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Por Claudia Violante e Paula Arend Laier
SÃO PAULO, 12 Mar (Reuters) – O dólar registrava pequenas
oscilações ante o real nesta segunda-feira, influenciado pelo
cenário externo e pela volta das intervenções do Banco Central
no mercado de câmbio. Na bolsa, o Ibovespa avançava também
atento ao exterior, com as ações da Fibria entre as maiores
altas em meio a expectativas relacionadas à atividade de fusão e
aquisição.
As taxas de DI recuavam, ainda ecoando as perspectivas de
que a Selic será reduzida mais uma vez neste mês em meio à
fraqueza da inflação.
Veja como estavam os principais mercados financeiros por
volta das 12:30 desta segunda-feira:

CÂMBIO
O dólar registrava pequenas oscilações ante o real nesta
segunda-feira, influenciado pelo cenário externo e pela volta
das intervenções do Banco Central no mercado de câmbio.
"Tem um refresco do swap", afirmou o operador de câmbio da
corretora Spinelli José Carlos Amado, acrescentando que, com a
agenda esvaziada nesta sessão, o mercado operava à espera do
encontro de política monetária dos Estados Unidos na próxima
semana e acompanhava o noticiário sobre a tarifação do aço.
O Banco Central brasileiro realizou nesta segunda-feira o
primeiro leilão para rolagem do swaps cambiais tradicionais,
equivalentes à venda futura de dólares, que vencem em abril.
Vendeu todos os 14 mil contratos, ou 700 milhões de dólares, do
total de 9,029 bilhões de dólares que vencem no mês que vem.

Tesouro Direto Taxa Zero 300×250

No exterior, o dólar exibia leve baixa ante a cesta de
moedas após os fortes dados de emprego nos EUA divulgados
na semana passada terem sido compensados por aumentos mais
lentos nos salários, mantendo a expectativa de que o Federal
Reserve, banco central do país, elevará os juros três vezes
neste ano.
O primeiro aumento deve acontecer agora em março, no
encontro que termina no dia 21. Agora, as chances de uma quarta
alta este ano estão em apenas 25 por cento.
Ante divisas de países emergentes, como os pesos chileno
, mexicano e a lira turca , o dólar operava
em alta.
Os investidores também estavam de olho nos desdobramentos
das tarifas de importação de aço e alumínio impostas pelo
presidente norte-americano, Donald Trump, na semana passada,
medida que pode alimentar a inflação da maior economia do mundo
e levar a juros mais altos.
. Dólar/Real : +0,37%, a 3,2634 reais na venda;
. Euro/Dólar : +0,13%, a 1,2321 dólar;
. Dólar/Cesta de moedas : -0,09%

BOVESPA
O principal índice de ações da B3 avançava na manhã desta
segunda-feira, com as ações da Fibria entre as
maiores altas em meio a expectativas relacionadas à atividade de
fusão e aquisição.
O Ibovespa, contudo, se afastava das máximas, conforme
praças acionárias no exterior também perdiam fôlego e o preço do
petróleo acelerava as perdas.
Em nota a clientes mais cedo, a Guide Investimentos destacou
que os mercados internacionais vivem momentos favoráveis,
animados por bons dados de crescimento e sem pressões
inflacionárias claras no curto prazo.

– FIBRIA avançava 3,7 por cento, tendo renovado
máxima histórica intradia no melhor momento, após notícias de
que a Paper Excellence apresentou proposta pela companhia. De
acordo com fontes ouvidas pela Reuters, a oferta avaliou a
Fibria em 40 bilhões de reais. SUZANO PAPEL E CELULOSE
, que está em tratativas com a Fibria para a união das
operações, cedia 4,6 por cento.

– JBS ON subia 3,8 por cento, engatando nova
sessão de recuperação, e revertendo as perdas acumuladas no mês.
BRF ON também tinha uma sessão positiva, em alta de 1
por cento. A BRF deu férias coletivas para funcionários de
unidade de Mineiros a partir desta segunda-feira.

– SMILES ON valorizava-se 2,4 por cento, após
seis pregões em queda, em que perdeu quase 19 por cento, em
razão no corte de dividendos. Em relatório nesta segunda-feira,
analistas do Morgan Stanley reiteraram classificação
'outperform' para a companhia, avaliando que a empresa tem
histórico favorável e que o anúncio sobre dividendos deve ser
único.

