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SÃO PAULO, 8 Jan (Reuters) – O dólar registrava leves
oscilações ante o real nesta segunda-feira, com profissionais
apontando para fluxo de ingresso de recursos influenciando os
preços em dia de volume um pouco mais fraco e agenda doméstica
esvaziada.
O Ibovespa tinha leves variações, ensaiando algum ajuste em
dia de agenda econômica mais esvaziada e após renovar recordes
na primeira semana do ano e fechar acima dos 79 mil pontos pela
primeira vez na sexta-feira, embora o otimismo continue a rondar
os negócios. Já as taxas dos contratos futuros de juros de longo
prazo abandonaram a leve correção ensaiada pela manhã e passaram
a cair, com fluxo de venda.
Os principais índices acionários dos Estados Unidos tinham
leves variações após a abertura, com perdas em ações dos setores
bancário e de tecnologia ajudando a dar uma pausa no início de
ano mais forte em Wall Street em mais de uma década.

Veja como estavam os principais mercados financeiros pouco
depois das 12:50 desta segunda-feira:

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CÂMBIO
O dólar passou a registrar leves oscilações ante o real
nesta segunda-feira, com profissionais apontando para fluxo de
ingresso de recursos influenciando os preços em dia de volume um
pouco mais fraco e agenda doméstica esvaziada.
Na máxima, a moeda foi a 3,2462 reais e, na mínima, a 3,2315
reais. O dólar futuro subia cerca de 0,2 por cento.
"O mercado também pode estar antecipando o ingresso de
recursos para alguma captação", acrescentou o operador da
corretora Spinelli José Carlos Amado ao destacar que "o
investidor não quer pagar muito caro pelo dólar, de olho no
julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva".
No próximo dia 24, o ex-presidente terá um recurso julgado
em segunda instância na ação do tríplex no Guarujá que foi
condenado em primeira instância. Se o recurso for negado, ele
pode eventualmente ficar de fora das eleições à Presidência no
final do ano.
O mercado avalia que Lula seria um candidato menos
comprometido com o controle das contas públicas.
Até então, o dólar trabalhava sob influência do exterior,
onde a moeda operava em alta ante uma cesta de moedas e
também sobre divisas de países emergentes, como os pesos chileno
e mexicano .
A moeda norte-americana também avançava sobre o euro ,
com os investidores realizando lucros após recente alta, embora
os mercados permanecessem otimistas em relação às perspectivas
para moeda única após dados fracos sobre o mercado de trabalho
dos Estados Unidos.
Também ajudavam no movimento externo as declarações à
Reuters do presidente do Federal Reserve de São Francisco, John
Williams, de que o banco central norte-americano deveria elevar
as taxas de juros três vezes neste ano uma vez que a economia já
forte receberá novo impulso a partir de cortes de impostos,
podendo levar a instituição a agir de maneira mais ou menos
agressiva, se necessário.
"Seguimos surfando o humor externo enquanto observamos a
questão política versus ajuste fiscal por aqui", trouxe a
corretora H.Commcor em relatório mais cedo.
Internamente, o mercado continuava atento aos esforços do
governo para aprovar a reforma da Previdência em fevereiro na
Câmara dos Deputados.
Na semana passada, o ministro da Secretaria de governo,
Carlos Marun, disse que faltavam pelo menos 50 votos para o
governo chegar ao mínimo necessário para a aprovação na Câmara
dos Deputados.
"Internamente, o recesso no Congresso, que dura este mês
inteiro, mantém os principais ativos com volatilidade limitada",
trouxe a Correparti Corretora em relatório ao destacar o
noticiário mais tranquilo nesta sessão.

