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Tesouro Direto Taxa Zero 970×250

Por Claudia Violante e Paula Arend Laier
SÃO PAULO, 13 Jun (Reuters) – As operações no mercado
brasileiro eram marcadas por expectativas para o desfecho da
reunião de política monetária do banco central dos Estados
Unidos, principalmente o comunicado que acompanhará a decisão,
uma vez que a expectativa é de que o Federal Reserve anuncie
nova alta na taxa básica de juros.
O dólar tinha leves variações ante o real após o Banco
Central atuar, enquanto as taxas dos contratos futuros de juros
operavam majoritariamente em alta. Na bolsa, o Ibovespa recuava,
em sessão marcada também pelos vencimentos de opções sobre o
Ibovespa e do índice futuro.
Veja como estavam os principais mercados financeiros pouco
depois das 12:35 desta quarta-feira:

CÂMBIO
O dólar tinha leves variações ante o real nesta quarta-feira
após o Banco Central atuar no mercado, com os investidores
mantendo a cautela antes da reunião de política monetária do
Federal Reserve à espera de pistas sobre a trajetória dos juros
nos Estados Unidos neste ano.
Na mínima do dia, a moeda norte-americana foi a 3,6898 reais
e, na máxima, a 3,7222 reais.
"Para esta reunião (do Fed), espera-se que a dissidência dê
o tom da quantidade de movimentos (de juros) neste ano e, neste
ponto, o BC se mantém atento, inclusive com a atuação mais forte
no câmbio", escreveu o economista-chefe da gestora Infinity
Asset, Jason Vieira.
As apostas são de que o Fed elevará sua taxa de juros nesta
tarde pela segunda vez neste ano. Mas os investidores estarão
mais atentos ao comunicado da decisão e à entrevista que o chair
da instituição, Jerome Powell, dará em seguida atrás de
indicações sobre os próximos passos.
O mercado estava dividido entre três ou quatro altas de
juros pelo Fed neste ano ao todo, em meio a sinais de melhor
desempenho econômico que os Estados Unidos têm dado. Taxas mais
altas têm potencial para atrair à maior economia do mundo
recursos aplicados em outras praças financeiras.
A decisão do Fed será divulgada às 15h (horário de
Brasília).
A ação do BC brasileiro nos mercados também dava o tom desta
sessão. Na semana passada, o BC informou que injetaria 20
bilhões de dólares até esta sexta-feira por meio de novos swaps
cambiais, além dos 750 milhões de dólares que já vinha ofertando
diariamente, para dar liquidez ao mercado.
Nesta manhã, o BC já fez um leilão de 40 mil novos swaps,
equivalentes à venda futura de dólares, vendidos integralmente.
Neste mês até agora, já injetou 18,116 bilhões de dólares em
novos swaps.
"Temos o suspense com a atuação do BC no câmbio via swaps",
escreveu a corretora H.Commcor em relatório. "Mais da metade do
montante ficou guardada para este momento de Fed e eventuais
efeitos do que conhecermos hoje".
Também vendeu a oferta integral de até 8.800 swaps cambiais
tradicionais para rolagem, já somando 3,960 bilhões de dólares
do total de 8,762 bilhões de dólares que vence em julho. Se
mantiver esse volume até o final do mês, fará rolagem integral.

MetaTrader 300×250

. Dólar/Real : +0,12%, a 3,7121 reais na venda;
. Euro/Dólar : +0,29%, a 1,1777 dólar;
. Dólar/Cesta de moedas : -0,19%

BOVESPA
A bolsa paulista mostrava fraqueza na manhã desta
quarta-feira, após uma abertura mais positiva, em sessão marcada
pelos vencimentos de opções sobre o Ibovespa e do índice futuro,
enquanto agentes financeiros aguardavam o resultado da reunião
de política monetária do banco central dos Estados Unidos.
Na máxima, aproximou-se de 73 mil pontos, ao subir 0,3 por
cento.
Na véspera, o Ibovespa subiu 0,6 por cento, encerrando uma
série de cinco quedas seguidas, em que acumulou perda de 8 por
cento, com os negócios afetados pelas incertezas no cenário
político-eleitoral e sobre o ritmo da economia brasileira.

"As atenções nesta quarta estão voltadas para o Fomc (comitê
de política monetária do banco central dos EUA), que deve
aumentar a taxa de juros e consolidar as quatro altas esperadas
para este ano, em virtude do cenário inflacionário convergindo
para a meta nos Estados Unidos", destacou o analista Vitor
Suzaki, da Lerosa Investimentos.
O comunicado com a decisão do Federal Reserve (Fed) e as
suas novas projeções serão divulgados às 15h (horário de
Brasília). O chair do Fed, Jerome Powell, falará à imprensa meia
hora depois.
Antes da decisão do Fed, Suzaki ressaltou que os vencimentos
de opções sobre o Ibovespa e do índice futuro devem adicionar
volatilidade aos negócios.

