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SÃO PAULO, 4 Dez (Reuters) – As negociações em torno da
votação da reforma da Previdência seguiam influenciando os
mercados nesta segunda-feira, com o mercado avaliando a
capacidade do governo do presidente Michel Temer de conseguir
apoio político necessário para votar a medida na Câmara dos
Deputados ainda este ano.
Neste cenário, o dólar registrava leves oscilações ante o
real, tendo ainda no radar a aprovação pelo Senado dos Estados
Unidos da reforma fiscal, enquanto o Ibovespa subia e as taxas
dos contratos futuros de juros operavam com leves baixas.
Em Wall Street, os principais índices acionários abriram em
alta, após o Senado dos Estados Unidos aprovar sua versão da
reforma tributária, deixando a promessa do presidente Donald
Trump de cortar impostos corporativos para impulsionar o
crescimento mais perto de acontecer.

Veja como estavam os principais mercados financeiros pouco
depois das 12:55 desta segunda-feira:

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CÂMBIO
O dólar registrava leves oscilações ante o real nesta
segunda-feira, com o mercado ainda cauteloso com a capacidade do
governo do presidente Michel Temer de conseguir apoio político
suficiente para tentar votar a reforma da Previdência na Câmara
dos Deputados ainda neste ano.
No exterior, a pressão era de alta, após aprovação da
reforma tributária pelo Senado norte-americano no fim de semana,
o que pode trazer juros maiores nos Estados Unidos.
"O viés de alta vem do exterior… Aqui, o mercado ainda não
jogou a toalha (sobre a reforma da Previdência), acredita que
pode passar algo, mas o cenário está instável", afirmou o
operador de câmbio do Grupo Ourominas Ademar Vitor Pereira.
No exterior, o dólar subia ante uma cesta de moedas e
divisas de países emergentes, como os pesos chileno e
mexicano , depois que o Senado norte-americano aprovou
proposta de reforma tributária no final de semana.

A reforma dá impulso ao crescimento dos Estados Unidos, ao
mesmo tempo em que pode aumentar a dívida pública e pressionar o
Federal Reserve, banco central do país, a elevar ainda mais os
juros. Neste cenário, recursos aplicados hoje em outras praças
financeiras, como a brasileira, poderiam migrar para a maior
economia do mundo.
Internamente, parte do mercado ainda acreditava na
possibilidade de a reforma da Previdência ser aprovada na Câmara
em primeiro turno ainda este ano. Na noite passada, Temer se
reuniu com lideranças partidárias para tentar conseguir apoio
político.
Ao sair do encontro, o presidente da Câmara dos Deputados,
Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse esperar ter uma ideia até a próxima
quinta-feira de quantos votos favoráveis à reforma da
Previdência existem na Casa.
O Banco Central realiza nesta sessão novo leilão de até 14
mil contratos de swap cambial tradicional, equivalentes à venda
futura de dólares, para rolagem dos contratos que vencem em
janeiro em valor equivalente a 9,638 bilhões de dólares.

. Dólar/Real : -0,22%, a 3,2494 reais na venda;
. Euro/Dólar : -0,4%, a 1,1841 dólar;
. Dólar/Cesta de moedas : +0,37%

BOVESPA
O principal índice da bolsa paulista operava no azul nesta
segunda-feira, com alguma expectativa de que a votação da
reforma da Previdência poderá ocorrer ainda este ano, em sessão
que tinha as ações da Vale entre as maiores
influências positivas.
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ),
adotou um tom mais otimista sobre o andamento da reforma na
noite passada, após reunião com o presidente Michel Temer,
líderes e presidentes de partidos da base aliada e ministros,
afirmando que as lideranças das siglas que dão sustentação a
Temer manifestaram apoio à reforma.
Maia disse esperar ter uma ideia até a próxima quinta-feira
de quantos votos favoráveis à reforma da Previdência há na Casa.

