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Tesouro Direto Taxa Zero 970×250

Por Claudia Violante e Paula Arend Laier
SÃO PAULO, 14 Mar (Reuters) – O dólar operava com leves
oscilações ante o real nesta quarta-feira, com a cautela com
eventual guerra comercial desencadeada pelo presidente dos
Estados Unidos, Donald Trump, dividindo as atenções com os dados
robustos da China.
Na bolsa, o Ibovespa também perdeu fôlego, seguindo o
enfraquecimento em Wall Street e pressionado por ações de
bancos. Os DIs também tinham leves oscilações, mantendo as
apostas de que o Banco Central vai reduzir a Selic na próxima
semana.
Veja como estavam os principais mercados financeiros pouco
depois das 12:10 desta quarta-feira:

CÂMBIO
O dólar reduziu a queda e passava a operar com leves
variações sobre o real nesta quarta-feira, com a cautela com
eventual guerra comercial desencadeada pelo presidente dos
Estados Unidos, Donald Trump, dividindo as atenções com os dados
robustos da China, que içaram os preços das commodities mais
cedo.
O movimento do dólar ocorria depois de subir 0,33 por cento
nos dois pregões anteriores. Na mínima deste pregão, a moeda
norte-americana foi a 3,2470 reais.
"Há risco de guerra comercial… tivemos duas baixas
importantes nos Estados Unidos", afirmou o superintendente da
Correparti Corretora, Ricardo Gomes da Silva.
Depois de anunciar taxas de importação para aço e alumínio,
Trump ameaça agora impor tarifas sobre 60 bilhões de dólares de
importações chinesas pelos Estados Unidos, elevando os temores
de uma guerra comercial.
No exterior, o dólar subia ante uma cesta de moedas ,
mas recuava sobre divisas de países emergentes, como os pesos
mexicano e chileno .
Até então, o dólar vinha caindo sobre o real sustentado
pelos dados robustos da China, que impulsionaram os preços das
commodities. O petróleo, no entanto, devolveu a alta e passou a
cair, também pressionando a trajetória no mercado de câmbio.
Pequim anunciou mais cedo que sua produção industrial
cresceu 7,2 por cento entre janeiro e fevereiro, muito mais
rápido do que o esperado no início do ano, sugerindo que a
economia pode estar ganhando força.
Ainda na cena externa, foi divulgado que as vendas no varejo
dos Estados Unidos caíram pelo terceiro mês consecutivo em
fevereiro, em meio à percepção dos mercados financeiros de que o
Federal Reserve, banco central norte-americano, não vai elevar
os juros mais do que o esperado.
O Fed vem indicando que elevará os juros três vezes neste
ano de forma gradual e, um movimento mais forte do que o
esperado, aumentaria o potencial de atrair para os Estados
Unidos recursos aplicados hoje em outros mercados financeiros,
como o brasileiro.
Apesar disso, pesquisa Reuters com diversos economistas
mostrou que as projeções passaram a incluir alta adicional nos
juros, totalizando quatro em 2018. O levantamento também apurou
que as tarifas de importação do presidente Donald Trump farão
mais mal do que bem para a economia dos EUA.
O Fed elevará os juros na próxima semana, disseram todos os
104 economistas entrevistados pela Reuters entre 5 e 13 de
março, com mais três altas esperadas para este ano,
impulsionadas pelo sólido mercado de trabalho. No levantamento
feito há algumas semanas, as projeções eram de três altas neste
ano.
O Banco Central brasileiro vendeu nesta sessão toda a oferta
de até 14 mil swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda
futura de dólares, para rolagem do vencimento de abril. Dessa
forma, já rolou 2,1 bilhão de dólares do total de 9,029 bilhões
de dólares.
Se mantiver esse volume e vendê-lo integralmente, o BC
rolará o valor total dos swaps que vencem no próximo mês.
. Dólar/Real : +0,05%, a 3,2638 reais na venda;
. Euro/Dólar : -0,28%, a 1,2354 dólar;
. Dólar/Cesta de moedas : +0,19%

Tesouro Direto Taxa Zero 300×250

BOVESPA
O principal índice de ações da B3 tinha leve queda no começo
da tarde desta quarta-feira, seguindo o enfraquecimento em Wall
Street e com declínio dos papéis de Itaú Unibanco e
Bradesco prevalecendo sobre a alta de Vale .
De acordo com profissionais da área de renda variável
consultados pela Reuters, o começo do pregão brasileiro foi
bastante focado nos dados chineses mais fortes, que davam
suporte principalmente às ações da Vale.
A produção industrial chinesa avançou 7,2 por cento entre
janeiro e fevereiro na comparação com o mesmo período do ano
anterior, informou a Agência Nacional de Estatísticas nesta
quarta-feira, contra expectativa de analistas de 6,1 por cento e
após alta de 6,2 por cento de dezembro.
A fraqueza dos bancos, contudo, pesou nos negócios, afirmou
um gestor ouvido pela Reuters.
Wall Street também perdeu o fôlego mais positivo da
abertura, com o S&P 500 passando a oscilar no vermelho,
corroborando a piora na bolsa brasileira. Na máxima, mais cedo,
o Ibovespa chegou a 86.969 pontos, alta de 0,68 por cento.

