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SÃO PAULO, 6 Dez (Reuters) – O dólar reduziu a alta e
mostrava leves variações ante o real nesta quarta-feira, após
três pregões seguidos de ligeiras quedas, com os investidores
cautelosos diante das negociações do governo para conquistar
apoio político necessário para a votação da reforma da
Previdência ainda neste ano na Câmara dos Deputados.
O Ibovespa operava sem viés firme, com as atenções também
voltadas às negociações do governo. Já as taxas dos contratos
futuros de curto prazo operavam ao redor da estabilidade, com as
apostas consolidadas de que o Banco Central cortará a taxa de
juros para a mínima histórica de 7 por cento nesta quarta-feira,
e continuará afrouxando a política monetária no início de 2018
em meio ao cenário de inflação baixa.
Os principais índices acionários dos Estados Unidos rondavam
a estabilidade, com alguma fraqueza nas ações de tecnologia
diante de preocupações sobre valores esticados e o impacto da
reforma fiscal sobre resultados corporativos.

Veja como estavam os principais mercados financeiros pouco
depois das 12:40 desta quarta-feira:

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CÂMBIO
O dólar reduziu a alta e mostrava leves variações ante o
real nesta quarta-feira, após três pregões seguidos de ligeiras
quedas, com os investidores cautelosos diante das negociações do
governo para conquistar apoio político necessário para a votação
da reforma da Previdência ainda neste ano na Câmara dos
Deputados.
"O mercado vê como positiva a articulação para a reforma ser
votada neste ano, mas como não há certeza de nada, fica arisco",
afirmou o gerente de Tesouraria do Banco Confidence, Felipe
Pellegrini. "A instabilidade é comum quando o mercado não
consegue fazer uma previsão forte", acrescentou.
No que tem sido considerado como "Dia D", o Palácio do
Planalto e aliados querem definir nesta quarta-feira qual o real
apoio dos deputados da base aliada para tentar votar o primeiro
turno da nova versão da reforma da Previdência na Câmara dos
Deputados na próxima semana.
O presidente Michel Temer se reuniu com líderes de partidos
da base nesta manhã para fazer avaliação dos votos que o governo
tem para votar a proposta. Após o encontro, integrantes da base
governista avaliaram que o clima entre os aliados mudou, a
resistência diminuiu e a reforma teria chances de ser votada na
próxima terça-feira.
À tarde, o PMDB terá reunião para decidir se fechará questão
em favor da reforma, iniciativa que obriga os parlamentares a
apoiar a proposta. O PSDB também se reunirá nesta tarde, mas a
decisão de fechar questão sobre a favor da reforma foi adiada.

Nesta manhã, um dos vice-líderes do governo na Câmara dos
Deputados, Beto Mansur (PRB-SP), afirmou que havia cerca de 260
votos na Casa a favor do texto.
O Banco Central vendeu o total de até 14 mil swaps cambiais
tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares, para
rolagem do vencimento de janeiro. Até agora, rolou o equivalente
a 2,8 bilhões de dólares do total de 9,638 bilhões de dólares
que vencem no mês que vem.
No exterior, o dólar rondava a estabilidade ante uma cesta
de moedas e subia sobre divisas de emergentes, como os
pesos mexicano e chileno .

. Dólar/Real : -0,07%, a 3,2315 reais na venda;
. Euro/Dólar : -0,22%, a 1,1798 dólar;
. Dólar/Cesta de moedas : +0,09%

