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Tesouro Direto Taxa Zero 728×90

Por Claudia Violante e Paula Arend Laier
SÃO PAULO, 31 Jan (Reuters) – O Ibovespa retomava a
trajetória positiva nesta quarta-feira, renovando recorde
intradia acima de 86 mil pontos, em meio à manutenção do fluxo
positivo de estrangeiros e começo otimista da temporada de
resultados.
No mercado de câmbio, o dólar voltava a recuar ante o real
depois de dois dias seguidos de alta, tendo no radar fechamento
da Ptax do mês e decisão de juros dos Estados Unidos, o que
corroborava um leve recuo nos DIs.
Veja como estavam os principais mercados financeiros pouco
depois das 12:35 desta quarta-feira:

CÂMBIO
O dólar recuava ante o real nesta quarta-feira, após
acumular alta de mais de 1 por cento nos dois pregões
anteriores, com os investidores à espera do encontro de política
monetária do Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos,
e sinais sobre como os juros na maior economia do mundo serão
gerenciados daqui para frente.
O dia no mercado local, porém, pode mostrar algum vaivém por
conta da formação da taxa Ptax de final de mês.
"A perspectiva é de manutenção dos juros (nos Estados
Unidos), até mesmo pelo caráter transitório da autoridade
monetária neste momento", trouxe a gestora Infinity Asset em
relatório.
O Fed divulgará seu comunicado às 17:00 (horário de
Brasília), última reunião de Janet Yellen como chair. Ela será
substituída por Jerome Powell, que compartilha a visão dela de
que manter a taxa de juros em trajetória lenta de alta permitirá
que o desemprego caia mais.
O banco centeal deve manter a taxa de juros nesta tarde e
sinalizar aperto gradual da política monetária neste ano uma vez
que a economia dos Estados Unidos continua expandindo e os
ganhos de trabalho permanecem sólidos.
Os investidores vão focar na avaliação sobre a inflação, que
permanece abaixo da meta de 2 por cento, nos riscos que o Fed vê
ao seu cenário econômico e em qualquer avaliação sobre o impacto
da reforma tributária da administração do presidente do país,
Donald Trump, sobre o crescimento.
No exterior, o dólar recuava ante uma cesta de moedas
e caminhava para a maior queda mensal em quase dois anos, depois
que o primeiro discurso do Estado da União de Trump falhou em
confortar os investidores que apostam na alta da divisa
norte-americana.
O dólar também receuava ante divisas de países emergentes,
como os pesos chileno e mexicano .
Internamente, a formação da Ptax –taxa usada na liquidação
de diversos contratos cambiais– de final de mês pode trazer
alguma pressão.
Os investidores também seguiam atentos ao noticiário em
torno das negociações do governo do presidente Michel Temer para
garantir apoio para aprovar a reforma da Previdência, cuja
votação na Câmara dos Deputados está marcada 19 de fevereiro.
O governo ainda não reúne os 308 votos necessários para
aprovar o texto.
Para fevereiro, os investidores também vão ficar à espera da
atuação do Banco Central, uma vez que em março vencem 6,154
bilhões de dólares em contratos de swap cambial tradicional,
equivalentes à venda futura de dólares.
"Acredito que o BC pode deixar vencer parte desse total,
caso o dólar permaneça nesses níveis", avaliou o tesoureiro de
um grande banco estrangeiro.
O estoque total de swap cambial tradicional é de 23,796
bilhões de dólares.
. Dólar/Real : -0,32%, a 3,1699 reais na venda;
. Euro/Dólar : +0,4%, a 1,2449 dólar;
. Dólar/Cesta de moedas : -0,24%

Tesouro Direto Taxa Zero 300×250

BOVESPA
O mercado acionário brasileiro retomava o viés positivo
nesta quarta-feira, com o seu principal índice renovando recorde
intradia, em movimento impulsionado pelas ações dos bancos, após
resultado forte do Santander Brasil .
Na máxima até o momento, o índice atingiu 86.095 pontos pela
primeira vez.
O cenário externo endossava a melhora local no último pregão
do mês, com recuo do dólar ante outras moedas e alta dos índices
acionários norte-americanos, apesar da fraqueza nos preços do
petróleo e minério de ferro .
De acordo com profissionais da área de renda variável, houve
uma melhora de modo geral nas praças acionárias globais, ajudada
pelo tom ameno do discurso do presidente dos Estados Unidos,
Donald Trump, na véspera.
Do lado doméstico, apesar do noticiário político misto, o
começo positivo da temporada de resultados endossava a retomada
dos ganhos.

