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SÃO PAULO, 16 Abr (Reuters) – O dólar passou a registrar
leves oscilações frente ao real nesta segunda-feira, após ser
negociado em baixa num movimento de correção, com fluxo de saída
de recursos e em meio à percepção de que não deve haver escalada
militar na Síria após ataque no fim de semana.
O Ibovespa recuava, de olho na cena política local após a
primeira pesquisa de intenção de votos depois da prisão do
ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em sessão marcada ainda
por vencimento de opções sobre o Ibovespa e sobre o Ibovespa
Futuro. Já as taxas dos contratos futuros de juros tinham
pequenas quedas, com novos sinais de inflação e atividade
econômica mais fracos o que mantêm o caminho aberto para redução
da Selic.
Em Wall Street, os principais índices acionários avançavam,
conforme se dissipavam os temores de que as tensões com a Síria
se tornassem um conflito mais amplo e com avanço nas ações de
saúde após resultados positivos da Merck em um medicamento sobre
o câncer.

Veja como estavam os principais mercados financeiros pouco
depois das 12:15 desta segunda-feira:

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CÂMBIO
O dólar passou a registrar leves oscilações frente ao real
nesta segunda-feira, após ser negociado em baixa num movimento
de correção, com fluxo de saída de recursos e em meio à
percepção de que não deve haver escalada militar na Síria após
ataque dos Estados Unidos, França e Reino Unido no final de
semana.
"A operação militar dos EUA (e seus aliados) na Síria, até
este momento, mostrou-se um ataque pontual e preciso", afirmou
mais cedo um gestor de investimentos de uma corretora nacional.
Forças dos Estados Unidos, França e Reino Unido realizaram
ataques aéreos contra a Síria no início do sábado (horário
local), em resposta a um ataque com gás venenoso que matou
dezenas de pessoas na semana passada, na maior intervenção de
potências ocidentais contra o presidente sírio, Bashar al-Assad.

Com a retórica de que não haveria mais ataques e sem
respostas mais contundentes da Rússia, aliada do governo sírio,
os mercados internacionais operavam com relativa calma nesta
sessão, apostando que não haverá escalada militar na região.
No exterior, o dólar recuava ante a cesta de moedas
com investidores respirando um pouco mais aliviados após os
ataques. Ante divisas de países emergentes, o dólar rondava a
estabilidade.
Nas duas semanas passadas, o dólar acumulou alta 3,82 por
cento ante o real, influenciado pelos temores com a cena
política local e as eleições no final de ano, além de eventual
guerra comercial entre Estados Unidos e China. Esses ganhos
acabaram gerando movimento de correção nesta manhã, que acabou
perdendo fôlego com saída de recursos dos mercados locais.
Internamente, os investidores também seguiam de olho na cena
política, a poucos meses das eleições presidenciais que ainda se
mostram bastante incertas. Neste fim de semana, pesquisa
Datafolha mostrou que ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva
seguia na liderança da corrida eleitoral, uma semana depois de
ter sido preso no âmbito da operação Lava Jato.
Com Lula como candidato, o deputado Jair Bolsonaro (PSL-RJ)
seguia isolado em segundo lugar. Mas sem o petista, a
ex-senadora Marina Silva (Rede) cresceu e encostou no deputado,
configurando empate técnico. O ex-ministro Ciro Gomes (PDT)
também cresceu sem o petista no páreo, passando de 5 para 9 por
cento.
Entre outros pré-candidatos, o Datafolha mostrou o
ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) com 6 por
cento das intenções de voto quando Lula aparece como candidato,
e até 8 por cento sem Lula.
"Ainda é cedo, mas a priori não foi uma pesquisa animadora",
trouxe a corretora H.Commcor em relatório.
O mercado considera Lula um candidato menos comprometido com
o ajuste fiscal e alguém com posições parecidas também não
agrada.
O Banco Central vendeu todo o lote de 3,4 mil swaps cambiais
tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares, rolando
1,020 bilhão de dólares do total de 2,565 bilhões de dólares que
vencem em maio.
Se mantiver esse volume e vendê-lo integralmente, o BC
rolará o valor total dos swaps que vencem no próximo mês.

