pela menor quantidade de vagas anunciadas nos quatro primeiros meses deste ano. A retração de ofertas de emprego para este público foi de 20,3%. Os estagiários, que também estão no começo da vida profissional, viram suas vagas enxugarem em 12,5%.

Para vagas que necessitam de um perfil mais experiente e qualificado, a redução de postos de trabalho foi bastante intensa. Os profissionais que atuam em cargos de direção viram suas oportunidades de emprego diminuírem 16,9%. E para aqueles que trabalham em postos de gestão, como gerentes, supervisores e coordenadores, a redução de propostas de trabalho também foi sentida. As quedas variaram de 17% a 10,7% respectivamente nesses casos.

Já os trabalhadores com perfil técnico ou de nível pleno ou sênior sentiram a mesma queda nas oportunidades no mercado de trabalho: diminuição de 12,3% para técnicos, 16,2% para plenos e 14% para sênior.

“Os níveis operacionais e de auxiliares também sentiram o peso da crise, mas apresentaram quedas inferiores às registradas nos demais cargos avaliados em nossa base”, finaliza Urbano.


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