– SANTANDER BRASIL subia 3,8 por cento, após
divulgar forte crescimento do lucro no quarto trimestre,
refletindo a redobrada aposta do banco no rentável negócio do
crédito ao consumidor . O setor bancário como um
todo acompanhava o movimento, tendo ainda como pano de fundo
melhora na recomendação e nos preços-alvo por analistas.
BRADESCO PN , que divulga resultado na quinta-feira,
subia 3,5 por cento. ITAÚ UNIBANCO PN avançava 2,8
por cento e BANCO DO BRASIL tinha alta de 3,3 por
cento.

– ELETROBRAS PNB e ELETROBRAS ON
avançavam 3,8 e 3,3,65 por cento, respectivamente, após
encaminhar à B3 pedido de certificação para adesão ao Programa
Destaque em Governança de Estatais . No pano de
fundo também estava a notícia de que o governo federal planeja
encaminhar em até duas semanas ao Congresso Nacional o texto da
reforma do setor elétrico, segundo o jornal Valor Econômico.

– PETROBRAS PN e PETROBRAS ON subiam
1,9 e 1,75 por cento, respectivamente, descolando do declínio
dos preços do petróleo. No radar, estavam comentários do
presidente da companhia, Pedro Parente, em evento em São Paulo,
de que os atuais preços do petróleo Brent devem ajudar a
empresa a atingir a meta de alavancagem de 2,5 vezes em 2018.

– VALE valorizava-se 2,5 por cento, reforçando o
movimento, com ações do setor de mineração e siderurgia também
acompanhando o movimento, com destaque para CSN , em
alta de 4,25 por cento, e USIMINAS , com avanço de
4,15 por cento.

– SUZANO PAPEL E CELULOSE e FIBRIA
caíam 0,7 e 1 por cento, respectivamente, entre as poucas quedas
da sessão, após ganhos recentes e tendo como pano de fundo o
recuo do dólar frente ao real .
. Ibovespa : +1,99%, a 86.166 pontos;
. Volume financeiro: R$3,6 bi;
. Índice dos principais ADRs brasileiros : +2,33%, a
26.632 pontos.
. Para ver as maiores altas do Ibovespa, clique em

. Para ver as maiores baixas do Ibovespa, clique em

BOLSAS DOS EUA
Os principais índices acionários nos Estados Unidos abriram
em alta nesta quarta-feira, após duas sessõs de perdas, ajudados
pelo avanço das ações da Boeing após resultado trimestral que
superou as expectativas de analistas e tendo no radar discurso
do Estado da União do presidente norte-americano, Donald Trump.
. Dow Jones : +0,93%, a 26.320 pontos;
. Standard & Poor's 500 : +0,534646%, a 2.837 pontos;
. Nasdaq : +0,63%, a 7.449 pontos;

BOLSAS DA EUROPA
Os principais índices acionários europeus tinham pouca
variação nesta quarta-feira depois de recuarem na sessão
anterior com os investidores avaliando resultados mistos de
algumas das maiores indústrias da região.
Os resultados ocupavam o palco principal, com algumas
decepções provocando grandes quedas em preços de ações e com
investidores particularmente impacientes diante de lucros abaixo
do esperado em um ambiente de alto valor acionário.
A Ericsson perdia após a fabricante de
equipamentos de telecomunicações divulgar perdas acima do
esperado, dizendo que o mercado chinês continuará a cair.
As ações da varejista de moda H&M recuavam depois
de a empresa dizer que abrira bem menos lojas em 2018 depois de
o lucro e as margens de lucro do quarto trimestre terem caído.
Apesar de alguns resultados decepcionates, os investidores
continuavam otimistas em relação às ações europeias.
"Tem sido um início de ano bastante forte, e com isso os
mercados sempre podem dar um pausa, mas não há nada até agora na
temporada de resultados que não sustentaria uma visão
construtiva contínua no mercado", disse Britta Weidenbach, chefe
de ações do Deutsche Asset Management.
O índice FTSEurofirst 300 tinha queda de 0,04 por
cento, a 1.557 pontos.
Em LONDRES, o índice Financial Times recuava 0,19
por cento, a 7.573 pontos.
Em FRANKFURT, o índice DAX subia 0,14 por cento, a
13.215 pontos.
Em PARIS, o índice CAC-40 ganhava 0,26 por cento, a
5.487 pontos.
Em MILÃO, o índice Ftse/Mib tinha valorização de
0,27 por cento, a 23.545 pontos.
Em MADRI, o índice Ibex-35 registrava alta de 0,06
por cento, a 10.434 pontos.
Em LISBOA, o índice PSI20 desvalorizava-se 0,13 por
cento, a 5.684 pontos.