. Dólar/Real : +0,22%, a 3,4335 reais na venda;
. Euro/Dólar : +0,32%, a 1,2369 dólar;
. Dólar/Cesta de moedas : -0,31%

BOVESPA
O principal índice acionário da B3 recuava nesta
segunda-feira, de olho na cena política local após a primeira
pesquisa de intenção de votos depois da prisão do ex-presidente
Luiz Inácio Lula da Silva e com investidores digerindo os
potenciais impactos do ataque à Síria.
A sessão é marcada ainda por vencimento de opções sobre o
Ibovespa e sobre o Ibovespa Futuro, o que pode trazer
volatilidade aos negócios.
No fim de semana, a pesquisa Datafolha mostrou um cenário
ainda bastante indefinido, com Lula à frente, enquanto em uma
disputa sem sua candidatura, a ex-senadora Marina Silva (Rede) e
o deputado Jair Bolsonaro (PSL-RJ) aparecem como os dois
candidatos à frente, em empate técnico.
O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim
Barbosa (PSB) tem 10 por cento no cenário sem Lula, enquanto o
ex-ministro Ciro Gomes (PDT) teria 9 por cento e o ex-governador
de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) chega a até 8 por cento.

"A percepção de uma grande fragmentação dos votos de centro
pode pressionar o mercado nessa segunda, com os candidatos mais
à esquerda se fortalecendo", escreveram os analistas da
Coinvalores em nota a clientes.
Ainda no front local, o Índice de Atividade Econômica do
Banco Central (IBC-Br), espécie de sinalizador do Produto
Interno Bruto (PIB) divulgado nesta manhã, apresentou expansão
de apenas 0,09 por cento em fevereiro na comparação com o mês
anterior, em dado dessazonalizado. O número veio abaixo da
expectativa em pesquisa da Reuters, de crescimento de 0,15 por
cento.
No exterior, os investidores seguem monitorando os eventuais
desdobramentos do ataque dos Estados Unidos e aliados à Síria,
embora as preocupações de uma represália da Rússia tenham
diminuído ao longo do fim de semana, amenizando as preocupações.

– PETROBRAS PN caía 2 por cento e PETROBRAS ON
tinha baixa de 2,3 por cento, em sessão também
negativa para os preços do petróleo no mercado internacional.

– VALE ON recuava 1 por cento, em dia de perdas
para os contratos futuros do minério de ferro na China. No radar
estavam ainda os dados operacionais do primeiro trimestre, que
mostraram alta de 9 por cento nas vendas de minério de ferro da
empresa em relação ao mesmo período do ano passado, apesar de
queda na produção. Analistas da corretora Coinvalores,
destacaram a melhora dos dados operacionais, principalmente
devido ao maior volume de vendas de minério de alta qualidade.

– EMBRAER ON recuava 0,2 por cento, após a
fabricante de aviões reportar que encerrou o primeiro trimestre
com a entrega de 14 jatos comerciais e 11 executivos. Para a
equipe do JPMorgan, embora os números tenham vindo pouco abaixo
do esperado, o impacto nas ações é limitado uma vez que a espera
pelo avanço nas negociações com a Boeing tem sido o
principal motivo que move os papéis da empresa.

– ITAÚ UNIBANCO PN perdia 1,45 por cento BRADESCO
PN tinha baixa de 1,8 por cento, ajudando a tirar
fôlego do índice pelo peso em sua composição.

. Ibovespa : -1,22%, a 83.301 pontos;
. Volume financeiro: R$5 bi.
. Índice dos principais ADRs brasileiros : -1,35%, a
23.762 pontos.
Para ver as maiores altas do Ibovespa, clique em
Para ver as maiores baixas do Ibovespa, clique em

BOLSAS DOS EUA
Os mercados acionários dos Estados Unidos avançavam nesta
segunda-feira, conforme se dissipavam os temores de que as
tensões com a Síria se tornassem um conflito mais amplo e com
avanço nas ações de saúde após resultados positivos da Merck em
um medicamento sobre o câncer.
O ataque de mísseis liderado pelos Estados Unidos no sábado
contra a Síria marcou a maior intervenção dos países ocidentais
contra o presidente sírio, Bashar al-Assad, e sua aliada Rússia,
que enfrenta mais sanções econômicas por causa de seu papel no
conflito.
"A ação foi bem-recebida… e está dando uma chance para os
investidores se concentrarem em notícias e lucros
macroeconômicos", disse Peter Cardillo, economista-chefe de
mercado da Spartan Capital Securities.
Ações de saúde subiam 0,7 por cento no S&P,
impulsionadas pela Merck , que tinha alta de 2,4 por
cento após obter dados positivos em sua imunoterapia, Keytruda.