BOVESPA
O principal índice da bolsa paulista operava sem viés firme
nesta quarta-feira, com as atenções voltadas para as
articulações do governo para conseguir iniciar o processo de
votação da reforma da Previdência ainda este ano.
O noticiário político segue gerando volatilidade nos
negócios, conforme as declarações vindas de Brasília levam o
mercado a calibrar as apostas sobre o apoio à reforma da
Previdência. Nesta quarta-feira, considerada como "Dia D", o
Palácio do Planalto e aliados querem definir qual o real apoio
dos deputados da base aliada para tentar votar em primeiro
turno, na próxima semana, a nova versão da reforma da
Previdência na Câmara dos Deputados.
Mais cedo, após café da manhã com o presidente Michel Temer
e líderes da base aliada, o deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS),
um dos vice-líderes do governo na Câmara, disse que o texto
sobre a reforma da Previdência será votado na próxima
terça-feira.
Também após o encontro, o relator da proposta, deputado
Arthur Oliveira Maia (PPS-BA), disse que há entre 290 e 310
votos favoráveis à reforma, enquanto o também vice-líder do
governo, deputado Beto Mansur (PRB-SP), colocou o apoio à PEC em
cerca de 260 votos. O governo precisa de 308 votos para aprovar
a proposta na Câmara.
Está marcada para esta tarde a reunião da executiva nacional
do PMDB para discutir o fechamento de questão do partido a favor
da reforma da Previdência. O PSDB também se reúne nesta
quarta-feira e há expectativa que o assunto seja discutido pela
legenda.
"A ideia de fechar o voto do partido (PMDB) é uma estratégia
para que outros partidos aliados façam o mesmo, ampliando o
convencimento da necessidade da aprovação da reforma da
Previdência neste ano e tirando o ônus político de retomar o
tema em 2018, quando o foco será as eleições", escreveram os
analistas da corretora Magliano, em nota a clientes.
No front econômico, o mercado aguarda para o fim do dia a
decisão do Banco Central sobre a taxa básica de juros do país. A
expectativa em pesquisa Reuters é de corte de 0,50 ponto
percentual da Selic, para nova mínima histórica de 7 por cento.
A taxa de juros mais baixa tende a levar o investidor a buscar
retornos maiores, favorecendo a renda variável.

DESTAQUES
– FIBRIA ON avançava 5,1 por cento, liderando a
ponta positiva do índice, com uma visão mais positiva para a
empresa após encontro na véspera com investidores e analistas,
no qual a Fibria destacou o crescimento no investimento para
aumentar a capacidade e a possibilidade de fusões. Segundo
analistas do BTG Pactual, que têm recomendação de compra para as
ações da Fibria, a empresa destacou ainda que a perspectiva
segue promissora para o mercado de celulose.

– PETROBRAS PN recuava 0,4 por cento e PETROBRAS
ON perdia 0,6 por cento, devolvendo os ganhos vistos
mais cedo, em sessão de perdas para os preços do petróleo no
mercado internacional. No radar estava ainda a aprovação pela
Câmara dos Deputados da medida provisória que cria um regime
tributário especial adicional para as atividades de exploração,
desenvolvimento e produção de petróleo e gás.

– VALE ON recuava 0,6 por cento, acompanhando o
movimento negativo dos contratos futuros para o minério de ferro
na China.

– ELETROBRAS ON perdia 1,2 por cento e ELETROBRAS
PNB tinha queda de 1,7 por cento, com a visão de que
o processo de privatização da empresa deve ser lento, ofuscando
o tom mais favorável que viria da notícia publicada pelo jornal
O Estado de S.Paulo, de que a Eletrobras avalia uma captação
externa no começo de 2018. Segundo analistas da Guide
Investimentos, a captação seria positiva por contribuir para a
redução do custo do endividamento.

. Ibovespa : +0,25%, a 72.727 pontos;
. Volume financeiro: R$2,1 bi.
. Índice dos principais ADRs brasileiros : 0%, a
21.716 pontos.
Para ver as maiores altas do Ibovespa, clique em
Para ver as maiores baixas do Ibovespa, clique em

BOLSAS DOS EUA
Os principais índices acionários dos Estados Unidos rondavam
a estabilidade nesta quarta-feira, com alguma fraqueza nas ações
de tecnologia diante de preocupações sobre valores esticados e o
impacto da reforma fiscal sobre resultados corporativos.

. Dow Jones : +0,09%, a 24.202 pontos;
. Standard & Poor's 500 : +0,04%, a 2.630 pontos;
. Nasdaq : +0,14%, a 6.771 pontos;

BOLSAS DA EUROPA
O índice FTSEurofirst 300 tinha queda de 0,25 por
cento, a 1.516 pontos.
Em LONDRES, o índice Financial Times avançava 0,36
por cento, a 7.353 pontos.
Em FRANKFURT, o índice DAX caía 0,87 por cento, a
12.935 pontos.
Em PARIS, o índice CAC-40 perdia 0,33 por cento, a
5.357 pontos.
Em MILÃO, o índice Ftse/Mib tinha desvalorização de
0,53 por cento, a 22.297 pontos.
Em MADRI, o índice Ibex-35 registrava baixa de 0,64
por cento, a 10.145 pontos.
Em LISBOA, o índice PSI20 desvalorizava-se 0,53 por
cento, a 5.366 pontos.

