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Por Claudia Violante e Paula Arend Laier
SÃO PAULO, 11 Mai (Reuters) – O dólar firmou trajetória de
alta e voltava a encostar em 3,60 reais nesta sexta-feira, com
os investidores assumindo posições mais defensivas diante da
cena política local, movimento que também puxava as taxas dos
DIs. A bolsa brasileira tinha uma sessão volátil, marcada por
nova bateria de balanços corporativos. .
Nos Estados Unidos, os principais índices acionários
avançavam, com a alta das ações de saúde antes do pronunciamento
do presidente norte-americano, Donald Trump, sobre preços de
medicamentos compensando as perdas na Symantec e Nvidia.
Veja como estavam os principais mercados financeiros pouco
depois das 12:40 desta sexta-feira:

CÂMBIO
O dólar firmou trajetória de alta e voltava a encostar em
3,60 reais nesta sexta-feira, a caminho de fechar a terceira
semana seguida de valorização, com os investidores assumindo
posições mais defensivas diante da cena política local, antes da
divulgação de nova pesquisa eleitoral.
O dólar tocou a máxima de 3,6002 reais no dia.
"Os mercados esperam por um candidato/chapa com viés
reformista despontando nas pesquisas, o que não aconteceu até o
momento", escreveu a Advanced Corretora em relatório.
A poucos meses das eleições presidenciais de outubro, o
quadro ainda é bastante incerto. Os mercados financeiros temem
que um candidato que eles considerem menos comprometido com o
ajuste fiscal possa despontar.
Na próxima segunda-feira, está prevista a divulgação da
pesquisa CNT/MDA, cuja coleta dos dados ocorre entre 9 e 13
desse mês e que já deve captar para onde estão indo esses
eleitores que pretendiam votar em Barbosa (PSB).
Em pesquisa Datafolha realizada no mês passado, Barbosa
chegava a ter 10 por cento das intenções de voto em seu melhor
cenário. Tanto analistas como políticos viam grande potencial na
sua candidatura.
Há avaliações de que o PSB possa se coligar a um partido de
mais de esquerda, como o PDT do pré-candidato Ciro Gomes.
O final de semana à frente também contribuía para a cautela
do investidor doméstico, comentaram os profissionais.
No mercado externo, o dólar operava em baixa ante a cesta de
moedas , mas se encaminhava para a quarta semana seguida
de valorização, sequência mais longa desde o quarto trimestre de
2016, com os mercados cada vez mais otimistas quanto às
perspectivas para a moeda norte-americana nas próximas semanas.

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Ante divisas de países emergentes, o dólar operava misto, em
queda ante o peso chileno e alta ante o peso mexicano
.
"Existe uma trajetória clara de valorização do dólar no
mundo. A alta do petróleo sugere inflação e aperto monetário
(nos Estados Unidos)", afirmou o superintendente da Correparti
Corretora, Ricardo Gomes da Silva.
Nas últimas semanas, os mercados globais reagiram diante da
percepção de que os juros poderiam subir mais intensamente nos
Estados Unidos neste ano em meio ao cenário de inflação e
atividade mais fortes.
Juros elevados no país têm potencial para atrair recursos
aplicados hoje em praças financeiras consideradas de maior
risco, como a brasileira.
O Banco Central brasileiro vendeu, pela sétima sessão, a
oferta integral de até 8.900 contratos em swaps cambiais
tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares, rolando
3,115 bilhões de dólares do total de 5,650 bilhões de dólares
que vence em junho.
Se mantiver e vender esse volume diário até o final do mês,
o BC terá rolado integralmente os contratos que vencem no mês
que vem e colocado o equivalente a 2,8 bilhões de dólares
adicionais.
. Dólar/Real : +1,41%, a 3,5952 reais na venda;
. Euro/Dólar : +0,22%, a 1,1939 dólar;
. Dólar/Cesta de moedas : -0,09%

