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Por Bruno Federowski e Miguel Gutierrez
BRASÍLIA/CIDADE DO MÉXICO, 4 Jun (Reuters) – Uma economia
mais forte deve ajudar a impulsionar as ações brasileiras até o
fim do ano, mas o crescente ceticismo em relação às eleições
presidenciais de outubro deve conter os ganhos, mostrou a mais
recente pesquisa Reuters com corretoras, traders e estrategistas
do mercado.
O Ibovespa , índice de referência da bolsa
brasileira, deve subir cerca de 16 por cento, para 88.200 pontos
até o fim do ano, de acordo com a mediana de 10 previsões
compiladas entre 24 e 30 de maio, um pouco abaixo do recorde
histórico de 88.317 atingido no início deste ano.
A pesquisa destaca o otimismo dos analistas com as ações
brasileiras, mesmo depois da greve dos caminhoneiros ter
perturbado a maior economia da América Latina e com muitas
famílias ainda lutando para se recuperar da pior recessão em
décadas.
Vários analistas que normalmente participam da pesquisa
trimestral da Reuters se recusaram a fornecer previsões, pois
ainda estão revisando seus números para incorporar o efeito da
greve, que durou mais de uma semana e atingiu vários setores
importantes.
No entanto, isso ainda representaria um aumento de mais de
15 por cento no Ibovespa em 2018, gerando uma recuperação de
cerca de 102 por cento desde o final de 2015, facilmente
tornando o Brasil um dos mercados de ações com melhor desempenho
do mundo.
"É como uma bola de basquete: se você largá-la no chão, ela
vai quicar. Espero que as ações ganhem porque a bola de basquete
está quicando, não porque haja alguém puxando-a para cima",
disse Raphael Figueredo, sócio da Eleven Financial.
A economia brasileira expandiu nos primeiros três meses de
2018 pelo quinto trimestre consecutivo, e uma pesquisa na semana
passada mostrou que é provável que acelere à medida que o ano
avança. Ainda assim, esse crescimento segue a pior recessão em
décadas.
A recuperação deve sustentar os ganhos em setores cíclicos,
como o varejo e os bens de consumo, enquanto as baixas taxas de
juros reduzem os custos de financiamento para as empresas,
disseram os entrevistados.
A maioria dos economistas e analistas concorda que a
manutenção de um ritmo constante de crescimento no futuro
dependerá da capacidade dos formuladores de políticas de reduzir
um déficit fiscal crescente e trazer de volta o status de grau
de investimento do Brasil.
Várias pesquisas mostrando um campo dividido em todo o
espectro político meses antes das eleições presidenciais sugerem
que isso está longe de ser certo.
Isso vai contra um mantra frequentemente repetido,
apresentado em várias pesquisas da Reuters no final de 2017 e no
começo deste ano, de que o próximo presidente provavelmente se
comprometeria com uma agenda de corte de déficits, privatização
e desregulamentação, considerada necessária para compensar o
crescimento da dívida.
Nesse sentido, a mediana da previsão na pesquisa desta
semana ficou abaixo da estimativa de 91.250 da pesquisa
anterior, realizada em fevereiro.
((Tradução Redação Paulo, +5511 5644 7719))
REUTERS RBS FB


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