JUROS
As taxas dos contratos futuros de juros recuavam nesta
quarta-feira, acompanhando à distância o recuo do dólar ante o
real em dia de expectativa pela decisão do Federal Reserve,
banco central norte-americano, sobre a taxa de juros do país.
"A primeira alta de juros neste ano (nos EUA) só deve vir em
março", comentou um gestor de derivativos de uma corretora
local, lembrando que não havia expectativa de aumento de juros
agora.
Às 17:00 (horário de Brasília), o banco central
norte-americano divulga a última decisão de política monetária
sob o comando da chair Janet Yellen, que será substituída por
Jerome Powell. Ele compartilha a visão dela de que manter a taxa
de juros em trajetória lenta de alta permitirá que o desemprego
caia mais.
O Fed deve manter a taxa de juros nesta tarde e sinalizar
aperto gradual da política monetária neste ano uma vez que a
economia dos Estados Unidos continua expandindo e os ganhos de
trabalho permanecem sólidos.
Os investidores vão focar na avaliação sobre a inflação, que
permanece abaixo da meta de 2 por cento, nos riscos que o Fed vê
ao seu cenário econômico e em qualquer avaliação sobre o impacto
da reforma tributária da administração do presidente do país,
Donald Trump, sobre o crescimento.
Internamente, os investidores seguiam monitorando as
negociações do governo para garantir apoio para a aprovação da
reforma da Previdência, cuja votação em primeiro turno está
marcada para 19 de fevereiro na Câmara dos Deputados. O governo
ainda não reuniu os 308 votos necessários para sua aprovação.
O dólar operava em queda ante o real , depois de subir
mais de 1 por cento nos dois pregões anteriores e com os
investidores também à espera do Fed. L2N1PQ6MG
Mais fraca, a moeda norte-americana gera menos pressão sobre
a inflação e favorece a trajetória de corte de juros do Banco
Central.
O trecho mais curto da curva a termo tinha oscilações ainda
mais tímidas do que o trecho longo, sem alterações na
precificação para a trajetória da Selic.
Os DIs indicavam cerca de 90 por cento de chances de corte
de 0,25 ponto percentual da Selic em fevereiro, próxima reunião
do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, ante
cerca de 100 por cento no pregão passado, com o restante
indicando manutenção, segundo dados da Reuters. BCBWATCH
Para março, a curva indicava cerca de 30 por cento de
chances de outro corte de 0,25 ponto na taxa básica de juros,
igual à véspera, segundo operadores. O restante precificava
manutenção.
Atualmente, a Selic está em 7 por cento ao ano, mínima
histórica.
mês ticker último fechamento variação
(%) anterior (%) (p.p.)
APR8 2DIJJ18 6,669 6,673 -0,004
JAN9 2DIJF19 6,795 6,81 -0,015
JAN0 2DIJF20 7,98 8 -0,02
JAN21 2DIJF21 8,78 8,81 -0,03
JAN23 2DIJF23 9,47 9,51 -0,04

DÍVIDA
. Treasuries de 10 anos US10YT=RR : rendimento em queda a
2,7032%, ante 2,725% no dia anterior;
. Global 27 105756AE0= : rendimento em queda a 4,4609%,
ante 4,516% no dia anterior.

PETRÓLEO
Os preços do petróleo operavam em queda pelo terceiro dia
consecutivo nesta quarta-feira, mas devem fechar janeiro com o
maior ganho para o mês em cinco em anos, apesar de dados
mostrarem estoques elevados nos Estados Unidos e vendas
generalizadas em outros mercados.
Os preços do petróleo nos EUA e do Brent caminhavam para o
quinto mês de ganhos, e o Brent tende a registrar o maior
aumento percentual para janeiro desde 2013, com avanço de 2,7
por cento.
Mas à medida que os preços subiram, produtores dos EUA
ampliaram a perfuração de poços. As empresas de energia
adicionaram 12 plataformas petrolíferas na semana passada, o
maior aumento semanal desde março.
"A contagem só continuará a subir e o sistema dos EUA só se
tornará mais eficiente", disse o corretor da Freight Services
International, em Dubai, Matt Stanley.
. Nymex – MAR/17 : -0,16%, a 64,4 dólares por barril;
. ICE Futures Europe – Brent MAR/18 : -0,29%, a 68,82
dólares por barril.
(PANORAMA1 e PANORAMA2 são localizados no terminal de
notícias da Reuters pelo código PAN/SA )

(Edição de Patrícia Duarte)
(([email protected]; 55 11 5644-7727; Reuters
Messaging: [email protected]))


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