BOVESPA
O principal índice de ações da B3 não mostrava uma tendência
firme nesta sexta-feira, marcada por nova agenda repleta de
balanços corporativos, com as ações da Natura disparando 15 por
cento após a fabricante de cosméticos divulgar resultado
trimestral considerado sólido por analistas.
O Ibovespa já variou até o momento entre alta de 0,6 por
cento e queda de 0,32 por cento.
"A bolsa está com a mesma dinâmica dos últimos pregões, com
o desempenho do Ibovespa ainda apoiado principalmente nas ações
de Vale e Petrobras, mas em um ritmo mais leve", afirmou um
gestor de uma corretora no Rio de Janeiro, destacando o cenário
relativamente calmo no mercado externo.
"O fluxo está voltando. Os gestores locais de fundos de
ações (FIAs) estavam com muito caixa desde o mês passado. Com
esse movimento recente, estão tendo que comprar para aumentar a
exposição", destacou.

– NATURA disparava 14,5 por cento, em meio à
repercussão positiva do balanço da fabricante de cosméticos,
que, na visão de analistas da Brasil Plural, mostrou resultados
sólidos que ajudarão a diminuir receio sobre a capacidade da
empresa entregar resultados.

– PETROBRAS PN e PETROBRAS ON subiam
1,2 e 2,7 por cento, respectivamente, conforme agentes
financeiros mantêm o viés benigno para os papéis da petroleia,
diante de um cenário de preços do petróleo mais elevados e
apostas positivas sobre a execução operacional da companhia.

– VALE ON tinha alta de 3,15 por cento, endossada
pelo avanço dos preços do minério de ferro à vista na China
e conforme o dólar voltava a se valorizar
ante o real.

– B2W ON subia 7,85 por cento, tendo no radar
resultado do primeiro trimestre, com lucro líquido de 20 milhões
de reais, ante prejuízo de 133 milhões de reais no mesmo período
de 2017. LOJAS AMERICANAS , que controla a B2W, subia
1,4 por cento, com balanço sólido também de pano de
fundo.

– CCR avançava 2,3 por cento, após a empresa de
concessões de infraestrutura divulgar lucro líquido de 446,8
milhões de reais no primeiro trimestre, avanço de 35,8 por cento
ante mesmo período de 2017. Analistas do Itaú BBA consideraram
os números operacionais fortes.

– BRF ON caía quase 3 por cento, em sessão
volátil, após a companhia de alimentos divulgar prejuízo líquido
de 114 milhões de reais no primeiro trimestre, ante perda de 286
milhões um ano antes. Para o Credit Suisse, os números ficaram
em linha com o esperado, mas o horizonte segue desafiador.

– KROTON desabava 9,3 por cento, em meio à
repercussão do balanço do primeiro trimestre, com lucro líquido
ajustado de 539 milhões de reais, recuo de 6,6 por cento em
relação ao mesmo período do ano passado, bem como estimativas
para o ano abaixo do desempenho obtido em 2017.

– SABESP recuava 5,7 por cento, após a companhia
de saneamento paulista divulgar que i lucro líquido caiu 13,9
por cento no primeiro trimestre na comparação annual, para 580,4
milhões de reais. Para analistas do JPMorgan, os números foram
fracos.

– B3 perdia 3,2 por cento, tendo no radar o
balanço do primeiro trimestre da operadora da bolsa de valores
de São Paulo, que mostrou lucro líquido recorrente de 448,2
milhões de reais, queda de 15 por cento ante igual período do
ano passado.