– PETROBRAS PN e PETROBRAS ON caíam
0,3 e 0,4 por cento, respectivamente, conforme se acentuou a
queda nos preços do petróleo no mercado externo. Em relatório a
clientes, analistas do Credit Suisse avaliam que a companhia
pode surpreender positivamente os investidores na divulgação do
resultado do quarto trimestre e de 2017 previsto para esta
semana.

– ELETROPAULO ON , que não está no Ibovespa, tinha
alta de 2,7 por cento, após o conselho de administração da
ELETROBRAS aprovar acordo sobre dívida entre as
empresas. A Eletropaulo pagará à estatal 1,4 bilhão de reais
para quitar dívida de processo judicial. ELETROBRAS
subia 1,55 por cento e ELETOBRAS PNB avançava 2,56
por cento.
. Ibovespa : +0,26%, a 86.596 pontos;
. Volume financeiro: R$ 3,4 bi.
. Índice dos principais ADRs brasileiros : +0,25%, a
26.047 pontos.
. Para ver as maiores altas do Ibovespa, clique em

. Para ver as maiores baixas do Ibovespa, clique em

BOLSAS DOS EUA
Os mercados acionários dos Estados Unidos tinham leves
variações nesta segunda-feira, perdendo um pouco o fôlego mais
positivo da abertura, quando foi guiado por ganhos em ações de
fabricantes de chips e gigantes de tecnologia.
O movimento neste pregão seguia o ganho de cerca de 2 por
cento na sessão passada, depois que dados mostraram crescimento
salarial lento em fevereiro, aliviando as preocupações de que o
Federal Reserve, banco central norte-americano, esteja se
movendo muito rápido sobre as altas da taxa de juros.
"O mercado estava particularmente otimista de que o
crescimento dos salários não seria muito quente por medo de
preocupações inflacionárias", disse o diretor-gerente da New
Vines Capital LLC, Andre Bakhos.
O mercado de juros futuros de curto prazo dos EUA continuava
apostando que o Fed fará três aumentos dos juros este ano.

. Dow Jones : -0,49%, a 25.210 pontos;
. Standard & Poor's 500 : -0,15%, a 2.782 pontos;
. Nasdaq : +0,15%, a 7.572 pontos;

BOLSAS DA EUROPA
Os mercados acionários europeus não mostravam uma tendência
única, após atingiram o nível mais alto em quase duas semanas
nesta segunda-feira, impulsionados pelos ganhos em serviços
públicos alemães depois que os principais players do setor
anunciaram uma grande reforma da indústria.
A Innogy avançava 12,57 por cento após a
controladora RWE e a rival E.ON dizerem que
irão fragmentar a maior empresa de energia da Alemanha por valor
de mercado e dividirão seus ativos.
O acordo dará à E.ON maiores economias de escala na
distribuição de energia e varejo e à RWE em energias renováveis,
facilitando para as empresas lidar com a rápida migração da
Alemanha para fontes de energia mais limpas. A RWE e a E.ON,
cujos preços das ações entraram em colapso na última década,
subiam 8,45 e 6,22 por cento, respectivamente.
O índice FTSEurofirst 300 tinha alta de 0,02 por
cento, a 1.479 pontos.
Em LONDRES, o índice Financial Times recuava 0,30
por cento, a 7.202 pontos.
Em FRANKFURT, o índice DAX subia 0,26 por cento, a
12.379 pontos.
Em PARIS, o índice CAC-40 perdia 0,21 por cento, a
5.263 pontos.
Em MILÃO, o índice Ftse/Mib tinha desvalorização de
0,04 por cento, a 22.735 pontos.
Em MADRI, o índice Ibex-35 registrava alta de 0,33
por cento, a 97.717 pontos.
Em LISBOA, o índice PSI20 valorizava-se 0,18 por
cento, a 5.433 pontos.

