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BARCELONA, 16 Set (Reuters) – Mais de 700 prefeitos da
Catalunha se reuniram em Barcelona neste sábado para confirmar
seu apoio a um referendo de independência que Madri declarou
ilegal.
O governo catalão planeja ter um referendo sobre a autonomia
da rica região do nordeste em 1 de outubro, apesar do governo
contestar a votação na Corte Constitucional.
Os prefeitos se encontraram com o chefe regional da
Catalunha Carles Puigdemont numa demonstração de provocação,
após promotores espanhois alertarem mais cedo na semana que
autoridades envolvidas em quaisquer preparação para a votação
poderiam ser acusados de desobediência civil, abuso de
autoridade e mau uso de fundos públicos.
Na quarta-feira, promotores espanhois convocaram para
questionamento mais de 700 prefeitos que disseram que iriam
permitir que espaços municipais fossem usados para a votação.
Caso os prefeitos não respondam à ordem, policiais devem
prendê-los, segundo a mesma.
No encontro de Barcelona em frente à centenas de bandeiras
de manifestantes pró-independência, os prefeitos fizeram
discursos nos quais prometeram apoio contínuo ao referendo em
meio a gritos de "iremos votar" e "independência".
Até agora, 740 dos 948 líderes municipais afirmaram que
permitiriam que espaços municipais fossem usados para o
referendo, de acordo com a Associação de Municípios pela
Independência (AMI).
A polícia espanhola invadiu diversos locais de impressão e
redações de jornal nos últimos dias em uma caça por papeis de
votação, cédulas e folhetos a serem usados no referendo.
A Suprema Corte da Catalunha divulgou na sexta-feira um
alerta a sete jornais para que não publicassem avisos de
campanha sobre o referendo, disse um porta-voz da corte.
No sábado, o primeiro-ministro Mariano Rajoy pediu a volta à
"racionalidade e legalidade" e prometeu bloquear a votação. "A
única coisa que eu peço aos prefeitos (catalães) é que eles
cumpram a lei, e como tal, não participem de um referendo
ilegal", disse Rajoy.
Pesquisas mostram que uma minoria dos catalões quer a
independência, mas a maioria quer poder votar sobre a questão.
(Reportagem de Sam Edwards)
((Tradução Redação São Paulo; + 55 11 5644-7712))
REUTERS AAP


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