. Dólar/Real : -0,01%, a 3,2347 reais na venda;
. Euro/Dólar : -0,5%, a 1,1968 dólar;
. Dólar/Cesta de moedas : +0,43%

BOVESPA
O principal índice da bolsa paulista tinha leves variações
nesta segunda-feira, ensaiando algum ajuste em dia de agenda
econômica mais esvaziada e após renovar recordes na primeira
semana do ano e fechar acima dos 79 mil pontos pela primeira vez
na sexta-feira, embora o otimismo continue a rondar os negócios.
Operadores veem o cenário mais favorável a ativos de risco,
diante da manutenção do otimismo no exterior, e também estão
apostando que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva será
condenado em segunda instância, aumentando as chances de ficar
de fora da corrida presidencial deste ano.
O forte fluxo de entrada de investimento estrangeiro neste
início de ano também ajuda o mercado a manter a visão mais
favorável para a bolsa. Apenas nos dois primeiros pregões de
2018, o saldo externo era positivo em 1,2 bilhão de reais, após
fechar o ano passado com entrada líquida de 13,4 bilhões de
reais.
"O fluxo de recursos de investidores estrangeiros continua
significativo e novos recursos seguem na previsão para serem
aportados na B3, sustentado pelo fato dos indicadores econômicos
continuarem sendo divulgados em nível melhor que o esperado, o
que faz até o risco país ceder", escreveram analistas da
corretora Magliano, em nota a clientes.

– KROTON ON caía 2,7 por cento, entre os
destaques negativos do Ibovespa, com analistas cautelosos diante
da possibilidade de concorrência mais forte para a empresa,
principalmente na área de ensino à distância.

– PETROBRAS PN tinha alta de 0,3 por cento e
PETROBRAS ON subia 0,2 por cento, tentando firmar-se
no azul após alguma fraqueza mais cedo, em dis sem viés firme
para os preços do petróleo no mercado internacional e após
avançarem nos sete pregões anteriores, período em que os papéis
preferenciais acumularam alta de 6,9 por cento.

– VALE ON subia 1,5 por cento, em dia de ganhos
também para os contratos futuros do minério de ferro na China.

– FIBRIA ON avançava 2,5 por cento e SUZANO PAPEL
E CELULOSE ON ganhava 3,4 por cento, entre as maiores
altas do Ibovespa, tendo no radar comentários de analistas do
Itaú BBA, com perspectivas positivas para os preços da celulose,
principalmente em 2019 e 2020, movimento amparado ainda na
disciplina no lado da oferta, que deve levar a preços e margens
mais estáveis.

. Ibovespa : +0,03%, a 79.093 pontos;
. Volume financeiro: R$2,16 bi.
. Índice dos principais ADRs brasileiros : -0,06%, a
23.983 pontos.
Para ver as maiores altas do Ibovespa, clique em
Para ver as maiores baixas do Ibovespa, clique em

BOLSAS DOS EUA
Os principais índices acionários dos Estados Unidos tinham
leves variações após a abertura nesta segunda-feira, com perdas
em ações dos setores bancário e de tecnologia ajudando a dar uma
pausa no início de ano mais forte em Wall Street em mais de uma
década.

. Dow Jones : -0,12%, a 25.264 pontos;
. Standard & Poor's 500 : -0,07%, a 2.741 pontos;
. Nasdaq : +0,01%, a 7.137 pontos;

BOLSAS DA EUROPA

O índice FTSEurofirst 300 tinha alta de 0,28 por
cento, a 1.566 pontos.
Em LONDRES, o índice Financial Times recuava 0,30
por cento, a 7.701 pontos.
Em FRANKFURT, o índice DAX subia 0,45 por cento, a
13.379 pontos.
Em PARIS, o índice CAC-40 ganhava 0,39 por cento, a
5.492 pontos.
Em MILÃO, o índice Ftse/Mib tinha valorização de
0,24 por cento, a 22.817 pontos.
Em MADRI, o índice Ibex-35 registrava alta de 0,09
por cento, a 10.421 pontos.
Em LISBOA, o índice PSI20 valorizava-se 0,64 por
cento, a 5.651 pontos.