JUROS
Os contratos futuros de juros operavam em baixa nesta
segunda-feira, ainda ecoando as perspectivas de que a Selic será
reduzida mais uma vez neste mês em meio à fraqueza da inflação.
"A queda de hoje (dos DIs) atribuo ao Focus, que colocou
para baixo as projeções", comentou o gerente de renda fixa da
corretora Lerosa Investimentos, Carlos Fernando Mendes. Para
ele, "quem estava na dúvida (sobre o corte de juros) acaba sendo
influenciado".
Segundo a pesquisa Focus do Banco Central, os analistas
passaram a ver novo corte de 0,25 ponto percentual na taxa
básica de juros, à nova mínima histórica de 6,5 por cento, na
reunião de 20 e 21 de março do Comitê de Política Monetária
(Copom) do BC. Para 2019, as projeções continuaram em 8 por
cento.
A conta para a alta do IPCA agora é de 3,67 por cento ao
final deste ano, sobre 3,70 por cento na semana anterior. O
número para 2019 também caiu, para 4,20 por cento, de 4,24 por
cento.
Com isso, a curva a termo de juros mantinha nesta sessão
precificação de 80 por cento de chances de novo corte de 0,25
ponto percentual da Selic agora, com o restante indicando
manutenção, segundo operadores.
A curva também mantinha apostas de que a Selic voltará a
subir só em dezembro, com 68 por cento indicando elevação de
0,25 ponto, sobre 72 por cento na sexta-feira, informaram
operadores. O restante indicava manutenção.
Nos últimos dias, importantes instituições reduziram suas
previsões para a Selic, como o Itaú Unibanco, que chegou a
elevar sua aposta para 6,75 por cento para este Copom e, agora,
vê que a taxa irá a 6,50 por cento.
Nesta manhã, o presidente do BC, Ilan Goldfajn, também
contribuiu com a trajetória de baixa dos juros ao declarar ter
sido bom começar o ano com inflação abaixo da meta, e não o
contrário, porque a política monetária teria que reagir.

Na semana passada, Ilan já havia mudado o tom sobre o
cenário inflacionário, afirmando que as altas de preços estavam
vindo mais fracas do que o esperado, surpreendendo o próprio BC.
Foi a senha para os mercados ajustarem suas apostas de que
haverá outro corte da Selic neste mês.
mês ticker último fechamento variação
(%) anterior (%) (p.p.)
APR8 6,546 6,555 -0,009
JAN9 6,425 6,45 -0,025
JAN0 7,28 7,29 -0,01
JAN21 8,23 8,25 -0,02
JAN23 9,19 9,19 0

DÍVIDA
Os rendimentos dos Treasuries de três e dez anos rondavam
as máximas de vários anos antes dos leilões de ambos os
vencimentos nesta segunda-feira, o que pode ser pressionado
ainda mais se a demanda pelo aumento da oferta for fraca.
Os dados robustos de emprego dos Estados Unidos divulgados
na sexta-feira e um aumento contínuo nos mercados acionários
norte-americanos apoiaram os rendimentos do Treasury nas
negociações iniciais.
Alto rendimento em leilão poderia limitar a demanda dos
compradores nesse nível, ampliando o spread entre o alto
rendimento esperado quando o leilão começa, versus o alto
rendimento real durante o leilão. Um spread mais amplo é chamado
de "cauda" e indica demanda mais fraca dos compradores.
"Se os rendimentos ficam um pouco mais elevados, você verá
uma repetição desse cenário", disse Tom Simons, economista do
mercado monetário da Jefferies & Co, referindo-se à questão da
oferta quase recorde em fevereiro.
O Departamento do Tesouro leiloará 28 bilhões de dólares em
títulos de três anos e 21 bilhões de dólares em notas de 10 anos
nesta segunda-feira. A oferta de três anos aumentou em 2 bilhões
de dólares desde o último leilão e a reabertura de 10 anos é 1
bilhão de dólares maior do que o último leilão.
. Treasuries de 10 anos : rendimento em queda a
2,8828%, ante 2,894% no dia anterior;
. Global 27 : rendimento em queda a 4,7073%,
ante 4,743% no dia anterior.

PETRÓLEO
Os preços do petróleo tinham queda nesta segunda-feira,
pressionados pela perspectiva de maior produção nos Estados
Unidos neste ano, devolvendo parte dos ganhos do início do
pregão como reflexo do menor número de sondas em atividade no
país.
Também contribui para a queda o fato de fundos e outros
participantes terem cortado suas posições compradas no mercado
pela primeira vez em três semanas, conforme dados divulgados na
sexta-feira.
"Produção e estoques em alta nos Estados Unidos têm reduzido
o apetite de fundos desde o pico (de preços) observado no fim de
janeiro", disse o ING em nota.
. Nymex – ABR/17 : -2,03%, a 60,78 dólares por barril;
. ICE Futures Europe – Brent MAI/18 : -1,82%, a 64,3
dólares por barril.

(PANORAMA1 e PANORAMA2 são localizados no terminal de
notícias da Reuters pelo código PAN/SA )

(Edição de Patrícia Duarte)
(([email protected]; 55 11 5644-7727; Reuters
Messaging: [email protected]))


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