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Por Claudia Violante e Paula Arend Laier
SÃO PAULO, 13 Mar (Reuters) – O dólar operava com leve baixa
ante o real nesta terça-feira, após dados comportados de
inflação nos Estados Unidos reforçarem apostas de que os juros
não vão subir mais do que o esperado na maior economia do mundo.
O Ibovespa perdia força pressionado por bancos, enquanto as
taxas dos DIs tinham pequenas quedas em meio às apostas de que o
Banco Central reduzirá a Selic neste mês mesmo com dados mais
robustos de vendas no varejo brasileiro neste início de ano.
Veja como estavam os principais mercados financeiros pouco
depois das 12:40 desta terça-feira:

CÂMBIO
O dólar operava com leve baixa ante o real nesta
terça-feira, após dados comportados de inflação nos Estados
Unidos reforçarem apostas de que os juros não vão subir mais do
que o esperado na maior economia do mundo.
O dólar cedia, depois de marcar a máxima de 3,2659 reais na
sessão e 3,2382 reais na mínima.
"Com o núcleo (da inflação) ainda confortavelmente abaixo da
meta, o Fed (Federal Reserve, banco central norte-americano) não
tem razões para promover aumento mais agressivo das taxas de
juros do que o que está atualmente precificado", disse o
analista da gestora CIBC, Avery Shenfeld, em nota.
Os preços ao consumidor dos Estados Unidos desaceleraram em
fevereiro em meio à queda nos preços da gasolina e à moderação
no custo dos aluguéis, na mais recente indicação de que uma
aceleração da inflação provavelmente será apenas gradual.
Excluindo os componentes voláteis de energia e alimentos, o
índice ganhou 0,2 por cento depois de acelerar 0,3 por cento em
janeiro. Na base anual, o avanço do chamado núcleo de preços ao
consumidor repetiu a taxa de 1,8 por cento de fevereiro.

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Logo após a divulgação dos dados, os juros futuros
norte-americanos precificavam 26 por cento de chances de o Fed
elevar os juros quatro vezes neste ano, sobre 28 por cento antes
dos números, segundo dados da Reuters.
O Fed vem indicando que elevará os juros três vezes neste
ano de forma gradual e, um movimento mais forte do que o
esperado, aumentaria o potencial de atrair para os Estados
Unidos recursos aplicados hoje em outros mercados financeiros,
como o brasileiro.
No exterior, o dólar caía ante a cesta de moedas e
sobre divisas de países emergentes, como os pesos mexicano
e chileno .
Internamente, a captação de 750 milhões de dólares do banco
Itaú Unibanco , na véspera, também contribuía para o
recuo do dólar frente ao real.
O Banco Central brasileiro vendeu nesta sessão toda a oferta
de 14 mil swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda
futura de dólares, para rolagem do vencimento de abril. Dessa
forma, já rolou 1,4 bilhão de dólares do total de 9,029 bilhões
de dólares.
Se mantiver esse volume e vendê-lo integralmente, o BC rolará
o valor total dos swaps que vencem no próximo mês.
. Dólar/Real : -0,29%, a 3,2484 reais na venda;
. Euro/Dólar : +0,52%, a 1,2396 dólar;
. Dólar/Cesta de moedas : -0,27%

BOVESPA
O principal índice de ações da B3 perdia força nesta
terça-feira e voltava a oscilar abaixo dos 87 mil pontos,
pressionado particularmente pela queda das ações de bancos, mas
também com a piora de Petrobras na esteira do recuo dos preços
do petróleo.
A reversão dos ganhos locais ocorria conforme Wall Street
também reduzia os ímpeto, apesar da divulgação de dados benignos
sobre inflação nos Estados Unidos. No começo de tarde, o S&P 500
recuava 0,04 por cento.
Agentes financeiros, contudo, ainda enxergam um cenário
positivo para o mercado acionário brasileiro, dado o ambiente
externo ainda favorável e o juros baixos locais, com a atividade
econômica também melhorando.

– ITAÚ UNIBANCO PN cedia 0,87 por cento e
BRADESCO PN perdia 0,99 por cento, após ganhos
acumulados de 2,5 por cento e 2,95 por cento, respectivamente,
nas duas sessões anteriores. O setor bancário do índice como um
todo recuava, mas apenas esses dois papéis respondem por quase
20 por cento do Ibovespa.