– BRF caía 5 por cento, no pior desempenho do
Ibovespa, tendo no radar notícia de que a companhia vai
desativar uma linha de produção de carne de peru em Mineiros
(GO), em razão dos impactos de restrições à exportação. No ano,
os papéis da contabilizam uma perda ao redor de 45 por cento.

– CIELO perdia 3,4 por cento, a 14,79 reais, após
ter tocado 14,69 reais, menor patamar intradia desde setembro de
2013. Um gestor ouvido pela Reuters atribuiu o movimento à
pressão vendedora em razão de perspectiva de maior competição no
setor de meios eletrônicos de pagamentos

– PETROBRAS PN cedia 1,9 por cento e PETROBRAS ON
recuava 1,5 por cento, apesar da alta dos preços do
petróleo no exterior , enquanto seguem as
incertezas sobre a autonomia da petrolífera de controle estatal.

– BANCO DO BRASIL recuava 1,7 por cento, após
alta na véspera, na segunda sessão consecutiva de perdas para o
setor bancário no Ibovespa. ITAÚ UNIBANCO oscilava ao
redor da estabilidade, BRADESCO PN cedia 0,33 por
cento e SANTANDER BRASIL UNIT tinha queda de 1,9 por
cento.

– GERDAU PN subia 0,2 por cento, revertendo queda
vista mais cedo, quando pesou notícia de que foi condenada em
segunda instância em ação antitruste que prevê multa milionária.
A empresa irá recorrer. CSN subia 1,5 por cento e
USIMINAS PNA avançava 0,12 por cento.

– ELETROBRAS ON tinha acréscimo de 2,9 por cento,
após o governo dizer na véspera que irá priorizar a aprovação de
um projeto de lei sobre a privatização de distribuidoras da
elétrica de controle estatal. ELETROBRAS PNB subia
2,4 por cento.

– GOL PN valorizava-se 3,16 por cento,
encontrando suporte na trégua do fortalecimento do dólar ante o
real , que voltou ao patamar ao redor de 3,70 reais.
. Ibovespa : -0,44%, a 72.436 pontos;
. Volume financeiro: R$3,1 bi.
. Índice dos principais ADRs brasileiros : -0,28%, a
19.546 pontos.
. Para ver as maiores altas do Ibovespa, clique em

. Para ver as maiores baixas do Ibovespa, clique em

BOLSAS DOS EUA
Os mercados acionários dos Estados Unidos rondavam a
estabilidade nesta quarta-feira antes do anúncio de política
monetária do Federal Reserve, enquanto as ações de mídia
ganhavam com a aprovação da compra da Time Warner pela AT&T por
85 bilhões de dólares.
As ações da Time Warner , dona do canal HBO, subiam
após a decisão judicial, que deve provocar uma onda de fusões
corporativas. A AT&T perdia e pesava sobre o índice de
telecomunicações do S&P , que recuava.
"(A decisão) parece ter aberto a porta para a consolidação,
o que deve estimular os investidores nesse espaço", disse Jack
Ablin, diretor de investimentos da Cresset Wealth Advisors.
A Twenty-Firt Century Fox ganhava uma vez que a
Comcast deve superar a Disney em alguns de
seus ativos.
Os investidores estão aguardando a decisão do Fed às 15h
(horário de Brasília). Com o segundo aumento dos juros neste ano
dado como certo, os participantes do mercado vão procurar sinais
sobre se o Fed vai elevar a taxa básica três ou quatro vezes em
2018.
"A precificação de mercado está bastante dividida entre três
e quatro altas neste ano, então provavelmente não requer um
sinal 'hawkish' para corrigir um erro de precificação", escreveu
Jim Reid, estrategista do Deutsche Bank, em nota aos clientes.
. Dow Jones : +0,08%, a 25.341 pontos;
. Standard & Poor's 500 : +0,15%, a 2.790 pontos;
. Nasdaq : +0,56%, a 7.746 pontos;

BOLSAS DA EUROPA
O índice FTSEurofirst 300 fechou em alta de 0,19
por cento, a 1.519 pontos.
Em LONDRES, o índice Financial Times fechou estável
em 7.703 pontos.
Em FRANKFURT, o índice DAX subiu 0,38 por cento, a
12.890 pontos.
Em PARIS, o índice CAC-40 perdeu 0,01 por cento, a
5.452 pontos.
Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve valorização de
0,44 por cento, a 22.216 pontos.
Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou baixa de 0,23
por cento, a 9.891 pontos.
Em LISBOA, o índice PSI20 valorizou-se 0,36 por
cento, a 5.683 pontos.