Apesar da leve melhora no humor, no entanto, o tom de
cautela ainda segue rondando os negócios, e a volatilidade é
esperada ao longo dos próximos dias, de olho em toda a
movimentação para emplacar a votação em primeiro turno na Câmara
dos Deputados ainda este ano. Segundo operadores, o receio é que
se o processo for totalmente adiado para 2018, ano eleitoral, a
dificuldade de aprovar a reforma será maior.
"Assim, os agentes do mercado irão seguir a semana com luz
amarela e com o dedo no gatilho", escreveram os analistas da
corretora Magliano, em nota a clientes.
No exterior, o humor também é mais favorável após o Senado
dos Estados Unidos aprovar no sábado uma ampla reforma
tributária, em uma vitória para o presidente Donald Trump. No
que deve ser a maior reforma tributária dos EUA desde a década
de 1980, os republicanos querem aumentar a dívida nacional de 20
trilhões de dólares em 1,4 trilhão ao longo de 10 anos para
financiar as mudanças, que, segundo eles, vão impulsionar ainda
mais uma economia já em crescimento.

DESTAQUES
– VALE ON subia 2,6 por cento, após os fortes
ganhos para os contratos futuros do minério de ferro na China,
que dispararam nesta sessão devido a cortes de produção
ordenados por Pequim, que têm gerado uma oferta restrita de
alguns produtos.

– USIMINAS PNA avançava 1,5 por cento, GERDAU PN
tinha alta de 2,1 por cento e CSN ON
ganhava 1,9 por cento, também na esteira dos ganhos dos
contratos futuros de minério de ferro e de aço na China.

– BRADESCO PN subia 1,8 por cento e ITAÚ UNIBANCO
PN tinha alta de 1,6 por cento, ajudando o tom
positivo do índice devido ao peso em sua composição. Os demais
bancos que fazem parte do Ibovespa também mostravam ganhos, com
SANTANDER UNIT em alta de 2 por cento e BANCO DO
BRASIL ON avançando 3,4 por cento.

– PETROBRAS PN caía 0,1 por cento e PETROBRAS ON
tinha perda 0,2 por cento, tirando força do índice
devido à participação em sua composição, em sessão de perdas
para os preços do petróleo no mercado internacional.

. Ibovespa : +1,1%, a 73.057 pontos;
. Volume financeiro: R$2,06 bi.
. Índice dos principais ADRs brasileiros : +1,55%, a
21.819 pontos.
Para ver as maiores altas do Ibovespa, clique em
Para ver as maiores baixas do Ibovespa, clique em

BOLSAS DOS EUA
Os principais índices acionários dos Estados Unidos abriram
em alta nesta segunda-feira, após o Senado dos Estados Unidos
aprovar sua versão da reforma tributária, deixando a promessa do
presidente Donald Trump de cortar impostos corporativos para
impulsionar o crescimento mais perto de acontecer.

. Dow Jones : +1,02%, a 24.479 pontos;
. Standard & Poor's 500 : +0,9%, a 2.664 pontos;
. Nasdaq : +0,74%, a 6.898 pontos;

BOLSAS DA EUROPA
O índice FTSEurofirst 300 tinha alta de 1,38 por
cento, a 1.528 pontos.
Em LONDRES, o índice Financial Times avançava 0,64
por cento, a 7.347 pontos.
Em FRANKFURT, o índice DAX subia 1,94 por cento, a
13.111 pontos.
Em PARIS, o índice CAC-40 ganhava 1,52 por cento, a
5.397 pontos.
Em MILÃO, o índice Ftse/Mib tinha valorização de
1,39 por cento, a 22.413 pontos.
Em MADRI, o índice Ibex-35 registrava alta de 1,55
por cento, a 10.240 pontos.
Em LISBOA, o índice PSI20 valorizava-se 0,34 por
cento, a 5.368 pontos.