– PETROBRAS PN e PETROBRAS ON caíam
0,09 e 0,25 por cento, respectivamente, conforme os preços do
petróleo passaram a recuar mais de 1 por cento no exterior.
Agentes financeiros também seguem na expectativa do resultado da
petroleira previsto para esta semana e de um desfecho sobre a
revisão do contrato da chamada cessão onerosa no pré-sal.

– VALE ON perdia 0,24 por cento, revertendo
ganhos verificados mais cedo, em nova sessão negativa para os
preços do minério de ferro na China.

– ELETROBRAS PNB e ELETROBRAS ON
recuavam 1,81 e 1,97 por cento, respectivamente, após fortes
ganhos este ano em meio a expectativas relacionadas à
desestatização da companhia. O setor elétrico como um todo tinha
uma sessão negativa, com o índice que reúne as companhias
caindo 0,67 por cento.

– JBS ON valorizava-se 2,65 por cento, engatando
a terceira sessão de alta. No radar, seguem as especulações
acerca de uma eventual venda da participação do BNDES na empresa
de alimentos.

– SUZANO PAPEL E CELULOSE subia 1,36 por cento,
recuperando-se de perdas na véspera, conforme segue influenciada
pelo noticiário relacionado a uma possível combinação de
negócios com a FIBRIA , que recuava 0,65 por cento,
após renovar máxima histórica intradia na véspera. O BNDESPar
confirmou nesta terça-feira que recebeu proposta da holandesa
Paper Excellence para aquisição de sua participação na
Fibria . Também, analistas do Credit Suisse elevaram
os preços-alvos de Fibria e Suzano.
. Ibovespa : -0,29%, a 86.646 pontos;
. Volume financeiro: R$ 3,45 bi.
. Índice dos principais ADRs brasileiros : -0,05%, a
26.178 pontos.
. Para ver as maiores altas do Ibovespa, clique em

. Para ver as maiores baixas do Ibovespa, clique em

BOLSAS DOS EUA
Os mercados acionários dos Estados Unidos tinham leves
variações nesta terça-feira, após uma abertura mais positiva,
com dados de inflação bem-comportada reduzirem temores de altas
de juros mais rápidas e os investidores desconsiderando a
demissão do secretário de Estado dos EUA, Rex Tillerson.
"Eu não acho que a saída de Tillerson e sua substituição
seja um choque para o mercado que vai durar muito", disse o
presidente da Cumberland Advisors, David Kotok.
O presidente dos EUA, Donald Trump, demitiu Tillerson nesta
terça-feira após uma série de divergências públicas sobre
questões como a Coreia do Norte e a Rússia, substituindo seu
chefe diplomático pelo diretor da Agência Central de
Inteligência (CIA, na sigla em inglês), Mike Pompeo.
Os índices futuros dos EUA caíram inicialmente com as
notícias, mas recuperaram todas as perdas, com a Nasdaq abrindo
com nova máxima recorde.
Os mercados também estavam confortáveis ??com a
desaceleração da inflação dos EUA em fevereiro em meio à queda
nos preços da gasolina e moderação no custo de aluguéis.
Com isso, a reduziu a tensão de que o Federal Reserve, banco
central norte-americano, poderia elevar os juros mais rápido do
que o esperado.
O Fed vem indicando que elevará os juros três vezes neste
ano de forma gradual e, um movimento mais forte do que o
esperado, aumentaria o potencial de atrair para os Estados
Unidos recursos aplicados hoje em outros mercados financeiros,
como o brasileiro.
. Dow Jones : +0,07%, a 25.197 pontos;
. Standard & Poor's 500 : -0,04%, a 2.781 pontos;
. Nasdaq : -0,39%, a 7.558 pontos;

BOLSAS DA EUROPA
O índice FTSEurofirst 300 tinha queda de 0,86 por
cento, a 1.470 pontos.
Em LONDRES, o índice Financial Times recuava 0,89
por cento, a 7.150 pontos.
Em FRANKFURT, o índice DAX caía 1,49 por cento, a
12.232 pontos.
Em PARIS, o índice CAC-40 perdia 0,56 por cento, a
5.247 pontos.
Em MILÃO, o índice Ftse/Mib tinha desvalorização de
0,44 por cento, a 22.665 pontos.
Em MADRI, o índice Ibex-35 registrava baixa de 0,17
por cento, a 97.710 pontos.
Em LISBOA, o índice PSI20 desvalorizava-se 0,03 por
cento, a 5.436 pontos.

