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Por Leika Kihara
TÓQUIO, 10 Mai (Reuters) – O presidente do banco central do
Japão, Haruhiko Kuroda, afirmou que o Banco do Japão pode
debater as condições para sair da política monetária ultrafrouxa
se as perspectivas para alcançar sua meta de inflação
melhorarem, lembrando os mercados que seu programa de estímulo
radical não durará para sempre.
Mas não deu indicativos sobre o momento de uma saída e
avisou que poderia levar mais tempo do que o esperado para
aumentar a inflação, sugerindo que o banco central não está com
pressa de seguir os passos de seu colega norte-americano na
redução do estímulo.
"Quando a possibilidade de atingir nossa meta de preço
aumenta, as condições para uma saída se encaixam", disse Kuroda
em um seminário nesta quinta-feira.
"O conselho de política monetária do Banco do Japão poderia
então discutir as condições para uma saída", disse ele, dando o
sinal mais forte até agora sobre as chances de iniciar um debate
sobre como encerrar as políticas de estímulo do banco.
Um resumo da revisão da taxa do banco central japonês em
abril mostrou na última sexta-feira que o banco estava
trabalhando para preparar os mercados para uma retirada futura
de seu estímulo, com algumas autoridades monetárias pedindo mais
escrutínio do aumento do custo de uma flexibilização prolongada.
Com a economia em boa forma e o aperto no mercado de
trabalho, a chave para alcançar a meta de inflação de 2 por
cento foi mudar a percepção do público de que os preços não
subirão muito, disse ele.
"Se houver uma forte incerteza sobre o crescimento futuro,
as empresas hesitarão em aumentar os salários", disse ele.
"Precisamos ter em mente que isso pode levar um bom tempo" antes
que os aumentos reais nos preços aumentem as expectativas de
inflação.

(Por Leika Kihara)
((Tradução Redação São Paulo; +55 11 56447509))
REUTERS TH CMO

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