JUROS
As taxas dos contratos futuros de juros operavam com leves
baixas nesta segunda-feira, com o mercado um pouco menos
temeroso com a possibilidade de aprovação da reforma da
Previdência em breve.
Os investidores também consolidavam suas apostas de que o
Banco Central vai reduzir a Selic novamente nesta semana e
continuar o movimento no início de 2018.
"Ainda que o noticiário das últimas horas seja de viés mais
favorável, com os principais articuladores do governo agora
trabalhando com a possibilidade de os partidos da base aliada
fecharem questão pela proposta (da reforma da Previdência), o
cenário sobre a aprovação da medida segue difícil e envolto de
incertezas", trouxe a corretora Renascença em relatório.
Na noite passada, o presidente Michel Temer reuniu-se com
líderes, presidentes de partidos da base aliada e ministros para
buscar apoio político à reforma. Ao sair do encontro, o
presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse
esperar ter uma ideia até a próxima quinta-feira de quantos
votos favoráveis à reforma da Previdência existem na Casa.

Apesar do quadro político ainda incerto, o mercado mantinha
a avaliação de que o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC
reduzirá a Selic em 0,50 ponto percentual na próxima
quarta-feira, para o piso histórico de 7 por cento ao ano.
"Em semana de Copom, tais avanços (com a reforma da
Previdência) são o fiel da balança para que o recorde de baixa
dos juros brasileiros seja quebrado mais de uma vez", afirmou o
economista-chefe da Infinity Asset, Jason Vieira.
Os contratos de juros precificavam nesta sessão 90 por cento
de chances de redução de 0,50 ponto percentual da Selic agora,
com o restante indicando corte de 0,25 ponto, segundo dados da
Reuters.
Para 2018, as apostas de redução de 0,25 ponto percentual em
fevereiro, na primeira reunião do Copom do ano, estavam em cerca
de 70 por cento, ante cerca de 65 por cento no pregão passado,
segundo operadores. O restante indicava manutenção da Selic.
Atualmente, a taxa básica de juros está em 7,50 por cento ao
ano, muito próximo da atual mínima histórica de 7,25 por cento.

mês ticker último (%) fechamento variação
anterior (%) (p.p.)
JAN8 6,983 7,005 -0,022
APR8 6,845 6,86 -0,015
JAN9 7,06 7,09 -0,03
JAN21 9,25 9,32 -0,07
JAN23 10,15 10,24 -0,09

DÍVIDA
. Treasuries de 10 anos : rendimento em alta a
2,4008%, ante 2,363% no dia anterior;
. Global 26 : rendimento em queda a 4,3909%,
ante 4,408% no dia anterior.

PETRÓLEO
Os preços do petróleo recuavam nesta segunda-feira, depois
que os perfuradores de xisto nos Estados Unidos adicionaram mais
plataformas na semana passada.
Os preços, contudo, ainda se mantinham perto do nível mais
alto desde meados de 2015, sustentados por uma extensão dos
cortes de produção acordada na semana passada pela Organização
dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e outros produtores.

Os perfuradores nos Estados Unidos adicionaram duas
plataformas de petróleo na semana encerrada em 1° de dezembro,
levando a contagem total para 749, a máxima desde setembro,
informou a empresa de serviços de energia Baker Hughes em seu
relatório na sexta-feira.
Os perfuradores foram encorajados em 2017 a aumentar a
atividade à medida que os preços do petróleo começaram a se
recuperar de uma queda de vários anos depois que a Opep e alguns
produtores não membros, incluindo a Rússia, concordaram em
cortar a produção há um ano.
Na semana passada, esses produtores concordaram em estender
os cortes de 1,8 milhão de barris por dia (bpd) até o final de
2018.
Tal acordo permite que os produtores saiam do pacto mais
cedo se o mercado se superaquecer. Autoridades russas
manifestaram preocupação de que a extensão dos cortes pode
incentivar a produção das empresas de petróleo de xisto dos EUA.

. Nymex – JAN/17 : -1,03%, a 57,76 dólares por barril;
. ICE Futures Europe – Brent FEV/18 : -1,18%, a 62,98
dólares por barril.

(PANORAMA1 e PANORAMA2 são localizados no terminal de
notícias da Reuters pelo código PAN/SA )

(Edição de)
(([email protected]; 55 11 5644-7727; Reuters
Messaging: [email protected]))


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