– CYRELA caía 3 por cento, após a construtora e
incorporadora divulgar prejuízo líquido de 51 milhões de reais
no primeiro trimestre, ante lucro de 4 milhões um ano antes. A
receita líquida da empresa caiu 29,4 por cento. Analistas do
Bradesco BBI consideraram o resultado negativo.
. Ibovespa : -0,17%, a 85.719 pontos;
. Volume financeiro: R$ 5,8 bi.
. Índice dos principais ADRs brasileiros : -1,23%, a
23.498 pontos.
. Para ver as maiores altas do Ibovespa, clique em

. Para ver as maiores baixas do Ibovespa, clique em

BOLSAS DOS EUA
Os mercados acionários dos Estados Unidos avançavam nesta
sexta-feira, com a alta das ações de saúde antes do
pronunciamento do presidente norte-americano, Donald Trump,
sobre preços de medicamentos mais do que compensando as perdas
na Symantec e Nvidia.
Trump deve renovar seu foco no controle dos preços de
medicamentos prescritos em um discurso mais tarde nesta
sexta-feira.
O índice de saúde do S&P subia, proporcionando o
maior impulso para o S&P 500.
Trump também deve receber nesta sexta-feira lideranças de 10
grandes montadoras, incluindo a General Motors , Ford <F..
e Fiat Chrysler , para discutir o destino dos padrões de
eficiência energética e um confronto iminente com a Califórnia e
outros importantes Estados.
O setor de tecnologia era pressionado por um conjunto de
resultados decepcionantes.
A Symantec tinha queda após a fabricante do Norton
Antivirus afirmar que estava investigando preocupações
levantadas por um ex-funcionário, e depois de divulgar
resultados anuais abaixo das estimativas dos analistas.
A Nvidia , que teve o melhor desempenho acionário de
fabricantes de chips para o neste ano, caía com investidores
preocupados com o fato de que um aumento na demanda por chips
gráficos de mineradoras de criptomoeda possa estar prejudicando
seu negócio principal com jogadores de computador.
. Dow Jones : +0,26%, a 24.803 pontos;
. Standard & Poor's 500 : +0,12%, a 2.726 pontos;
. Nasdaq : -0,06%, a 7.400 pontos;

BOLSAS DA EUROPA
O índice FTSEurofirst 300 fechou em alta de 0,09
por cento, a 1.538 pontos.
Em LONDRES, o índice Financial Times avançou 0,31
por cento, a 7.724 pontos.
Em FRANKFURT, o índice DAX caiu 0,17 por cento, a
13.001 pontos.
Em PARIS, o índice CAC-40 perdeu 0,07 por cento, a
5.541 pontos.
Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve valorização de
0,52 por cento, a 24.159 pontos.
Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou alta de 0,24
por cento, a 10.271 pontos.
Em LISBOA, o índice PSI20 valorizou-se 0,98 por
cento, a 5.613 pontos.

