Clicky

Tesouro Direto Taxa Zero 728×90

Por Gabriela Mello
SÃO PAULO, 7 Dez (Reuters) – Professores demitidos pela
Estácio Participações planejam uma série de
manifestações em unidades da instituição de ensino superior
privado no Rio de Janeiro, informou nesta quinta-feira o
Sindicato dos Professores do Município do Rio de Janeiro e
Região (SinproRio).
"Estamos reunidos com professores demitidos de forma absurda
e vamos tomar medidas não só de caráter jurídico como também
político", disse o diretor do SinproRio, João Paulo Câmara
Chaves. Ele afirmou que o sindicato planeja atos em várias
unidades da Estácio e montará um plano para as homologações e
que alunos também avaliam promover manifestação na próxima
segunda-feira.
Ele acrescentou que uma greve de professores não deve
ocorrer neste momento, mas pode ser convocada para o início das
aulas do ano que vem. "É fim de ano, estamos em fechamento de
nota, então greve nesse momento acho que está descartada", disse
Chaves.
Conforme o diretor do SinproRio, há relatos de professores
que teriam sido retirados da sala de aula enquanto aplicavam
provas. "Tem casos de assédio moral, professores impedidos de
pegar material em sala de aula… Ficamos sabendo de relatos que
evidentemente temos que confirmar", afirmou.
Em nota ao mercado na quarta-feira, a Estácio afirmou que o
desligamento dos professores faz parte de uma reestruturação da
base de docentes iniciada ao fim do segundo semestre letivo de
2017 que resultará na substituição de profissionais.
A empresa afirmou que a decisão "não foi motivada pelas
novas regras vigentes em decorrência da reforma trabalhista" e
que as contratações para o próximo período ocorrerão no mesmo
regime de trabalho dos professores demitidos.
Para o diretor do Sindicato Nacional dos Docentes das
Instituições de Ensino Superior (Andes), Jacob Paiva, esse
movimento não é isolado e uma série de instituições privadas e
públicas estão precarizando as condições contratuais para
professores.
"Algumas universidades estaduais estão parcelando os
salários dos professores, outras privadas usando o regime
intermitente ou de horista", comentou.
No trimestre de julho a setembro deste ano, os custos da
Estácio com pessoal vinculados a serviços prestados somaram
297,1 milhões de reais, um aumento de 8 por cento sobre igual
período de 2016. No acumulado do ano, porém, esses gastos foram
reduzidos em 3 por cento, a 947,8 milhões de reais.
Já a Kroton Educacional , que é a maior empresa de
ensino superior privado do país e chegou a tentar uma fusão com
a Estácio – rejeitada pelo Conselho Administrativo de Defesa
Econômica (Cade) em 28 de junho deste ano, desembolsou 732,3
milhões de reais nos nove primeiros meses do ano, 4,3 por cento
menos na comparação anual.

(Edição Alberto Alerigi Jr.)
(([email protected]; 551156447553; Reuters
Messaging: [email protected]))

Tesouro Direto Taxa Zero 300×250

Assuntos desta notícia

Join the Conversation