– VALE avançava 1,83 por cento, em meio a alta
nos preços do minério de ferro na China, após dados econômicos
fortes daquele país apontarem para condições de demanda firme na
segunda economia do mundo.

– ITAÚ UNIBANCO PN caía 1,6 por cento e BRADESCO
PN recuava 1,3 por cento, limitando os ganhos do
Ibovespa, dada a relevante participação que ambos detêm no
índice de quase 20 por cento no total.

– PETROBRAS PN e PETROBRAS ON
avançavam 0,5 e 0,04 por cento, respectivamente, afastando-se
das máximas, conforme os preços do petróleo no exterior passavam
a recuar.

– FIBRIA ON valorizava-se 3 por cento, conforme
seguem as expectativas ligadas a uma potencial aquisição da
companhia. Reportagem do jornal Valor Econômico nesta
quarta-feira afirmou que os sócios esperam ofertas melhores pela
maior produtora mundial de celulose de eucalipto.

– ELETROBRAS PNB e ELETROBRAS ON caíam
6,4 e 6 por cento, um dia após a Câmara dos Deputados instalar
comissão e iniciar discussão sobre privatização da companhia. As
preferenciais da elétrica acumulam em 2018 alta ao redor de 15
por cento, enquanto as ordinárias sobem cerca de 20 por cento.
. Ibovespa : -0,42%, a 86.019 pontos;
. Volume financeiro: R$ 2,87 bi.
. Índice dos principais ADRs brasileiros : -0,48%, a
25.823 pontos.
. Para ver as maiores altas do Ibovespa, clique em

. Para ver as maiores baixas do Ibovespa, clique em

BOLSAS DOS EUA
Os principais índices de Wall Street tinham leves variações
nesta quarta-feira, com as ações do setor industrial ainda
sofrendo diante das preocupações com o impacto das novas tarifas
no comerciais.
A ação da Boeing caía mais de 2 por cento, conduzindo
o Dow Jones para queda, com os operadores citando as contínuas
consequências de notícias divulgadas na véspera, que o
presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está tentando impor
tarifas em até 60 bilhões de dólares sobre importações chinesas.
"O mercado ainda está tentando pesar as preocupações sobre
as tarifas, por um lado, e entender como o presidente fala
abertamente e vem com uma política diferente no final", disse o
estrategista-chefe de investimentos da SlateStone Wealth, Robert
Pavlik.
Os principais fabricantes dos EUA têm apresentado o melhor
movimento desde as tarifas de Trump sobre as importações de aço
e alumínio no início deste mês.
A questão ofuscou os dados de produção industrial da China,
que cresceu muito mais rápido do que o esperado no início do
ano, sugerindo que a segunda maior economia do mundo pode estar
acelerando.
A terceira queda mensal consecutiva das vendas no varejo não
falou bem do crescimento dos EUA, mas aliviou temores de que o
Federal Reserve, banco central do país, poderia aumentar a taxa
de juros mais do que as três vezes em 2018.
. Dow Jones : -0,42%, a 24.901 pontos;
. Standard & Poor's 500 : -0,168878%, a 2.760 pontos;
. Nasdaq : -0,06%, a 7.506 pontos;

BOLSAS DA EUROPA
O índice FTSEurofirst 300 tinha queda de 0,08 por
cento, a 1.466 pontos.
Em LONDRES, o índice Financial Times recuava 0,05
por cento, a 7.135 pontos.
Em FRANKFURT, o índice DAX caía 0,00 por cento, a
12.220 pontos.
Em PARIS, o índice CAC-40 perdia 0,27 por cento, a
5.228 pontos.
Em MILÃO, o índice Ftse/Mib tinha desvalorização de
1,02 por cento, a 22.460 pontos.
Em MADRI, o índice Ibex-35 registrava baixa de 0,01
por cento, a 9.690 pontos.
Em LISBOA, o índice PSI20 desvalorizava-se 0,23 por
cento, a 5.413 pontos.