JUROS
As taxas dos contratos futuros de curto prazo operavam ao
redor da estabilidade nesta quarta-feira, com as apostas
consolidadas de que o Banco Central cortará agora a taxa de
juros para a mínima histórica, de 7 por cento, e continuará
afrouxando a política monetária no início de 2018 em meio ao
cenário de inflação baixa.
"O BC deve deixar a porta aberta para seus próximos passos",
afirmou o gestor da gestora GGR Investimentos Rogério Storelli.
Nesta noite, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC
divulga sua decisão sobre a Selic. Os DIs continuavam
precificando chances acima de 90 por cento de redução de 0,50
ponto percentual da taxa, a 7 por cento, nova mínima histórica.
O restante das apostas indicava corte de 0,25 ponto, segundo
dados da Reuters.
Para 2018, as apostas de redução de 0,25 ponto percentual em
fevereiro, na primeira reunião do Copom do ano, continuavam em
cerca de 70 por cento, igual à véspera, segundo operadores. O
restante indicava manutenção da Selic.
Pesquisa da Reuters com analistas também mostrou esse
cenário, com avaliações de que o BC provavelmente vai promover
novos cortes após reduzir os juros à mínima histórica agora,
tentando elevar as expectativas de inflação em direção à meta.

A inflação vem girando abaixo do piso da meta –de 4,5 por
cento pelo IPCA, com margem de 1,5 ponto percentual para cima ou
para baixo — há meses. As expectativas para 2018 também estão
contidas, marcando cerca de 4 por cento na mediana do Focus.
As taxas do trecho mais longo da curva a termo mais cedo
exibiram pequenas elevações, com os investidores acompanhando as
negociações do governo para garantir apoio para votar a reforma
da Previdência ainda neste ano.
No que tem sido considerado como "Dia D", o Palácio do
Planalto e aliados querem definir nesta quarta-feira qual o real
apoio dos deputados da base aliada para tentar votar o primeiro
turno da nova versão da reforma da Previdência na Câmara dos
Deputados na próxima semana.
Pela manhã, o presidente Michel Temer reúne líderes de
partidos da base para fazer avaliação dos votos que o governo
tem para votar a proposta. Ao longo do dia, partidos como o PMDB
e o PSDB marcaram reuniões para decidir se vão fechar questão em
favor da reforma, iniciativa que obriga os parlamentares a
apoiar a proposta.
Nesta manhã, um dos vice-líderes do governo na Câmara dos
Deputados, Beto Mansur (PRB-SP), afirmou que havia cerca de 260
votos na Casa a favor do texto.

mês ticker último (%) fechamento variação
anterior (%) (p.p.)
JAN8 6,92 6,951 -0,031
APR8 6,82 6,825 -0,005
JAN9 7,04 7,04 0
JAN21 9,17 9,18 -0,01
JAN23 10,05 10,05 0

DÍVIDA
Os rendimentos dos Treasuries caíam nesta quarta-feira,
conforme o apetite a risco diminuía em meio a uma queda em ações
globais, com investidores buscando o próximo gatilho positivo
para impulsionar os rendimentos dos Treasuries.

. Treasuries de 10 anos : rendimento em queda a
2,3189%, ante 2,356% no dia anterior;
. Global 26 : rendimento em queda a 4,314%,
ante 4,314% no dia anterior.

PETRÓLEO
Os preços do petróleo recuavam nesta quarta-feira após um
aumento surpresa nos estoques de derivados dos Estados Unidos, o
que o mercado interpretou como um sinal de enfraquecimento da
demanda.
Os operadores disseram que os preços caíram após o relatório
do Instituto Americano de Petróleo (API, na sigla em inglês)
mostrar na terça-feira um aumento de 9,2 milhões de barris nos
estoques de gasolina na semana encerrada em 1º de dezembro, além
de um aumento de 4,3 milhões de barris em estoques de
destilados, que incluem diesel e óleo para aquecimento.
A percepção de que os estoques maiores de combustível
apontam para uma demanda fraca ofuscou a queda nos estoques de
petróleo de 5,5 milhões de barris, para 451,8 milhões de barris,
disseram os operadores.

. Nymex – JAN/17 : -1,51%, a 56,75 dólares por barril;
. ICE Futures Europe – Brent FEV/18 : -1,29%, a 62,05
dólares por barril.

(PANORAMA1 e PANORAMA2 são localizados no terminal de
notícias da Reuters pelo código PAN/SA )

(Edição de)
(([email protected]; 55 11 5644-7727; Reuters
Messaging: [email protected]))


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