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Por Bruno Federowski
BRASÍLIA, 9 Mai (Reuters) – As moedas latino-americanas
provavelmente vão recuperar grande parte de suas perdas recentes
nos próximos meses, mostrou pesquisa da Reuters com
estrategistas de câmbio, lançando dúvidas sobre os alertas de
uma crise no estilo de 2013.
Previsões coletadas pela Reuters nos últimos dias para as
cotações das seis principais moedas latino-americanas em 12
meses praticamente não mudaram em relação à pesquisa de abril.
É um resultado surpreendente após uma semana de vendas
generalizadas que levaram as principais moedas a mínimas em
vários anos e provocaram reações de bancos centrais em toda a
região.
O dólar deve ser negociado a 3,40 reais em 12 meses, de
acordo com a mediana de 31 estimativas, contra 3,5689 reais no
fechamento de terça-feira e e 3,35 reais na pesquisa anterior.
A estimativa para o peso mexicano permaneceu em
18,5 por dólar.
Isso sugere que perdas recentes, desencadeadas por
preocupações de que o aumento do déficit fiscal e a aceleração
da inflação nos Estados Unidos possam forçar o Federal Reserve a
aumentar a taxa de juros mais do que o esperado, podem ter sido
exageradas.
As perdas recentes "se devem mais à especulação do mercado
do que ao Fed", disse o economista-chefe da Infinity Asset,
Jason Vieira. "Há, é claro, a questão sobre se ele aumentará os
juros três ou quatro vezes neste ano, mas qualquer cenário
radical parece forçado neste momento".
As observações dele ilustram a atitude otimista entre os
analistas, a maioria dos quais fez mudanças substanciais apenas
em suas projeções de três e seis meses.
Isso indicaria que a atual movimentação do mercado não é o
início de um período prolongado de fraqueza cambial semelhante a
2013, quando o Fed começou a remover os estímulos monetários que
havia adotado para combater a crise financeira.
A trajetória do real será sustentada pelas eleições
presidenciais deste ano no Brasil, as mais abertas em décadas.
A prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem
mantido as incertezas entre os investidores sobre quem será o
principal candidato em outubro.
Economistas do Nomura estimaram que o mercado está
atualmente precificando uma probabilidade de 25 por cento de que
o eleito mantenha uma agenda reformista, algo que analistas
consideram fundamental para restaurar o grau de investimento do
Brasil.
"Acreditamos que o mercado continuará apresentando
performance fraca, a menos que haja um aumento significativo na
probabilidade de um 'reformista' vencer a eleição. Infelizmente,
estamos provavelmente ainda a meses de obter alguma clareza
sobre isso", escreveram em um relatório.
Os economistas consultados na pesquisa reconheceram ainda
que moedas expostas à instabilidade política, como o peso
argentino , podem ser vulneráveis ??a saídas de
capital.
Estimativas para a moeda argentina, de longe a maior
perdedora na região e atualmente sendo negociadas perto de
mínimas históricas, foram pouco alteradas em relação à pesquisa
anterior.
O peso argentino deverá se fortalecer 1,6 por cento, para 22
por dólar em 12 meses, ante 22,05 por por dólar anteriormente.
Mas as projeções foram compiladas entre 3 e 8 de maio, um
período de intensa volatilidade que levou as autoridades
argentinas a elevarem os juros para 40 por cento e buscar um
acordo financeiro com o Fundo Monetário Internacional (FMI).

(Por Bruno Federowski)
((Tradução Redação São Paulo; +55 11 56447509))
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