JUROS
As taxas dos contratos futuros de juros de longo prazo
abandonaram a leve correção ensaiada pela manhã e passaram a
cair nesta segunda-feira, com fluxo de venda, enquanto os DIs
curtos mantinham pequenas variações.
"O volume financeiro está menor nesta segunda-feira, e um
fluxo pontual de venda acaba tendo força para mudar a
trajetória", comentou o profissional da mesa de renda fixa de
uma corretora nacional.
Mais cedo, as taxas dos juros futuros em geral subiram em
movimento de correção, ajudado pelo comportamento do dólar
frente ao real. Na semana passada, a taxa do DI com vencimento
em janeiro de 2021 , um dos mais líquidos, recuou 0,17
ponto percentual.
O trecho mais curto mantinha pequenas oscilações neste
pregão, com a agenda esvaziada jogando a expectativa dos agentes
para indicadores ao longo da semana.
"Os DIs devem exibir flutuações modestas, com os vencimentos
mais curtos especulando sobre nova surpresa positiva da
inflação, alimentando possível extensão do corte da Selic até
março", trouxe a SulAmérica Investimentos em relatório.
Na próxima quarta-feira, será divulgado o resultado do IPCA
de dezembro e 2017 fechado. A expectativa de economistas ouvidos
em pesquisa Reuters é de elevação de 0,30 e 2,80 por cento,
respectivamente, abaixo do piso de 3 por cento da meta oficial
de inflação.
"Somente um resultado improvável acima de 0,5 por cento
garantiria o piso da meta e evitaria que o Banco Central gerasse
a famosa carta para explicar por que não foram atingidas as
metas", trouxe a gestora Infinity em comentário.
Em meses recentes, a inflação surpreendeu e trouxe
resultados abaixo do esperado, o que levou boa parte do mercado
a precificar que o BC continuaria reduzindo a Selic ainda mais.
Por enquanto, a precificação da curva a termo mantinha em
cerca de 90 por cento as chances de corte de 0,25 ponto
percentual da Selic no mês que vem, próximo encontro do Comitê
de Política Monetária (Copom) do BC, segundo dados da Reuters. O
restante indicava manutenção.
Para a reunião de março, as apostas de novo corte de 0,25
ponto também continuavam em 40 por cento, com o restante vendo
manutenção, segundo operadores. Atualmente, a Selic está em 7
por cento ao ano, menor nível histórico.
Como pano de fundo, as atenções seguiam voltadas para a
votação da reforma da Previdência, em fevereiro, na Câmara dos
Deputados. Na semana passada, o ministro da Secretaria de
Governo, Carlos Marun, disse que ainda faltavam pelo menos 50
votos para o governo chegar ao mínimo necessário.

mês ticker último (%) fechamento variação
anterior (%) (p.p.)
APR8 6,728 6,733 -0,005
JAN9 6,805 6,795 0,01
JAN0 7,98 7,99 -0,01
JAN21 8,85 8,89 -0,04
JAN23 9,73 9,79 -0,06

DÍVIDA
. Treasuries de 10 anos : rendimento em queda a
2,4691%, ante 2,476% no dia anterior;
. Global 26 : rendimento em queda a 4,1981%,
ante 4,199% no dia anterior.

PETRÓLEO
Os preços do petróleo tinham leves variações nesta
segunda-feira, após subirem mais cedo, quando foram sustentados
por um leve declínio no número de sondas em operação nos Estados
Unidos.

. Nymex – FEV/17 : estável, a 61,44 dólares por
barril;
. ICE Futures Europe – Brent MAR/18 : -0,16%, a 67,51
dólares por barril.

(PANORAMA1 e PANORAMA2 são localizados no terminal de
notícias da Reuters pelo código PAN/SA )

(Edição de)
(([email protected]; 55 11 5644-7727; Reuters
Messaging: [email protected]))


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