JUROS
Os contratos futuros de juros operavam com pequenas
variações nesta quarta-feira, com os DIs de médio e curto prazos
exibindo leves altas num movimento de correção após as recentes
quedas, mas sem mexer nas apostas de que o Banco Central
continuará reduzindo a Selic na próxima semana.
"Os DIs curtos vêm caindo ao longo do mês, é natural alguma
correção", comentou o operador de renda fixa de uma corretora
local.
Em março até a véspera, o DI com vencimento em janeiro de
2021 , um dos mais líquidos, recuou 0,26 ponto
percentual.
A curva a termo de juros precificava nesta sessão 76 por
cento de chances de corte de 0,25 ponto percentual neste mês,
ante 80 por cento na véspera, com o restante indicando
manutenção, segundo operadores. A Selic está atualmente em 6,75
por cento ao ano, mínima histórica em meio ao cenário de
inflação baixa.
Para a reunião de maio do Comitê de Política Monetária
(Copom) do BC, os DIs precificavam 28 por cento de chances de
outro corte de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros e o
restante, manutenção.
O trecho mais longo da curva a termo exibia leves baixas,
acompanhando a trajetória do dólar ante o real , depois
que dados mais robustos sobre a economia da China impulsionou os
preços das commodities.
"O crescimento de indicadores da economia chinesa acima das
expectativas… demonstra que o país tem uma posição ainda mais
robusta para enfrentar os Estados Unidos, principalmente sendo o
maior detentor de títulos do tesouro americano", trouxe a
gestora Infinity em relatório, ao citar a ameaça do presidente
dos Estados Unidos, Donald Trump, de taxar importações de 60
bilhões de dólares provenientes da China.
mês ticker último fechamento variação
(%) anterior (%) (p.p.)
APR8 6,54 6,542 -0,002
JAN9 6,495 6,46 0,035
JAN0 7,34 7,29 0,05
JAN21 8,23 8,19 0,04
JAN23 9,1 9,1 0

DÍVIDA
A curva de rendimentos dos Treasuries achatou ainda mais
nesta quarta-feira uma vez que as vendas no varejo dos Estados
Unidos caíram pelo terceiro mês consecutivo e com a demissão do
secretário de Estado, Rex Tillerson, levando o mercado a focar a
política norte-americana.
As vendas no varejo dos EUA caíram 0,1 por cento em
fevereiro, apontando para uma desaceleração do crescimento
econômico no primeiro trimestre.
"O número de vendas no varejo foi surpreendentemente fracos
–todos terão que reduzir as expectativas de crescimento para o
primeiro trimestre porque agora tivemos alguns meses de queda
seguidos", disse Michael Cloherty, chefe da estratégia de juros
dos EUA na RBC Securities.
Os dados desta quarta-feira chegam depois do relatório do
Departamento de Trabalho dos EUA que mostrou que o índice de
preços ao consumidor subiu 0,2 por cento no mês passado, em
linha com as expectativas, mas significativamente mais lento do
que a taxa de 0,5 por cento de janeiro.
A fraqueza das vendas no varejo em fevereiro afetaram ainda
mais as expectativas dos operadores de uma quarta alta da taxa
de juros em 2018. A probabilidade caiu 80 pontos básicos entre
segunda e terça-feiras, caindo novamente esta manhã para 26,4
por cento, de acordo com a ferramenta FedWatch do grupo CME.
. Treasuries de 10 anos : rendimento em queda a
2,8207%, ante 2,848% no dia anterior;
. Global 27 : rendimento em alta a 4,7164%, ante
4,716% no dia anterior.

PETRÓLEO
Os preços do petróleo passavam a recuar nesta quarta-feira,
após ganhos mais cedo na esteira de dados fortes da atividade
industrial chinesa, conforme a produção dos Estados Unidos em
rápido crescimento ainda pressionavam.
A China registrou um aumento de 7,2 por cento na produção
industrial nos dois primeiros meses do ano, superando as
expectativas. Além disso, apoiando movimentos altistas, os dados
mostraram que a produção de petróleo caiu 1,9 por cento.
A produção de petróleo nos EUA deve atingir 11
milhões de barris por dia no final deste ano.
. Nymex – ABR/17 : -0,54%, a 60,38 dólares por barril;
. ICE Futures Europe – Brent MAI/18 : -0,53%, a 64,3
dólares por barril.

(PANORAMA1 e PANORAMA2 são localizados no terminal de
notícias da Reuters pelo código PAN/SA )

(Edição de Patrícia Duarte)
(([email protected]; 55 11 5644-7727; Reuters
Messaging: [email protected]))


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