Clicky

Tesouro Direto Taxa Zero 970×250

Por Elizabeth Piper e Guy Faulconbridge
LONDRES, 12 Set (Reuters) – A primeira-ministra britânica,
Theresa May, pediu ao presidente dos Estados Unidos, Donald
Trump, para intervir em uma disputa entre a Boeing Co e a
rival canadense Bombardier para ajudar a garantir
milhares de empregos na Irlanda do Norte.
Ministros britânicos também contataram diretamente a Boeing
na tentativa de fazer com que a maior empresa aeroespacial do
mundo desista de ação contra a Bombardier, que poderia ameaçar
uma fábrica que emprega 4.500 pessoas na província britânica.
A Bombardier é a maior empregadora da indústria
manufatureira da Irlanda do Norte e o partido Conservador de May
depende do apoio do pequeno Partido Unionista Democrático (DUP)
da Irlanda do Norte para formar maioria parlamentar.
May levantou a questão com Trump em uma ligação este mês.
Ela também planeja discutir com o primeiro-ministro canadense,
Justin Trudeau, quando se encontrarem na próxima semana, disse
uma fonte próxima ao assunto.
Um tribunal de comércio dos EUA deve proferir uma decisão
preliminar sobre o questionamento da Boeing no dia 25 de
setembro.
"Nossa prioridade é encorajar a Boeing a abandonar seu caso
e buscar um acordo negociado com a Bombardier", disse um
porta-voz do governo britânico em comunicado.
"Este é um assunto comercial, mas o governo do Reino Unido
está trabalhando incansavelmente para proteger as operações da
Bombardier e seus trabalhadores altamente qualificados em
Belfast."
A Boeing pediu ao Departamento de Comércio dos EUA neste ano
que investigue supostos subsídios e preços injustos praticados
pela Bombardier, acusando a empresa canadense de ter vendido 75
de seus aviões de médio porte da CSeries para a Delta Air Lines
por preço bem abaixo do custo.
May deve ter dificuldade em convencer Trump, que elegeu como
lema de seu governo "América em primeiro lugar", a fazer com que
um dos titãs da indústria dos EUA desista de defender o que vê
como seu direito comercial.
Fontes da indústria disseram que a Boeing provavelmente não
voltará atrás no caso, que espelha uma disputa mais ampla com a
europeia Airbus sobre os subsídios que a empresa
norte-americana percebe como ameaça estratégica.
A disputa também pode reabrir um debate sobre o próprio
apoio do Reino Unido à Bombardier na Irlanda do Norte. Em 2008,
o Reino Unido deu 113 milhões de libras em empréstimos e outros
auxílios locais para a produção de asas da CSeries, provocando
uma queixa da brasileira Embraer . A União Europeia
rejeitou a reivindicação.
((Tradução Redação São Paulo, +55 11 56447719))
REUTERS RBS TR


Assuntos desta notícia