. Dow Jones : +0,74%, a 24.540 pontos;
. Standard & Poor's 500 : +0,54%, a 2.670 pontos;
. Nasdaq : +0,22%, a 7.122 pontos;

BOLSAS DA EUROPA
O índice FTSEurofirst 300 tinha queda de 0,48 por
cento, a 1.479 pontos.
Em LONDRES, o índice Financial Times recuava 0,85
por cento, a 7.202 pontos.
Em FRANKFURT, o índice DAX caía 0,47 por cento, a
12.384 pontos.
Em PARIS, o índice CAC-40 perdia 0,17 por cento, a
5.306 pontos.
Em MILÃO, o índice Ftse/Mib tinha valorização de
0,01 por cento, a 23.331 pontos.
Em MADRI, o índice Ibex-35 registrava baixa de 0,00
por cento, a 9.767 pontos.
Em LISBOA, o índice PSI20 desvalorizava-se 0,51 por
cento, a 5.449 pontos.

JUROS
As taxas dos contratos futuros de juros operavam com
pequenas quedas nesta segunda-feira, com novos sinais de
inflação e atividade econômica mais fracos e que mantém o
caminho aberto para redução da Selic.
Também ajudava a percepção de que a cena externa estava mais
tranquila mesmo após o ataque dos Estados Unidos e aliados na
Síria no fim de semana.
"Ainda é cedo para acreditar que a situação esteja de fato
resolvida mas, para os mercados globais, é vista como de baixo
risco", avaliou o operador-sênior de renda fixa de uma corretora
local.
Forças dos Estados Unidos, França e Reino Unido realizaram
ataques aéreos contra a Síria no início do sábado (horário
local), em resposta a um ataque com gás venenoso que matou
dezenas de pessoas na semana passada, na maior intervenção de
potências ocidentais contra o presidente sírio, Bashar al-Assad.

Com a retórica de que não haveria mais ataques e sem
respostas mais contundentes da Rússia, aliada do governo sírio,
os mercados internacionais operavam com relativa calma nesta
sessão, apostando que não haverá escalada militar na região.
A queda nas taxas dos DIs também vinha com novos dados
econômicos. Pesquisa Focus do Banco Central mostrou nesta manhã
que o mercado reduziu suas perspectivas de crescimento da
economia e da inflação, em meio a sinais cada vez mais claros de
que a atividade iniciou este ano patinando mais do que o
esperado.
O levantamento também mostrou que o grupo de economistas que
mais acerta as projeções, o Top 5, passou a ver que a Selic
subirá menos do que o esperado em 2019.
O BC também mostrou que seu Índice de Atividade Econômica do
Banco Central (IBC-Br), espécie de sinalizador do Produto
Interno Bruto (PIB), apresentou expansão de apenas 0,09 por
cento em fevereiro na comparação com o mês anterior, abaixo da
expectativa em pesquisa da Reuters, de crescimento de 0,15 por
cento.
Com isso, a curva a termo precificava nesta sessão cerca de
65 por cento de chances de corte de 0,25 ponto percentual na
Selic em maio, ante cerca de 70 por cento na sexta-feira, com o
restante indicando manutenção, segundo operadores.
Para a reunião de junho do Comitê de Política Monetária
(Copom), os DIs precificavam cerca de 30 por cento de apostas de
corte de 0,25 ponto da Selic, igual ao pregão anterior, com o
restante em manutenção.
Em março, o BC cortou a taxa básica de juros em 0,25 ponto
percentual, para o piso histórico de 6,50 por cento ao ano.
Internamente, a cena política continuava no centro das
atenções, sobretudo a poucos meses das eleições presidenciais
que ainda se mostram bastante incertas. Neste fim de semana,
pesquisa Datafolha mostrou que ex-presidente Luiz Inácio Lula da
Silva seguia na liderança da corrida eleitoral, uma semana
depois de ter sido preso no âmbito da operação Lava Jato.
Com Lula como candidato, o deputado Jair Bolsonaro (PSL-RJ)
seguia isolado em segundo lugar. Mas sem o petista, a
ex-senadora Marina Silva (Rede) cresceu e encostou no deputado,
configurando empate técnico. O ex-ministro Ciro Gomes (PDT)
também cresceu sem o petista no páreo, passando de 5 para 9 por
cento.
Entre outros pré-candidatos, o Datafolha mostrou o
ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) com 6 por
cento das intenções de voto quando Lula aparece como candidato,
e até 8 por cento sem Lula.
O mercado considera Lula um candidato menos comprometido com
o ajuste fiscal e, alguém com posições parecidas, também não
agrada.
"O quadro segue sem uma definição clara", afirmou o
operador.