JUROS
As taxas dos contratos futuros de juros de longo prazo
abandonaram a trajetória de baixa e passaram a subir nesta
sexta-feira, depois que os rendimentos dos Treasuries também
passaram a operar em alta e com o dólar voltando a encostar no
patamar de 3,60 reais.
No trecho mais curto da curva, as oscilações continuavam bem
mais tímidas, com as apostas consolidadas de que o Banco Central
vai cortar a Selic na semana que vem.
"O dólar voltou a se fortalecer ante real, trajetória dos
Treasuries virou, investidor prefere a cautela", resumiu um
gestor de derivativos de uma corretora local.
O dólar subia mais de 1 por cento e estava encostado
nos 3,60 reais no começo desta tarde, com temores sobre a cena
política a poucos meses das eleições presidenciais de outubro.
Os mercados financeiros temem que um candidato que eles
considerem menos comprometido com o ajuste fiscal possa
despontar.
Na próxima segunda-feira, está prevista a divulgação da
pesquisa CNT/MDA, cuja coleta dos dados ocorre entre 9 e 13
desse mês e que já deve captar para onde estão indo esses
eleitores que pretendiam votar em Barbosa (PSB).
Em pesquisa Datafolha realizada no mês passado, Barbosa
chegava a ter 10 por cento das intenções de voto em seu melhor
cenário. Tanto analistas como políticos viam grande potencial na
sua candidatura.
Há avaliações de que o PSB possa se coligar a um partido de
mais de esquerda, como o PDT do pré-candidato Ciro Gomes.
"O quadro, no curto prazo, segue sendo mais desafiador para
os mercados locais. Ainda vale cautela", escreveu a corretora
Guide em relatório.
Nas últimas semanas, os mercados globais reagiram diante da
percepção de que os juros poderiam subir mais intensamente nos
Estados Unidos neste ano em meio ao cenário de inflação e
atividade mais fortes.
Juros elevados no país têm potencial para atrair recursos
aplicados hoje em praças financeiras consideradas de maior
risco, como a brasileira.
Os DIs mais curtos tinham oscilações bem mais tímidas, após
os dados do varejo de março no Brasil sinalizarem recuperação
gradual da atividade, o que mantém espaço para corte da Selic na
semana que vem.
A curva a termo de juros precificava 72 por cento de chance
de corte de 0,25 ponto percentual da Selic no dia 16 de maio,
ante 76 por cento na véspera, com o restante indicando
manutenção, segundo operadores. Hoje, a Selic está na mínima
histórica de 6,50 por cento.
Para junho, próximo encontro do Comitê de Política Monetária
(Copom) do BC, as apostas de novo corte da mesma magnitude
estavam em 20 por cento, ante 17 por cento na véspera, com o
restante indicando manutenção.
Pesquisa feita pela Reuters com economistas constatou que o
recente salto do dólar, que chegou a encostar em 3,60 reais,
não vai impedir o BC de cortar em 0,25 ponto a Selic agora, já
que a lentidão da retomada econômica deve limitar quaisquer
pressões inflacionárias.
O banco Itaú Unibanco vai nessa linha: "Dado que a
desvalorização recente do real não alterou as expectativas de
inflação de médio prazo e levando em conta os sinais de
atividade um pouco mais fraca e de uma dinâmica inflacionária
contida na margem, esperamos que o Copom anuncie corte final de
0,25 p.p.", escreveu o economista-chefe da instituição, Mario
Mesquita, em nota.
mês ticker último fechamento variação
(%) anterior (%) (p.p.)
JUL8 6,212 6,215 -0,003
JAN9 6,29 6,26 0,03
JAN0 7,27 7,22 0,05
JAN21 8,33 8,26 0,07
JAN23 9,51 9,44 0,07

DÍVIDA
A curva de juros dos Treasuries dos Estados Unidos era a
mais plana desde julho de 2007, com os rendimentos mais curtos
aumentando as expectativas de que o Federal Reserve, banco
central norte-americano, aumentaria as taxas de juros do país
apesar dos dados econômicos mais fracos do que o esperado nesta
semana.
Os rendimentos em notas com prazos mais curtos aumentaram
mais do que os títulos de prazo mais longo. O papel de dois
anos, em particular, reflete as expectativas dos investidores de
que o Fed aumentará as taxas de juros.
O rendimento de 10 anos, indica o sentimento do mercado
sobre a saúde futura da economia.
O rendimento dos bônus de 10 anos do governo norte-americano
caiu na véspera, com aumento menor que o esperado no índice de
preços ao consumidor em abril, reduzindo os temores de que a
inflação doméstica esteja acelerando à medida que o mercado de
trabalho se contrai.
. Treasuries de 10 anos : rendimento em alta a
2,9713%, ante 2,971% no dia anterior;
. Global 27 : rendimento em queda a 4,923%, ante
4,923% no dia anterior.

PETRÓLEO
Os preços do petróleo operavam com leve queda nesta
sexta-feira, mas ainda perto de máximas em três anos e meio, em
um cenário ainda marcado pela perspectiva de sanções
norte-americanas sobre o Irã e de oferta no Oriente Médio, em um
momento em que a produção global acompanha o ritmo crescente da
demanda.
. Nymex – JUN/17 : -0,43%, a 71,05 dólares por barril;
. ICE Futures Europe – Brent JUL/18 : -0,22%, a 77,3
dólares por barril.

(PANORAMA1 e PANORAMA2 são localizados no terminal de
notícias da Reuters pelo código PAN/SA )

(Edição de Patrícia Duarte)
(([email protected]; +55 11 5644 7764; Reuters
Messaging: [email protected]))


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