JUROS
Os contratos futuros de juros operavam com leves quedas
nesta terça-feira, em meio às apostas de que o Banco Central
reduzirá a Selic neste mês mesmo com dados mais robustos de
vendas no varejo brasileiro neste início de ano.
"O varejo mais forte não muda a percepção de que o BC vai
cortar a Selic em março, mas reduz a probabilidade de nova baixa
em maio. Até lá, há ainda muitos elementos que terão que ser
levados em consideração", afirmou o economista-sênior do Banco
Haitong, Flávio Serrano.
Em janeiro, as vendas no varejo subiram 0,9 por cento em
relação ao mês anterior, dado mais forte desde junho de 2017 e
acima da expectativa de alta de 0,6 por cento em pesquisa da
Reuters.
A curva a termo de juros precificava cerca de 85 por cento
de chances de novo corte de 0,25 ponto percentual da Selic
agora, com o restante indicando manutenção, segundo operadores.
Atualmente, a Selic está em 6,75 por cento ao ano, mínima
histórica.
Os DIs também mantinham em cerca de 70 por cento as apostas
de que a Selic voltará a subir só em dezembro.
"Os juros futuros vêm registrando sucessivos recuos,
influenciados não apenas pela queda sistemática da inflação, mas
também pelas expectativas de redução da taxa Selic", escreveram
os analistas do BB Investimentos, em relatório semanal, Renato
Odo e José Roberto dos Anjos.
"No entanto, a proporção desses recuos vem se tornando cada
vez menor…, levantando dúvidas quanto à continuidade da
tendência", acrescentaram.
Os DIs mais longos acompanhavam a trajetória de baixa do
dólar ante o real , depois que a inflação norte-americana
veio comportada, mantendo a perspectiva de que o Federal
Reserve, banco central do país, não deve aumentar os juros mais
do que o esperado.
O Fed vem indicando que elevará os juros três vezes neste
ano de forma gradual e, um movimento mais forte do que o
esperado, aumentaria o potencial de atrair para os Estados
Unidos recursos aplicados hoje em outros mercados financeiros,
como o brasileiro.
mês ticker último fechamento variação
(%) anterior (%) (p.p.)
APR8 <2DIJJ 6,54 6,548 -0,008
18>
JAN9 <2DIJF 6,465 6,45 0,015
19>
JAN0 <2DIJF 7,27 7,28 -0,01
20>
JAN21 <2DIJF 8,19 8,23 -0,04
21>
JAN23 <2DIJF 9,11 9,18 -0,07
23>

DÍVIDA
Os rendimentos dos Treasuries dos Estados Unidos caíam nesta
terça-feira em uma sessão agitada, após o presidente Donald
Trump destituir o secretário de Estado Rex Tillerson e dados
indicando que a aceleração da inflação será gradual.
Trump informou mais cedo que substituiu o secretário de
Estado Tillerson pelo diretor da Agência Central de Inteligência
(CIA, na sigla em inglês), Mike Pompeo. O rendimento caiu com a
incerteza sobre a política externa dos EUA no futuro, que
envolverá negociações sobre o comércio e com a Coreia do Norte.
Alem disso, o Departamento do Trabalho dos EUA informou que
seu índice de preços ao consumidor subiu 0,2 por cento no mês
passado, em linha com as expectativas, depois de saltar 0,5 por
cento em janeiro. Nos 12 meses até fevereiro, o índice aumentou
2,2 por cento, ante 2,1 por cento em janeiro.
. Treasuries de 10 anos : rendimento em queda a
2,8554%, ante 2,87% no dia anterior;
. Global 27 : rendimento em alta a 4,697%, ante
4,694% no dia anterior.

PETRÓLEO
Os preços do petróleo recuavam no começo da tarde desta
terça-feira, em sessão volátil, com investidores ainda atentos a
dados de produção e também repercutindo a decisão do presidente
Donald Trump de destituir o secretário de Estado Rex Tillerson.

. Nymex – ABR/17 : -1,4%, a 60,5 dólares por barril;
. ICE Futures Europe – Brent MAI/18 : -0,91%, a 64,36
dólares por barril.

(PANORAMA1 e PANORAMA2 são localizados no terminal de
notícias da Reuters pelo código PAN/SA )

(Edição de Patrícia Duarte)
(([email protected]; 55 11 5644-7727; Reuters
Messaging: [email protected]))


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