mês ticker último (%) fechamento variação
anterior (%) (p.p.)
JUN8 6,335 6,34 -0,005
JAN9 6,225 6,225 0
JAN0 6,92 6,93 -0,01
JAN21 7,99 8,01 -0,02
JAN23 9,18 9,19 -0,01

DÍVIDA
Os preços dos Treasuries dos Estados Unidos caíam nesta
segunda-feira com a demanda enfraquecida, sugerindo que o
mercado está menos preocupado com possíveis retaliações pelos
ataques aéreos liderados pelos EUA contra a Síria no sábado.
O rendimento das notas de 10 anos aumentou ligeiramente a
curva de juros a partir de sexta-feira, quando pairou em seu
nível mais baixo em mais de uma década, uma vez que os
rendimentos de curto prazo aumentaram com as expectativas de
novos aumentos nas taxas de juros dos EUA pelo Federal Reserve.
Nesta segunda-feira, o rendimento de dois anos subiu para a
maior alta intradia em quase uma década, na visão de que a ação
militar liderada pelos EUA não se ampliaria.
Os rendimentos, que se deslocam inversamente aos preços,
aumentaram durante a noite e até a manhã desta segunda-feira,
apesar da turbulência do fim de semana em que forças
norte-americanas, britânicas e francesas dispararam mais de 100
mísseis contra a Síria.
"Você acha que alguns desses riscos geopolíticos que vimos
recentemente seriam mais favoráveis ??aos títulos em geral",
disse Jonathan Cohn, estrategista de taxa de juros do Credit.
"Mas se pode supor que os mercados estão descontando a
possibilidade de uma nova escalada no conflito
EUA-Rússia-Síria".

. Treasuries de 10 anos : rendimento em alta a
2,8487%, ante 2,828% no dia anterior;
. Global 27 : rendimento em queda a 4,6091%,
ante 4,613% no dia anterior.

PETRÓLEO
Os preços do petróleo recuavam nesta segunda-feira, depois
que a atividade de perfuração nos Estados Unidos aumentou, em
meio à possibilidade de que as tensões no Oriente Médio diminuam
após os ataques aéreos contra a Síria no final de semana.
EUA, França e Reino Unido lançaram 105 mísseis no sábado,
tendo como alvo o que disseram ser três instalações de armas
químicas na Síria, em retaliação a um suposto ataque com gás
venenoso em 7 de abril.
O preço do petróleo subiu quase 10 por cento no período que
antecedeu as ações militares, uma vez que os investidores
buscaram ativos seguros, como o ouro, para se proteger de riscos
geopolíticos.
Além de uma realização de lucros após os ataques aéreos, o
petróleo também sofre alguma pressão por outro aumento na
atividade de perfuração nos EUA.
As companhias de energia dos EUA adicionaram sete sondas na
semana até 13 de abril, elevando o total para 815, o maior desde
março de 2015, e quase 20 por cento maior do que há um ano,
afirmou a empresa de serviços Baker Hughes na sexta-feira.

. Nymex – MAI/18 : -1,34%, a 66,49 dólares por barril;
. ICE Futures Europe – Brent JUN/18 : -1,17%, a 71,73
dólares por barril.

(PANORAMA1 e PANORAMA2 são localizados no terminal de
notícias da Reuters pelo código PAN/SA )

(Edição de Iuri Dantas)
(([email protected]; 55 11 5644-7727; Reuters
Messaging: [email protected]))


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