JUROS
As taxas dos contratos futuros de juros operavam
majoritariamente em alta nesta quarta-feira, com as atenções do
mercado voltadas para os Estados Unidos, onde a expectativa é de
que o banco central do país dê pistas sobre o ritmo do aperto
monetário ao longo deste ano.
"Considerando-se o mercado de trabalho bastante aquecido e
próximo do pleno emprego, que deve exercer pressão altista sobre
a inflação norte-americana nos próximos meses, nossa expectativa
é de que o Federal Reserve elevará a taxa básica de juros na
reunião desta quarta-feira e em mais duas oportunidades ao longo
deste ano", escreveu o Banco Bradesco em relatório.
A expectativa majoritária é de que o Fed eleve os juros nos
EUA pela segunda vez neste ano nesta tarde. Os investidores
também analisarão o comunicado e a entrevista do chair da
instituição, Jerome Powell, em busca de pistas sobre os próximos
passos.
O mercado quer saber se o Fed vai aumentar o ritmo e subir
os juros mais duas outras vezes além da alta esperada para esta
quarta-feira já que indicadores mostram uma economia bastante
aquecida.
A alta dos contratos futuros de juros no Brasil também era
influenciada pela cautela diante do cenário doméstico.
"O desconforto com o cenário eleitoral e com o futuro das
contas públicas do Brasil deverá promover novas pressões
altistas para tais vencimentos", explicou a corretora
Renascença.
As pesquisas eleitorais recentes não têm mostrado um
candidato mais comprometido com reformas despontando, o que
desagrada ao mercado. Além disso, o desfecho da greve dos
caminhoneiros teve impacto bilionário sobre as contas públicas.
A curva a termo de juros precificava nesta sessão apostas
majoritárias para um alta de 0,25 ponto percentual da Selic no
encontro de 19 e 20 de junho, com o restante indicando
manutenção. A Selic está atualmente em 6,50 por cento.
O Tesouro Nacional fez novamente nesta sessão leilão de
títulos públicos, com oferta de até 300 mil Notas do Tesouro
Nacional série F (NTN-F) para venda e de até 1,5 milhão para
compra, em quatro vencimentos.
Comprou 822.250 papéis com vencimento em 2027 à
taxa de 11,6850 por cento, acima do consenso de 11,67 por cento.
O Tesouro também comprou 50 mil papéis com vencimento em 2029
, com taxa de 11,72 por cento, abaixo do
consenso de 11,75 por cento.
Ainda vendeu 31 mil papéis com vencimento em 2027, com taxa
de 11,68 por cento, em linha com o consenso.
mês ticker último fechamento variação
(%) anterior (%) (p.p.)
JUL8 6,481 6,485 -0,004
JAN9 7,185 7,15 0,035
JAN0 8,79 8,67 0,12
JAN21 9,85 9,75 0,1
JAN23 11,28 11,19 0,09

DÍVIDA
A rentabilidade dos Treasuries movimentava-se em intervalos
estreitos, antes do provável aumento dos juros pelo banco
central dos Estados Unidos.
A diferença entre os rendimentos dos títulos de dois e de 10
anos chegou a cair para 39,8 pontos básicos nesta quarta-feira,
a menor desde ao menos março de 2010, segundo dados da Reuters.
Uma curva de rendimentos achatada sugere expectativas de
alta de juros nos EUA, impulsionando os vencimentos mais curtos.
Dados mostrando que os preços ao produtor nos EUA subiram
mais do que o esperado em maio tiveram pouco impacto no mercado
de títulos, disse Ian Lyngen, chefe de estratégia de juros do
BMO Capital Markets.
Os preços ao produtor avançaram 0,5 por cento no mês passado
com a alta nos preços da gasolina, de 0,1 por cento em abril.
"É dia de Fomc, então não estamos surpresos em ver que os
dados de inflação não mexeram nos preços no mercado de
Treasuries, afinal, é só o índice de preços ao produtor", disse
Lyngen.
Com a alta dos juros pelo Federam Reserve nesta quarta-feira
dada como certa, os investidores estão focados em como o banco
central dos EUA vai caracterizar sua política monetária à medida
que os custos dos empréstimos retornam a níveis mais normais em
meio à expansão econômica.
. Treasuries de 10 anos : rendimento em queda a
2,9535%, ante 2,957% no dia anterior;
. Global 27 : rendimento em alta a 5,6705%, ante
5,611% no dia anterior.

PETRÓLEO
Os preços do petróleo no mercado externo reverteram as
perdas a avançavam nesta quarta-feira, após dados de estoques da
AIE apontarem queda maior do que a esperada nas reservas de
petróleo.
. Nymex – JUL/17 : +0,36%, a 66,6 dólares por barril;
. ICE Futures Europe – Brent AGO/18 : +0,62%, a 76,35
dólares por barril.

(PANORAMA1 e PANORAMA2 são localizados no terminal de
notícias da Reuters pelo código PAN/SA )

(Edição de Patrícia Duarte)
(([email protected]; +55 11 5644 7764; Reuters
Messaging: [email protected]))


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